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Para isso, aplica-se o conceito de intermidialidade a diferentes representações artísticas, com base nas teorias de Julio Plaza e Claus Clüver. A metodologia indutiva triangula pesquisa documental, bibliográfica e levantamento. 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Para isso, fez-se necessário aplicar o conceito de intermidialidade às diferentes representações artísticas, a partir de análises das teorias de Julio Plaza e Claus Clüver. A metodologia utilizada foi o método indutivo, por meio de uma triangulação entre apesquisa documental, bibliográfica e levantamento. Ademais, investigou-se, a partir de Henri Bergson e Samuel Beckett, a utilização de técnicas experimentais que traduzemos mecanismos da memória como recurso de construção textual, que, por sua vez, promovem a teorização de que Vestido denoivatambém pode ser interpretada como uma peça de memória. Por fim, por meio dos teóricos de cinema Sergei Eisenstein e Marcel Martin, traçou-se um paralelo entre as técnicas dramatúrgicas e cinematográficasa fim de representar os processos do fluxo da consciência.  \nPalav ras-c have: Nelson Rodrigues . Vestido de noiva. Peça de memória. Intermidialidade.  \n1 Aluno do 2º ano de Letras Português – Inglês da FAE Centro Universitário. Bolsista do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC 2013-2014) da FAE Centro Universitário. E-mail: [felipekbettiol@gmail.com](felipekbettiol@gmail.com).  \n2 Mestre em Estudos Literários pela UFPR. Professora da FAE Centro Universitário. E-mail: [charlott.leviski@bomjesus.br](charlott.leviski@bomjesus.br).  \nPrograma de Apoio à Iniciação Científica-PAIC 2013-2014 ~~ ~~ 255  \nINTRODUÇÃO  \nPublicada em 1943, Vestido de noiva tornou-se um marco no teatro brasileiro: inovou desde a linguagem até a encenação dos personagens. Foi por meio dessa peça que Nelson Rodrigues conseguiu de vez integrar-se ao cenário teatral brasileiro. Pertencente às peças psicológicas, conforme sugere o próprio nome, explora-se a fundo o quesito psicológico da protagonista Alaíde.  \nEm seus textos dramatúrgicos, o enfoque é no diálogo das personagens e na linguagem nua e crua do dia a dia. A característica da linguagem do cotidiano começou a ser desenvolvida em Vestido de noiva. Ribeiro (2004, p. 276) exemplifica bem essa questão ao afirmar que “os personagens em cena, pela primeira vez numa peça brasileira, começarama falar de acordo com a maneira de expressar popular, familiar, com toda a espontaneidade das imperfeições gramaticais e de uma sintaxe defeituosa”. A linguagem simples, imitando ocotidiano, contribuiu muito para o sucesso da peça e abriu espaço para que o paísconhecesseas temáticas polêmicas exploradas e apresentadas no texto rodrigueano.  \nNo começo do século XX, o teatro brasileiro ainda tinha forte influência do teatro francês, em especial os figurinos e os cenários suntuosos e glamorosos. Por sua vez,“Vestido de noiva bania os cenários pesados e realisticamente luxuosos dos dramas de salão [...] substituindo-os por cenários sóbrios e quase ‘neutros’em uma imprecisão, acessórios que são o drama em si que se desenrola entre os personagens”(RIBEIRO, 2004, p. 276) .  \nNa primeira montagem da peça, em 1943, o cenário, idealizado por Santa Rosa, optou pela funcionalidade e modernidade. Na iluminação, realizada pelo famoso diretor polonês Ziembinski, utilizaram-se mais de 300 efeitos luminosos, a fim de separar ostrês planos em que se dividia o enredo.  \nConforme Magaldi (1981), crítico literário e amigo do dramaturgo, o teatro rodrigueano possuía três distintas classificações: as peças psicológicas, as peças míticase as tragédias cariocas (organizadas em dois volumes) . Essa divisão teve uma função didática, uma vez que as peças foram agrupadas de acordo com sua temática. 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