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Diretor da Academia de Psicoterapia da Família de Roma.\nE-mail: \u0013 HYPERLINK \"mailto:maurizioandolfi@accademiapsico.it\" \u0014maurizioandolfi@accademiapsico.it\u0015\nRESUMO\nNeste trabalho, o autor sublinha a importância de coenvolver ativamente a criança na sessão. Descreve com amplas exemplificações clínicas como utilizar a competência relacional das crianças, que passam a se tornar uma verdadeira ponte entre as gerações. Os seus distúrbios psicológicos/psicossomáticos podem assumir um valor e um significado positivos em um contexto terapêutico voltado a valorizar os recursos da criança em lugar de tratar simplesmente dos sintomas. A criança pode ser ainda considerada uma consultora do terapeuta na terapia de casal: a sua voz, se ouvida, pode ajudar bastante os pais a buscar áreas de entendimento e de respeito recíproco.\nPalavras-chave: criança, consultor, ponte intergeracional, competência relacional, jogos, terapia de casal.\nABSTRACT\nIn this paper the author outlines the importance of activating young children in family therapy. He describes through a few clinical examples how to use children’s relational competence and their skills in bridgings generations. His/her psychological/psychosomatic disorders could play a different role in a therapeutic context, oriented to looking for children’s resources more than treating symptoms. The child can be considered a therapist’s consultant in couple therapy. When invited, his voice and his sensitivity can help parents to find areas of agreement and mutual respect.\nKeywords: child, consultant, intergenerational bridge, relational competence, playing, couple therapy.\nO problema de uma criança é sempre um problema familiar\nHá mais de quarenta anos me ocupo de crianças em situações de dificuldade. A minha competência terapêutica enriqueceu-se ao longo dos anos observando e ouvindo crianças no contexto de suas famílias. Mas, além disso, está a dimensão humana da criança e a sua sensibilidade relacional que me acompanharam ao longo de toda a minha trajetória profissional, além da pessoal. Refletindo-me nos olhos de uma criança, sinto como se conseguisse colher a essência da vida: o amor, às vezes a tristeza, a fantasia e a transparência, além da confiança incondicional nos confrontos dos pais. Os olhos de uma criança falam e descrevem os pontos de força e de fraqueza do seu mundo afetivo.\nOs seus distúrbios (sejam psicossomáticos, cognitivos ou relacionais) falam através do seu corpo ou de seus comportamentos e são o caminho para se chegar aos nós relacionais da família. “Um problema de uma criança é sempre um problema familiar”: esta máxima me acompanha desde sempre e em sua simplicidade representa uma ideia forte e clara que dá estrutura a todo o sistema do meu modo de pensar e fazer terapia. A moldura é sempre a família e a criança é sempre o interior do quadro. Mas então poderemos nos perguntar para que serve uma formação específica sobre a psicologia do desenvolvimento. Para que servem profissionais especializados em questões da infância, como os psiquiatras e os psicólogos infantis? A resposta é simples: são muito úteis com a sua competência específica sobre a criança, se conseguem vê-la no interior do quadro e na moldura familiar; são danosos se pensam serem eles (e as suas instituições de diagnóstico e tratamento) a margem ao interior da qual se enquadrará a criança com o seu problema.\nNa Austrália se pagam ainda hoje os preços de uma opressão cultural, perpetrada pelos brancos (anglo-saxões, intolerantes e poderosos) nos confrontos das comunidades aborígenes (desde sempre impregnadas de valores familiares e espirituais próprios), através do fenômeno da geração roubada). Até os anos setenta assistiu-se ao sistemático rapto de inúmeras crianças aborígenes que eram usurpadas de suas famílias, considera","cbCaiewku1pDLsFp","https://ap.wps.com/l/cbCaiewku1pDLsFp","doc",58167,23,"Portuguese","# Resumo\n# O problema de uma criança é sempre um problema familiar\n## Dimensão humana e sensibilidade relacional\n## Distúrbios como caminho para os nós relacionais\n## Formação específica e papel dos profissionais\n## O risco de excluir a moldura familiar","[{\"question\":\"Por que a criança deve ser ativamente envolvida na sessão de terapia familiar?\",\"answer\":\"O autor destaca que a participação ativa da criança permite ativar sua competência relacional e transformar sua experiência em um recurso terapêutico no contexto familiar.\"},{\"question\":\"Como os distúrbios psicológicos ou psicossomáticos podem ter um valor positivo na terapia?\",\"answer\":\"Quando o foco é valorizar os recursos da criança, os distúrbios podem ganhar significado positivo, ajudando a compreender dinâmicas relacionais em vez de apenas eliminar sintomas.\"},{\"question\":\"Qual é o papel da “voz” da criança na terapia de casal?\",\"answer\":\"Ao ser ouvida, a voz e a sensibilidade da criança podem ajudar os pais a encontrar áreas de entendimento e de respeito recíproco.\"}]","Como restituir a voz e a competência à criança por meio da terapia familiar | DOC",1788291641,8]