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Este artigo analisa a influência de variáveis ambientais na distribuição potencial futura (+50 anos e +70 anos) do hospedeiro intermediário da esquistossomose (Biomphalaria glabrata) por meio da modelagem ecológica no programa MAXENT. Para 50 anos, amplitude térmica anual e precipitação anual destacam-se. Para 70 anos, a temperatura média do trimestre mais frio apresenta maior contribuição. 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Este artigo tem como objetivo analisar a influência de variáveis ambientais na distribuição potencial futura (+50 anos e +70 anos) do hospedeiro intermediário da esquistossomose (Biomphalaria glabrata) através da modelagem ecológica utilizando o programa MAXENT. Ao analisar o modelo de distribuição futura de 50 anos, a amplitude térmica anual e a precipitação anual apresentaram-se como o maior percentual de contribuição. Para projeção futura de 70 anos, a temperatura média do trimestre mais frio, apresentou o maior percentual de contribuição para a distribuição da espécie no ambiente. A análise realizada expressa a importância da ampliação dos estudos sobre a variabilidade climática e sua relação com a saúde, poisrevalidou que na região Nordeste do Brasil encontram-se os pontos quentes de ocorrência da B. glabrata, com cenário de distribuição potencial para outros estados brasileiros.\nPalavras chave: Variabilidade climática, Modelagem Ecológica, Esquistossomose\n1. Introdução\nA variabilidade climática em curso pode gerar mudanças futuras significativas na distribuição de várias espécies, pois podem afetar o seu nicho e habitat. Tal situação torna-se foco de várias pesquisas que visam compreender como estas variações podem repercutir sobre a distribuição espacial de espécies transmissoras de doenças para os seres humanos.\nAssim, os estudos sobre a variabilidade climática tem-se destacado na atualidade com maior ênfase em virtude do aquecimento da atmosfera do planeta Terra, cujos efeitos e impactos em tempo presente e futuro ainda não estão totalmente esclarecidos (MENDONÇA, 2003).\nAtualmente, a modelagem de nicho ecológico, uma ferramenta computacional, apresenta cenários preditivos para o comportamento de várias espécies. Trata-se de uma técnica que combina variáveis, projetando cenários que identifica as regiões potencialmente apropriadas para a ocorrência da espécie pesquisada, criando um mapa de distribuição potencial.\nOs modelos de distribuição geográfica potencial de espécies surgiram com a proposta de preencher as lacunas de conhecimento sobre os limites geográficos de espécies de interesse, ajudando a entender quais mecanismos influenciam na distribuição com grande relação com as variáveis ambientais e em especial com as climáticas (GIANNINI, et al., 2012).\nA modelagem de nicho apresenta então diversas aplicações. Dentre elas, pode citar: identificar espécies que poderiam ser utilizadas em trabalhos de recuperação ambiental; avaliar o potencial de ameaça de espécies invasoras; auxiliar na determinação de áreas prioritárias para conservação; estudar possíveis rotas de disseminação de doenças infecciosas, simulando, assim, cenários futuros e alternativos dando suporte para a tomada de decisão pelo poder público, minimizando gastos e reduzindo esforços (ALMEIDA JÚNIOR, 2010).\nDesta forma, buscar compreender como as consequências das alterações climáticas em âmbito global / local repercutirão de forma direta ou indireta sobre a disseminação de doenças e consequente repercussão sobre a saúde humana, torna-se elemento fundamental nas pesquisas da atualidade (MENDONÇA, 2003).\nNo âmbito desta discussão, dentre as doenças infecciosas, destacam-se as de v","cbCairKfw7md3u8Z","https://ap.wps.com/l/cbCairKfw7md3u8Z","docx",1580201,11,"Portuguese","# Introdução\n## Variabilidade climática e distribuição de espécies\n## Modelagem de nicho ecológico e cenários preditivos\n## Aplicações da modelagem\n## Esquistossomose e papel do hospedeiro intermediário\n## Objetivo do artigo\n## Procedimentos metodológicos","[{\"question\":\"Qual é o objetivo central do artigo?\",\"answer\":\"Analisar a influência de variáveis ambientais na distribuição potencial futura (+50 e +70 anos) do hospedeiro intermediário da esquistossomose, Biomphalaria glabrata, usando modelagem ecológica.\"},{\"question\":\"Quais variáveis ambientais têm maior contribuição no cenário de 50 anos?\",\"answer\":\"Amplitude térmica anual e precipitação anual foram as variáveis com maior percentual de contribuição para a distribuição potencial da espécie.\"},{\"question\":\"Que variável se destaca no cenário de 70 anos?\",\"answer\":\"A temperatura média do trimestre mais frio apresentou o maior percentual de contribuição para a distribuição da espécie no ambiente.\"}]","Variabilidade climática e a modelagem ecológica da Biomphalaria glabrata - cenários futuros (2050 e 2070) para o hospedeiro intermediário da esquistossomose no Brasil | DOCX",1788306424]