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Apresenta uma divisão em dois movimentos: memória e poder nos séculos XVIII e XIX e, em seguida, essas dinâmicas no presente, com foco nos museus e novos paradigmas.",{"@graph":14,"@context":73},[15,34,56],{"@type":16,"itemListElement":17},"BreadcrumbList",[18,23,27,31],{"item":19,"name":20,"@type":21,"position":22},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":24,"name":25,"@type":21,"position":26},"https://docshare.wps.com/pt/template/","Template",2,{"item":28,"name":29,"@type":21,"position":30},"https://docshare.wps.com/pt/template/cartas/","Cartas",3,{"item":32,"name":10,"@type":21,"position":33},"https://docshare.wps.com/pt/template/memoria-e-poder-two-movements/199001/",4,{"url":32,"name":10,"@type":35,"image":36,"author":41,"headline":10,"publisher":44,"fileFormat":47,"inLanguage":8,"description":12,"dateModified":48,"datePublished":49,"encodingFormat":47,"isAccessibleForFree":50,"interactionStatistic":51},"DigitalDocument",{"url":37,"@type":38,"width":39,"height":40},"https://docshare.wps.com/thumbnails/memoria-e-poder-two-movements/199001.png","ImageObject",442,249,{"name":42,"@type":43},"Jordan Avery","Person",{"url":19,"name":45,"@type":46},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-10-05","2026-09-04",true,{"@type":52,"interactionType":53,"userInteractionCount":55},"InteractionCounter",{"@type":54},"ViewAction",5,{"@type":57,"mainEntity":58},"FAQPage",[59,65,69],{"name":60,"@type":61,"acceptedAnswer":62},"Quais discursos as instituições de preservação do patrimônio cultural produzem?","Question",{"text":63,"@type":64},"Elas elaboram um discurso composto por presença e ausência, cheio e vazio, fala e silêncio, envolvendo também lacunas do enunciado e a compreensão de quem fala e de onde se fala.","Answer",{"name":66,"@type":61,"acceptedAnswer":67},"Como o texto relaciona poder com memória e esquecimento?",{"text":68,"@type":64},"O poder é descrito como semeador e promotor de memórias e esquecimentos, articulando lembranças seletivas a dispositivos de controle que atravessam sobrevivências e reconstruções do passado.",{"name":70,"@type":61,"acceptedAnswer":71},"Quais são os dois movimentos em que o texto é dividido?",{"text":72,"@type":64},"O 1º discute relações entre memória e poder em instituições de preservação do patrimônio cultural nos séculos XVIII e XIX; o 2º aborda essas relações na atualidade, nos museus e em novas propostas voltadas a novos paradigmas.","https://schema.org",{"og:url":32,"og:type":75,"og:title":10,"og:site_name":45,"og:description":12},"article",{"robots":77,"canonical":32},"index,follow",{"doc_id":79,"site_id":7},199001,1789976788,{"code":4,"msg":82,"data":83},"success",[84,88,91,95,99,103,107,111],{"id":85,"doc_module":22,"doc_module_name":25,"category_name":86,"show_sort_weight":4,"slug":87},167,"Apresentações","apresentacoes",{"id":89,"doc_module":22,"doc_module_name":25,"category_name":29,"show_sort_weight":4,"slug":90},174,"cartas",{"id":92,"doc_module":22,"doc_module_name":25,"category_name":93,"show_sort_weight":4,"slug":94},171,"Cartazes","cartazes",{"id":96,"doc_module":22,"doc_module_name":25,"category_name":97,"show_sort_weight":4,"slug":98},168,"Currículos","curriculos",{"id":100,"doc_module":22,"doc_module_name":25,"category_name":101,"show_sort_weight":4,"slug":102},170,"Faturas","faturas",{"id":104,"doc_module":22,"doc_module_name":25,"category_name":105,"show_sort_weight":4,"slug":106},173,"Formulários","formularios",{"id":108,"doc_module":22,"doc_module_name":25,"category_name":109,"show_sort_weight":4,"slug":110},175,"Geral","geral-25299031d61e408a910febceb3238a26",{"id":112,"doc_module":22,"doc_module_name":25,"category_name":113,"show_sort_weight":4,"slug":114},172,"Redes sociais","redes-sociais",{"code":4,"msg":82,"data":116},{"doc_id":79,"user_id":117,"nickname":42,"user_avatar":118,"doc_module":22,"category_id":89,"category_name":29,"doc_title":10,"doc_description":12,"doc_content":119,"file_id":120,"file_url":121,"file_type":122,"file_size":123,"view_count":55,"is_deleted":4,"is_public":22,"is_downloadable":22,"audit_status":22,"page_count":124,"language":125,"language_code":8,"site_id":7,"html_lang":8,"table_of_contents":126,"faqs":127,"seo_title":128,"seo_description":12,"update_tm":129,"read_time":130},1099523882367,"https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_9964176cb1d06d4a9deccf72a44ae3dc","MEMÓRIA E PODER: dois movimentos  \nMário Chagas  \nINTRODUÇÃO  \nPortanto: é possível viver quase sem lembrança, e mesmo viver feliz, como mostra o animal; mas é inteiramente impossível, sem esquecimento,  \nsimplesmente viver.  \nNietzsche  \nSembrar la memoria.  \npara que no crezca el olvido.  \nPoema visual  \nopus 2/96 29  \nAs instituições que tratam da preservação e difusão dopatrimônio cultural, sejam elas arquivos, bibliotecas, museus, galerias de arte ou centros culturais, apresentam um determinado discurso sobre a realidade. Compreender esse discurso, composto desom e silêncio, de cheio e vazio, de presença e ausência, delembrança e esquecimento, implica a operação não apenas com oenunciado da fala e suas lacunas, mas também a compreensãodaquilo que faz falar, de quem fala e do lugar de onde se fala.  \nA preservação e a destruição, ou de outro modo, aconservação e a perda, caminham de mãos dadas pelas artérias davida. Como sugere Nietzche (1999, p.273) é impossível viver sem a  \n29 Reeditado em 1997, na I Bienal Mercosul. A referência envolve as Mães de la Plaza de Maio, Buenos Aires, Argentina.  \nperda, é inteiramente impossível viver sem que a destruição jogue oseu jogo e impulsione a dinâmica da vida.30  \nNo entanto, através de uma espécie de argumentotautológico trata-se freqüentemente de justificar a preservação pelaiminência da perda e a memória pela ameaça do esquecimento, com isso deixa-se de considerar que o jogo e as regras do jogo entre esquecimento e memória não são alimentados por eles mesmos e que a preservação e a destruição não se opõem num duelo mortal, complementam-se e sempre estão ao serviço de sujeitos que seconstróem e são construídos através de práticas sociais.  \nIndicar que as memórias e os esquecimentos podem ser semeados e cultivados corrobora a importância de se trabalhar pela desnaturalização desses conceitos e pelo entendimento de que eles resultam de um processo de construção que também envolve outras forças, como por exemplo: o poder. O poder é semeador e promotor de memórias e esquecimentos.  \nO presente texto quer contribuir, ainda que de modo singelo, para a análise das relações entre poder e memória nasinstituições culturais que pretendem tratar da preservação doconhecimento, do valor, da verdade, da memória, do testemunho, do documento comprobatório e do monumento. Reconhecer que existem relações entre o poder e a memória implica em politizar aslembranças e os esquecimentos. A memória - voluntária ou involuntária, individual ou coletiva - é, como se sabe, sempre seletiva. O seu caráter seletivo deveria ser suficiente para indicar as suas articulações com os dispositivos de poder. São essas articulaçõese a forma como elas atravessam e utilizam determinadas sobrevivências, representações ou reconstruções do passado no presente que pretendemos estudar, partindo do princípio de que  \n30 Eu gostaria de dizer: o processo civilizatório e a dinâmica de construção doindivíduo.  \nnenhuma forma de relação com o passado é, em si mesma (Santos, 1993: p.83), emancipadora ou coercitiva.  \nO presente texto foi dividido em duas partes ou movimentos: o 1º discute as relações entre memória e poder eminstituições de preservação de patrimônio cultural nos séculos XVIII e XIX e o 2º aborda estas mesmas relações na atualidade, noterritório dos museus ditos “tradicionais” e também no âmbitodaqueles que pretendem desenvolver novas propostas e orientar-sepor “novos paradigmas”. Se há alguma originalidade nessaabordagem, de certo, ela não se encontra num contributo para acompreensão da memória e do poder isolados e sim no entendimentode que nos museus esse par dançajunto.  \n1º MOVIMENTO: memória que explode  \nA memória até então acumulada vai explodir na Revolução de 1789: não terá sido ela o seu grande detonador?  \nJacques Le Goff  \nA admissão de que a memória acumulada possa ter sidoo grande detonador da Revolução de 1789, leva o pesquisador aadmitir que se há um movimento de memória que se dirige a um passado e ","cbCaibFgN0JxdEaM","https://ap.wps.com/l/cbCaibFgN0JxdEaM","pdf",146782,39,"Portuguese","# INTRODUÇÃO\n## Memória, esquecimento e discurso institucional\n## Poder, seleção e construção social\n# 1º MOVIMENTO: memória que explode","[{\"question\":\"Quais discursos as instituições de preservação do patrimônio cultural produzem?\",\"answer\":\"Elas elaboram um discurso composto por presença e ausência, cheio e vazio, fala e silêncio, envolvendo também lacunas do enunciado e a compreensão de quem fala e de onde se fala.\"},{\"question\":\"Como o texto relaciona poder com memória e esquecimento?\",\"answer\":\"O poder é descrito como semeador e promotor de memórias e esquecimentos, articulando lembranças seletivas a dispositivos de controle que atravessam sobrevivências e reconstruções do passado.\"},{\"question\":\"Quais são os dois movimentos em que o texto é dividido?\",\"answer\":\"O 1º discute relações entre memória e poder em instituições de preservação do patrimônio cultural nos séculos XVIII e XIX; o 2º aborda essas relações na atualidade, nos museus e em novas propostas voltadas a novos paradigmas.\"}]","MEMÓRIA E PODER - dois movimentos | PDF",1788504447,14]