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Além de constituir um espaço da mídia impressa em que, por excelência, o gênero feminino se destaca- tanto pela história de sua criação a partir do Suplemento Feminino, quanto pelo tipo de matéria e profissionais envolvidas -, o Caderno Bconseguiu repercussão nacional em sua época. Ao mesmo tempo, mostrou estar afinado com ocomportamento e cultura cariocas, especialmenteda Zona Sul, em matérias assinadas por uma equipe majoritariamente composta por mulheres, as primeiras jornalistas formadas em Comunicação, que ali construíram significativas carreiras. Especialmente nesta última fase, eramconhecidas como “as meninas do B”.  \nPalavras-chave: imprensa; mulher; geração; cultura  \nABSTRACT  \nThe trajectory of Caderno B on Jornal do Brasil (1960-1985), for her breakthrough role in the Brazilian press, offers the historian a sui generis material for interpreting whole journalistic generation, with impact to the present. In addition to being an area of print media in which, of course, the female stands out - both the history of its creation from the Suplemento Feminino, as the type of material involved and professionals - the Caderno B managed national impact in their time. At the same time, proved tobe in tune with the behavior and Rio culture, especially in the South Zone, in matters signed by a mostly-female team, the first journalists formed in Communication, who built meaningful careers. Especially in this last phase, were known as \"meninas do B\".  \nKeywords: press; woman; generation; culture  \nArtigo recebido em 21 de março de 2015 e aceito em 23 de março de 2015.  \n􀀍 Professora do ensino básico, técnico e tecnológico do Cefet – UnED Petrópolis desde fevereiro/2015 . Pós-doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ (2012) . Doutora em História Social pelo Programa de Pós-Graduação  \nem História Social da UFRJ (2011). [E-mail: lima.patriciasouza@gmail.com](E-mail: lima.patriciasouza@gmail.com)  \nNo edifício-máquina Da maior avenida, Devolvendo ao tempo O testemunho do tempo.  \n(Carlos Drummond de Andrade)  \nA trajetória do Caderno B do Jornal do Brasil (1960-1985), por seu papel inovador na imprensa nacional, oferece ao historiador um material sui generis para interpretar toda uma geração jornalística, com impacto até a atualidade.  \nAlém das importantes transformações gráficas durante a reforma do Jornal do Brasil no final dadécada de 1950, há a incorporação de profissionais de vanguarda nas artes plásticas, de escritores de renome e de um contingente expressivo de jornalistas mulheres. Esse conjunto de fatores consolidauma nova forma de apresentação das matérias de cultura e revela traços que permitem entender em que consiste a experiência dos segundos cadernos no país.  \nMediante a leitura crítica de edições diárias, divididas em três fases específicas (LIMA, 2006) 1, o caderno de cultura do Jornal do Brasil oferece matéria prima para novos tipos de público e deanunciantes. Além de constituir um espaço da mídia impressa em que, por excelência, o gênero feminino se destaca - tanto pela história de sua criação a partir do Suplemento Feminino, quanto pelotipo de matéria e profissionais envolvidas -, o Caderno B conseguiu repercussão nacional, obrigando outros veículos a criarem cadernos similares. Ao mesmo tempo, mostrou estar afinado com ocomportamento e cultura cariocas, especialmente da Zona Sul, durante a terceira e última fase.  \nEm paralelo ao momento de redemocratização da política nacional, o Jornal do Brasil, nesse período de 1974 a 1985, compreendido por determinada chefia de redação que lhe caracterizou, começa a sinalizar uma crise interna. Em parte","cbCaikqPc6WICGt4","https://ap.wps.com/l/cbCaikqPc6WICGt4","pdf",192682,18,"Portuguese","# Resumo\n# Palavras-chave\n# Introdução e papel do Caderno B\n## Criação e repercussão nacional\n## Sintonia com a cultura carioca\n# Redemocratização e crise interna do Jornal do Brasil (1974-1985)\n## Investimentos e televisão\n## Mudanças editoriais e instabilidade na redação\n# Edição do Caderno B por Humberto de Vasconcellos\n## Perfil profissional e critérios de alocação","[{\"question\":\"O que caracteriza o Caderno B do Jornal do Brasil segundo o artigo?\",\"answer\":\"O Caderno B é apresentado como um espaço inovador da mídia impressa em que o gênero feminino se destaca, tanto pela história de sua criação quanto pelos tipos de matérias e profissionais envolvidos.\"},{\"question\":\"Por que “as meninas do B” se tornaram uma referência na fase final do Caderno B?\",\"answer\":\"Na fase final, as jornalistas vinculadas ao Caderno B eram reconhecidas como “as meninas do B”, associadas a uma equipe majoritariamente feminina e às primeiras formações em Comunicação.\"},{\"question\":\"Quais fatores contribuíram para a crise interna do Jornal do Brasil entre 1974 e 1985?\",\"answer\":\"O artigo aponta a falta de retorno dos investimentos na nova sede da Avenida Brasil e a possibilidade frustrada de inaugurar o canal de televisão pretendido, além das dificuldades associadas ao custo de impressão e distribuição.\"}]","Meninas do B no Caderno de Cultura do Jornal do Brasil da Abertura Política (1974-85) | PDF",1788504844,6]