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O texto apresenta o processo de obtenção de consentimento, incluindo conversas com diretores, coordenadora e educadoras cooperantes, e explicita como se consolidou uma postura de legitimidade e seriedade. Em seguida, caracteriza o ano letivo 2001/02, os atores da cena educativa, os saberes e valores que estruturam a prática, e o modo como se organizam orientações, reuniões e trabalho pedagógico no cotidiano.",{"@graph":51,"@context":106},[52,68,89],{"@type":53,"itemListElement":54},"BreadcrumbList",[55,59,62,65],{"item":56,"name":57,"@type":58,"position":9},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":60,"name":10,"@type":58,"position":61},"https://docshare.wps.com/pt/template/",2,{"item":63,"name":35,"@type":58,"position":64},"https://docshare.wps.com/pt/template/geral/",3,{"item":66,"name":47,"@type":58,"position":67},"https://docshare.wps.com/pt/template/chapter-ix-case-study-description-and-analysis-part-9-case-study-description/200638/",4,{"url":66,"name":47,"@type":69,"image":70,"author":75,"headline":47,"publisher":78,"fileFormat":81,"inLanguage":45,"description":49,"dateModified":82,"datePublished":83,"encodingFormat":81,"isAccessibleForFree":84,"interactionStatistic":85},"DigitalDocument",{"url":71,"@type":72,"width":73,"height":74},"https://docshare.wps.com/thumbnails/chapter-ix-case-study-description-and-analysis-part-9-case-study-description/200638.png","ImageObject",442,249,{"name":76,"@type":77},"Valentina","Person",{"url":56,"name":79,"@type":80},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-10-04","2026-09-04",true,{"@type":86,"interactionType":87,"userInteractionCount":67},"InteractionCounter",{"@type":88},"ViewAction",{"@type":90,"mainEntity":91},"FAQPage",[92,98,102],{"name":93,"@type":94,"acceptedAnswer":95},"Como se estabeleceu o acordo de colaboração entre a instituição e a investigadora?","Question",{"text":96,"@type":97},"O acordo foi celebrado com alguns meses de antecedência para permitir o início da intervenção e da investigação no ano letivo seguinte. 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É que, se pretendia e tinha-se presente, como referem Oliveira-Formosinho e Formosinho (2002:27), realizar-se “uma intervenção co-operada (operada conjuntamente), o que implicanecessariamente co-laboração (laboração em conjunto)”. Esta base colaborativa comprometia os diferentes intervenientes, que aceitavam de livre vontade, fazer uma caminhada comum, rumo à mudança e ao desenvolvimento da qualidade. Esta era uma postura fundamental para a “legitimidade, seriedade e genuinidade da intervenção”(Oliveira-Formosinho e Formosinho, 2002:27) que se pretendia encetar. E, consequentemente, a investigação que se pretendia levar a cabo necessitava também de entrar neste acordo entre a instituição e a investigadora. As notas de campo da investigadora testemunham como este acordo de colaboração foi oficiado:  \n“Conheço bem as pessoas, as crianças e a instituição de educação de infância que escolhi para realizar o meu projecto de investigação. Elas também me conhecem bastante bem. Fiz algumas vezes, no passado, supervisão de estágios neste J.I. e ao longo deste último ano lectivo, também. É uma instituição simpática e a equipa pedagógica interessante. Tenho apercepção de que gostam de fazer coisas novas e de o mostrar (sobretudo aos pais ecomunidade), evidenciando que são pessoas dinâmicas e uma instituição actualizada.  \nFalei com a coordenadora e com as educadoras cooperantes (acerca da intervenção e daparticipação na investigação), estas mostraram-se receptivas e algumas até colaborantes. Foi, então, altura de expor a situação e pedir autorização aos directores da instituição. Por vontade destes, marcou-se um dia para almoçamos no refeitório do JI (dois directores, a coordenadora e eu) e dialogarmos sobre o assunto. Durante a refeição conversamos sobre muitas coisas – o estado da educação pré-escolar; a qualidade e os sonhos da direcção para melhoramento do JI; a condição das IPSS; a formação de educadoras deinfância e o desempenho das estagiárias e sobre como estas são importantes para o centrode estágio; etc.  \nÉ claro que se conversou também sobre o meu projecto de investigação. Expliquei, em termos genéricos, a partir do nome da tese, de que é que se tratava. E, este formato satisfez  \na curiosidade das pessoas e foi suficiente para obter o seu consentimento simpático1.”(Portfólio de investigação, Junho, 2001).  \nAno lectivo 2001/02  \nNeste ano lectivo iniciou-se o trabalho de intervenção na instituição em estudo.  \nOs actores da cena educativa produzem em comum saberes, crenças e valores no quotidiano da sua experiência numa instituição educativa. Os saberes à medida que vãosendo construídos e vão dando sentido ao que os actores efectuam passam a fazer parteda rotina tornando-se, muitas vezes, quase inconscientes e automáticos (Perrenoud, 1993) . Esses saberes vão-se transformando em estruturas de pensamento e acção (Pacheco, 1995ª) . São saberes que se transformam em crenças (Garcia, 1987) . Estas tendo uma base de fé e de confiança influenciam ou destinam decisões e práticas (Huberman, 1992; Pacheco, 1995ª) . Os valores sendo princípios que orientam e regem a forma de estar e agir dominam e determinam opções e actos. De facto, é com base nestas três dimensões que o colectivo de uma instituição constrói uma prática, uma intervenção, uma resposta educativa, uma visão de exercício profissional, umaidentidade, enfim, um lugar de cultura própria. Deste modo, cada um na interacção com os outros é construtor de saberes, crenças e valores e, simultaneamente, é reconstruído por eles.  \nQuando se começou o trabalho de intervenção na instituição em estudo as educadoras tinham uma grande convicção no trabalho que faziam. Acreditavam que","cbCaipa6vLaP2QOw","https://ap.wps.com/l/cbCaipa6vLaP2QOw","pdf",2494940,5,242,"Portuguese","# Capítulo IX – Descrição e análise do Estudo de Caso\n## 9.1 Mês de Junho de 2001\n## Ano lectivo 2001/02","[{\"question\":\"Como se estabeleceu o acordo de colaboração entre a instituição e a investigadora?\",\"answer\":\"O acordo foi celebrado com alguns meses de antecedência para permitir o início da intervenção e da investigação no ano letivo seguinte. 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