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O Volume II organiza uma investigação sobre a relação entre poesia e ciência e sobre como a formulação do cosmos atravessa diferentes autores e discursos. Inclui também a passagem da metafísica ao evolucionismo, a circulação mediática de “outros mundos”, e a receção social de teorias e figuras ligadas a Copérnico, Newton e tradições associadas a mundos 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século XIX  \nVolume II  \nUNIVERSIDADE DO PORTOFaculdade de LetrasBIBLIOTECAN.9_                                200s /06120  \nDissertacão de doutoramento em Históriaapresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto  \n0430C 441V.249   \nPorto  \n2004  \nIndice do Volume II  \n## CAPÍTULO4\n\nVisões celestes na poesia didactica e filosófica portuguesa(sécs.XVIII-XIX):o infinito sem telescópio  \n4.1.A poesia e a ciencia ou de como o universo está no Verbo366  \n4.2.Elpino Duriense:o louvor neoplatónico à\"nova ordem369do Universo”  \n4.3.Barbosa du Bocage:o impressionista do céu obscuro  \n378  \n4.4.Luís Rafel Soyé:a “ordem do Universo”aplicada aos humanos  \n383  \n4.5.Alcipe/Marquesa de Alorna,transmigrante \"feliz,de estrela391em estrela”  \n4.6.José Agostinho de Macedo:o enciclopedista num périplo406pelo cosmos.  \n4.7.Projeccões extra-terrenas na celebração do voo do aeronauta 432Lunardi  \n## CAPÍTULO5\n\nA revelação dos“Outros Mundos”em Portugal até meados do século XIX  \n5.1.Da metafisica ao evolucionismo:a origem das espécies450no Cosmos  \n5.2.Novos espacos públicos para os“outros mundos”:a pregação 458e a imprensa  \n5.3.Prolegómenos as ideias sobre o cosmos na sociedade469portuguesa de Oitocentos  \n5.4.A Cosmopeia Mosaica revisitadae a seducao neoplatónica471  \n5.5.Nolasco da Cunha assombrado pelo“exército de mundos”  \n479  \n5.6.Silvestre Pinheiro Ferreira e Charles Bonnet:a cumplicidade483no universo-espelho  \n5.7.José Amaro da Silva:a admissao de Copérnico eos489\"habitadores da Lua\"  \n5.8.Contra Copérnico e Newton:Luís de Campos,um conspirador 495no exílio  \n5.9.Os“mundos povoados”e os“entes inteligentes”506de Joaquim Geraldes  \n5.10.0“lunático”José de Urcullu entre Voltaire e Fontenelle512  \n5.11.A\"democratizacão\"do espaco celeste na imprensa519periódica de“conhecimentos úteis”  \n5.11.1.As\"viagens à Lua\"de máquina a vaporea bordo523de O Panorama  \n5.11.2.“O braço Omnipotente nos abismos do infinito”:540a nova apologética na Revista Académica  \n5.12.O“plano geral do Universo”de Jerónimo Barbosa:549as estrelas eos cometas habitados  \n## CONCLUSOES\n\nBibliografia  \nGráficos  \nAnexos  \n## CAPÍTULO4\n\nVisoes celestes na poesia didáctica e filosófica portuguesa(sécs.XVIII-XIX):o infinito sem telescópio.  \n“Fontenelle se diz,meditabundo,aos ceús aponta e contemplando os astrosdiz que habitados são,que a argentea Luaé do pensante e do mortal morada”.  \nJosé Agostinho de Macedo,  \nNewton,1815.  \n4.1.A poesia ea ciencia ou de como o universo está no Verbo.  \nHaverá,talvez,quem tome por provocacão a simples referencia a umaconvergencia entre poesia e ciencia,tão questionável se apresenta,a um primeiroolhar,esse pretendido e surreal enlace entre a criacão científica e a criaçãopoética.O facto é que a vocacão da poesia como interrogante dos mistérios domundo,da criacão do homem ao fim do universo,logo,do nosso lugar nocosmos,tem sido legitimada pela criacão literária de todos os tempos e matizes.  \nO astrofísico frances Jean-Pierre Luminet remonta até Hesíodo,no séculoVIII a.C.,a fonte primieva da literatura ocidental e,concomitantemente,dapoesia dita científica.Na obra Os Trabalhos e os Dias,o poeta helénico recolheuma súmula de conselhos didáticos sobre a agricultura,fundados na observacãoastronómica e meteorológica,artifício utilizado por Virgílio nas Geórgias.Porseu lado,Hesíodo redigiu a sua Teogonia recorrendo à sua intuicão potéticabuscando sonhar a origem do universo.Séculos mais tarde reencontramos atradicão da poesia científica,já no Renascimento,na pena do frances Guillaumedu Bartas,valido e glorificador de Henrique de Navarra e das suas vitórias.Primeiro,com La Sepmaine ou la creation du monde,de 1578,vasto poemacosmológico,didático e descritivo,directamente inspirada na criacão do mundo,segundo a Bíblia,evocando em seis mil versos,referencias eruditas e metáforasaudaciosas,a grandeza de Deus e as suas 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