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A força durante mudanças de comprimento apresenta traçados semelhantes, com duas fases (I e II) e duas mudanças de inclinação (P1 e P2). 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Investigando a força durante mudanças de comprimento, notou-se que o aumento e a diminuição da força durante o alongamento e encurtamento têm algumas características em comum com relação à forma do traçado da força.  Ambos apresentam duas fases (I e II), com duas mudanças de inclinação (P1 e P2). Apesar dessas similaridades, existem diferenças: P1, durante o alongamento, é menos sensível à velocidade que durante o encurtamento. Adicionalmente, o ponto de ocorrência de P2 no alongamento não varia mesmo em baixas velocidades, ao passo que, no encurtamento, este varia. Diferentes mecanismos tentam explicar essas particularidades: durante o alongamento, P1 ocorre devido à reversão do curso de alavancagem das pontes cruzadas, ao passo que durante o encurtamento, as mesmas seguem seu curso normal. Em ambas condições, P2 está relacionado ao ponto onde as pontes cruzadas se destacam. Mas como este ocorre em diferentes sentidos, resulta em diferentes estados moleculares finais. Existem três mecanismos aceitos para explicar o ganho de força durante o alongamento 1) um aumento no número de pontes cruzadas; 2) um aumento na força gerada por cada ponte cruzada e 3) pontes cruzadas operando em estado de pré-curso-de-alavancagem. Já com relação à diminuição da força acredita-se que há uma perda da força média produzida por cada ponte cruzada, quando estas são “empurradas” para um estado molecular de menor tensão. Na literatura, ainda não há concordância a respeito tanto dos mecanismos que seriam responsáveis pelo aumento da força durante o alongamento quanto durante o encurtamento. Assim como, ainda não sabe se esses fenômenos têm relação direta com o ganho e perda residual de força\nPalavras chaves: fibra muscular, estiramento, tensão muscular\nAbstract\nSome phenomena related to force production in muscle fibers cannot be fully explained by the crossbridge theory; among them we can cite the force behaviour during and after stretching and the depression after shortening. Investigating force during length changes, it was noted that the increase and decrease in force during stretch and shortening have some characteristics in common with respect to their force trace. Both have two phases (I and II), with two changes in slope (P1 and P2). Despite these similarities, there are differences: P1, during stretch, is less sensitive to speed than during shortening. Additionally, P2 location during stretch does not change even at low speeds, while in shortening, it does. Distinct mechanisms may explain these differences: during stretch, P1 occurs due to a reversal of powerstroke, whereas during shortening, crossbridges follow the normal powerstroke course. In both conditions, P2 is related to the point where the cross-bridges detach. But as it happens in different directions, it results in different final molecular states. There are three accepted mechanisms to explain force enhancement during stretch: 1) an increase in the number of crossbridges, 2) an increase in the force generated per crossbridge and 3) crossbridges operating in pre-powerstroke. On the other hand, concerning ","cbCaiuAXmCfWf4Qj","https://ap.wps.com/l/cbCaiuAXmCfWf4Qj","docx",98297,16,"Portuguese","# Introdução\n## Teoria da contração muscular e filamentos deslizantes\n## Produção de força durante mudanças de comprimento\n## Comparação entre alongamento e encurtamento","[{\"question\":\"Quais semelhanças gerais o texto descreve para a força durante alongamento e encurtamento?\",\"answer\":\"O aumento e a diminuição da força compartilham características do traçado, com duas fases (I e II) e duas mudanças de inclinação (P1 e P2).\"},{\"question\":\"Como P1 difere entre alongamento e encurtamento em relação à velocidade?\",\"answer\":\"Durante o alongamento, P1 é menos sensível à velocidade do que durante o encurtamento.\"},{\"question\":\"Quais mecanismos são propostos para explicar o ganho e a queda de força?\",\"answer\":\"Para o ganho de força no alongamento, são citados três mecanismos: aumento do número de pontes cruzadas, aumento da força por ponte cruzada e operação em estado de pré-curso-de-alavancagem. 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