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São utilizados dados trimestrais para o período de 1995 a 2009. Investigam-se duas hipóteses: a prevalência de fatores externos sobre fatores domésticos enquanto determinantes do fluxo de capital estrangeiro e a dicotomia entre recomposição de portfólio e busca por retornos por parte do investidor externo. Os resultados apontam que os retornos do mercado mundial e a taxa de juros internacional bem como o risco cambial, a variação do risco-país e o crescimento do PIB influenciam a decisão do investidor. A variação do câmbio se configura como um canal de recomposição de portfólio e os retornos do mercado de renda fixa brasileiro atraem o investidor estrangeiro. As crises financeiras do período, a distinção entre o período de câmbio administrado e câmbio flutuante e os estoques acumulados de investimento estrangeiro em carteira não explicam sua oscilação no período analisado. Os testes diagnósticos e os testes de exogeneidade asseguram a robustez do modelo.\nPalavras-chave: investimento estrangeiro em carteira, fatores domésticos, fatores externos, recomposição de portfólio, retornos de mercado\nClassificação JEL: F32, G15, G11\nAbstract: This work investigates foreign portfolio investment flows behavior face to changes in the Brazilian economy and foreign market. Data are quarterly from 1995 to 2009. Two major assumptions are investigated: dominance of “push factors” over “pull factors” as main determinants of FPI and dichotomy between portfolio rebalancing and “return chasing” as a foreign investor behavior feature. The results show that foreign investor is influenced by world stock market performance and international interest rate as well as exchange rate risk, changes in the Brazilian country-risk and GDP growth. Changes in exchange rate can be regarded as a channel for portfolio rebalancing. On the other hand, the Brazilian bond market returns “pull” FPI. Financial crisis over the period, transition from a pegged exchange rate system to a floating one and FPI stocks liabilities do not explain its fluctuations. Exogeneity tests and diagnostic tests ensure the model adequacy.\nKeywords: Foreign portfolio investment, pull factors, push factor, portfolio rebalancing, market return\nJEL code: F32, G15, G11\n1 Introdução\nO investimento estrangeiro em carteira (IEC) no Brasil representou 48% da conta financeira do balanço de pagamentos brasileiro de 1995 a 2009. Em valores correntes, esse percentual corresponde a um fluxo líquido próximo de 180 bilhões de dólares, o que por si já mostra a relevância de se identificar as relações que explicam o fluxo de investimento externo no mercado brasileiro.\nO capital estrangeiro pode financiar e estimular o crescimento econômico, ajudando a aumentar o padrão de vida em países emergentes, e possibilita aos países desenvolvidos diversificar melhor seus portfólios. Por outro lado, influxos de capitais podem também ter efeitos macroeconômicos menos desejáveis, incluindo expansão monetária rápida, pressões inflacionárias, apreciação real da taxa de câmbio e ampliação de déficits em conta corrente (CALVO et al, 1996; KIM, 2000). Errunza (2001) destaca o compartilhamento de risco e alocação de recursos mais eficiente, a mobilização e melhoria na estrutura de financiamento externo e o desenvolvimento do mercado doméstico. Bekaert e Harvey (1998) apontam que o aumento do fluxo de capital para países emergentes está associado marginalmente com PIB per capita mais alto, inflação mais baixa, setor de comércio maior, volatilidade da taxa de câmbio mais baixa e dívida de longo prazo menor. Sugerem, portanto, que os resultados contradizem a visão de que o investidor estrangeiro em portfólio exerce um papel prejudicial às economias emergentes.\nHá uma vas","cbCait0xtMZ6L9Nb","https://ap.wps.com/l/cbCait0xtMZ6L9Nb","docx",69764,19,"Portuguese","# Introdução\n## Investimento estrangeiro em carteira no Brasil (1995 a 2009)\n## Fatores domésticos e externos: push vs pull\n# Determinantes do Investimento Estrangeiro em Carteira\n## Pull ou Push factors?","[{\"question\":\"Quais variáveis determinam o investimento estrangeiro em carteira no Brasil no período analisado?\",\"answer\":\"O estudo aponta influência do desempenho do mercado mundial, da taxa de juros internacional, do risco cambial, da variação do risco-país e do crescimento do PIB.\"},{\"question\":\"Como o artigo diferencia recomposição de portfólio e busca por retornos?\",\"answer\":\"O trabalho considera uma dicotomia: a variação do câmbio atua como canal de recomposição de portfólio, enquanto os retornos do mercado de renda fixa brasileiro atraem o investidor externo.\"},{\"question\":\"Por que as crises financeiras e a mudança do regime cambial não explicam as oscilações do investimento?\",\"answer\":\"O texto indica que crises no período, a transição de câmbio administrado para flutuante e os estoques acumulados de investimento estrangeiro em carteira não explicam sua oscilação no período analisado.\"}]","Determinantes do Investimento Estrangeiro em Carteira no Brasil de 1995 a 2009 - Estudo com dados trimestrais | DOCX",1788211620,7]