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Em contraposição, aborda-se a questão aurática da fotografia, em Walter Benjamin, juntamente com a definição de aurae em que momento a reprodutibilidade rompe com o valor de culto. Por fim, finaliza-se com o argumento de Didi-Huberman sobre a imagem dialética cuja aura da imagem, seja ela fotográfica ou não, não está atribuida ao valor de culto. Palavras-chave: Fotografia, Índice, Imagem crítica.  \nABSTRACT:  \nThis paper proceed to an analysis of the thought of critical image, of DidiHuberman, starting with the concept of similarity image of Plínio, the old man, to then study the question raised by Roland Barthes about the indiciality of Photography. In contrast, it is discussed the auratic question of Photography, in Walter Benjamin, together with the definition of the aura and in which moment the reproducibility breaks with the cult value. Finally, this paper finishes with the argument of Didi-Huberman about the dialectical image whose aura image, photographic or not, is not attributed to the cult value.  \nKeywords: Photography, Index, Critical image  \nImagem – semelhança  \nPlínio, o velho, discursava sobre a história da arte de um modo diferente do que se é aplicado hoje. O atual modelo foi desenvolvido por Vasari, onde omesmo cria uma história como se fosse uma linha cronológica. Plínio pensava em uma temporalidade partida, anacrônica, discutindo que a arte era fruto da humanidade, de modo que tudo o que o homem produzia era arte dealgumacoisa, como por exemplo: a arte da agricultura, a arte da medicina etc. Ele introduziu “seu ponto de vista genealógico mediante o testemunho da morte”1 (DIDI-HUBERMAN, 2011, p. 108), de forma que o começo da história da arte precisaria da morte da origem, exigindo a legitimidade para a compreensãodigna de imagem e de semelhança.  \nFora dastradições atuais, que definem a pintura – o retrato – como uma imitação ótica do indivíduo, uma ilusãoda presença, a idéia plinianada imagem consistena“duplicação por contato do rosto, uma impressão”1 (DIDI-HUBERMAN, 2011, p.112). Técnicas realizadas em Roma, no período em que Plínio viveu – I d.C.–,consistiam na colocação de gesso nos rostos dos falecidos, de forma a fazer um molde – negativo – da pessoa. Desta forma, o molde teria um contato diretopor impressão para, logo em seguida, proceder-se à retirada positiva desse molde com cera, obtendo, assim, a expressão física do rosto.  \nEssas máscaras mortuárias eram expostas nas casas das famílias dos nobres romanos com o intuito de transmitir, de ensinar, de mostrar às gerações futuras o passado honroso. A partir destas máscaras, montavam-se imagens genealógicas das famílias, dando às próximas gerações um olhar imóvel do passado. A impressãovem a ser um modelo fundamental para a legitimação dasemelhança, pois o uso do rosto humano como matriz para se fazer os moldesem negativo davam a segurança de que cada retirada positiva seria uma cópiaverossímil, legitimamente semelhante às expressões físicas do falecido. Esse modelotécnico das máscaras por impressão garantia a presença única e imóvel do referente e a realização das imagens em positivo garantia sua duplicação infinita. Deste modo,  \no imago não é uma imitação no sentido clássico do término, não é factícia e nãorequer nenhuma idéia, nenhum talento, nenhuma magia artística. Pelo contrário,é uma imagem matriz produzida por aderênc","cbCailHfw7efkHS6","https://ap.wps.com/l/cbCailHfw7efkHS6","pdf",148799,10,"Portuguese","# Resumo\n## Palavras-chave\n# Imagem – semelhança\n## Plínio, o velho\n# Impressão da luz\n## Indicialidade e aura","[{\"question\":\"Qual é a tese final sobre a imagem dialética e a aura?\",\"answer\":\"O texto conclui que, para Didi-Huberman, a aura da imagem dialética — fotográfica ou não — não está atribuída ao valor de culto.\"}]","Fotografia e imagem - resumo - palavras-chave | PDF",1788508912]