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Defende-se a escrita de si como pilar da subjetivação, articulada ao exame da linguagem como fonte primária e às múltiplas mediações envolvidas na produção, circulação e legitimação das narrativas. O dossiê reúne artigos e resenha, com recortes do século XIX ao XXI, abordando epistolários, memórias e diários.",{"@graph":51,"@context":106},[52,68,89],{"@type":53,"itemListElement":54},"BreadcrumbList",[55,59,62,65],{"item":56,"name":57,"@type":58,"position":9},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":60,"name":10,"@type":58,"position":61},"https://docshare.wps.com/pt/template/",2,{"item":63,"name":11,"@type":58,"position":64},"https://docshare.wps.com/pt/template/apresentações/",3,{"item":66,"name":47,"@type":58,"position":67},"https://docshare.wps.com/pt/template/anphlac-dossier-presentation-writings-of-the-self-in-the-americas/176041/",4,{"url":66,"name":47,"@type":69,"image":70,"author":75,"headline":47,"publisher":78,"fileFormat":81,"inLanguage":45,"description":49,"dateModified":82,"datePublished":83,"encodingFormat":81,"isAccessibleForFree":84,"interactionStatistic":85},"DigitalDocument",{"url":71,"@type":72,"width":73,"height":74},"https://docshare.wps.com/thumbnails/anphlac-dossier-presentation-writings-of-the-self-in-the-americas/176041.png","ImageObject",442,249,{"name":76,"@type":77},"Putri","Person",{"url":56,"name":79,"@type":80},"DocShare","Organization","application/vnd.openxmlformats-officedocument.wordprocessingml.document","2026-09-22","2026-09-02",true,{"@type":86,"interactionType":87,"userInteractionCount":64},"InteractionCounter",{"@type":88},"ViewAction",{"@type":90,"mainEntity":91},"FAQPage",[92,98,102],{"name":93,"@type":94,"acceptedAnswer":95},"Qual é o foco central do dossiê apresentado pela ANPHLAC?","Question",{"text":96,"@type":97},"O dossiê se concentra nas “escritas de si nas Américas”, examinando como narrativas autobiográficas e fontes autorreferenciais expressam processos de subjetivação.","Answer",{"name":99,"@type":94,"acceptedAnswer":100},"Por que a escrita de si é considerada inseparável da subjetivação?",{"text":101,"@type":97},"A apresentação afirma que sem subjetivação, a escrita de si inexiste, pois escrever sobre si depende da capacidade de significar experiências no tempo.",{"name":103,"@type":94,"acceptedAnswer":104},"Quais fontes são revisitadas para analisar a escrita de si?",{"text":105,"@type":97},"São mencionados epistolários, biografias, autobiografias, diários e também literatura, considerando sua potencialidade linguística para expressar dimensões físicas, subjetivas e históricas do tempo.","https://schema.org",{"og:url":66,"og:type":108,"og:title":47,"og:site_name":79,"og:description":49},"article",{"robots":110,"canonical":66},"index,follow",{"doc_id":112,"site_id":44},176041,1788322721,{"code":4,"msg":5,"data":115},{"doc_id":112,"user_id":116,"nickname":76,"user_avatar":117,"doc_module":9,"category_id":8,"category_name":11,"doc_title":47,"doc_description":49,"doc_content":118,"file_id":119,"file_url":120,"file_type":121,"file_size":122,"view_count":64,"is_deleted":4,"is_public":9,"is_downloadable":9,"audit_status":9,"page_count":123,"language":124,"language_code":45,"site_id":44,"html_lang":45,"table_of_contents":125,"faqs":126,"seo_title":127,"seo_description":49,"update_tm":113,"read_time":64},962085571259,"https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_29158cc5080c5b710cf443261637dec0","APRESENTAÇÃO DO DOSSIÊ DA ANPHLAC\nRomilda Costa Motta\nFabiana de Souza Fredrigo\nUm amplo movimento historiográfico, empreendido a partir dos anos oitenta do século XX, incorporou fontes antes consideradas “acessórias” e/ou “informativas”, concedendo-lhes novo status. Se há bem pouco tempo o indivíduo era apreendido como um elemento frágil e incerto de um “todo” que o sobrepujava, com a readaptação das lentes de análise, a historiografia se dispôs a um arrojado projeto: inquirir-se sobre a concepção de verdade histórica, aproximando-se das perspectivas criadoras e inventivas, emergentes do mundo privado, íntimo e particular. Essas últimas três palavras desvelam o encontro com as práticas cotidianas em escala micro. Igualmente, desvelam a invisibilidade e o anonimato impingidos àqueles que não integravam o rol de lideranças e/ou heróis porque não eram identificados como portadores da capacidade de significar sua experiência no tempo. Seguindo essa argumentação, o sentido de cada uma das palavras mencionadas se amplia, instaurando-se a diferença entre elas. O íntimo e o particular integram o ambiente privado. Entretanto, não se reduzem a ele nem exprimem a convergência de práticas nesse espaço. Por um lado, o particular é íntimo, a depender da interlocução que se produz entre os sujeitos na cena histórica; por outro, o particular pode ser mobilizado por mitos e rituais públicos, sem prejuízo ao segredo íntimo, que permanece resguardado no privado. Por esses cruzamentos, as dicotomias e dissensões entre indivíduo e sociedade desaparecem, dando lugar a uma investigação que privilegia a troca de experiências – no micro, reconhece-se o macro; no indivíduo, exprimem-se as práticas socioculturais.\nNo interior de um lugar (as Américas) e tempo (séculos XIX a XXI), a presença da heterogeneidade de sentidos anuncia que a mudança profunda se encontra exatamente no desejo de apreender e compreender historicamente o processo de subjetivação. Esse é o pilar que sustenta a escrita de si; sem subjetivação, ela inexiste. Então, uma segunda exigência se coloca: a de examinar a linguagem, entendida como fonte primária a estruturar o universo do sujeito. Morte do autor, identificação da autoria, ficcionalização da vida narrada, prefiguração, performance, personificação, forma e conteúdo discursivo, recepção e circularidade, dentre tantos outros fenômenos, tornam-se variáveis a serem consideradas quando da análise da linguagem que conforma a escritura específica da escrita de si. Portanto, não de qualquer escritura, mas daquela que, por seus mecanismos internos comunicados externamente, expressa o processo de subjetivação. Epistolários, biografias, autobiografias, diários e até mesmo a literatura foram examinados, revisitados, revalorizados, levando-se em conta a potencialidade linguística para expressar o tempo (o físico, o subjetivo e o histórico). Entretanto, as fontes não se desatam do sujeito, e, por isso, exigem também a inquirição acerca dos distintos envolvidos no processo de escrita, a saber: o sujeito que narra/escreve, os sujeitos com os quais ele dialoga diretamente e com os quais sequer sabe que dialoga (os receptores da circulação), os que ordenam, arquivam e legitimam a produção escrita/narrada como fonte histórica (editores, memorialistas, arquivistas, museólogos, dentre outros).\nPor fim, cabe lembrar que, muito antes do reconhecimento à subjetividade advir do campo historiográfico, inúmeros sujeitos – homens e mulheres, figuras públicas e anônimas – elaboraram e se utilizaram das chamadas escritas de si, seja para se reinventarem, seja para se afirmarem. Escrever sobre si examinando as motivações íntimas de suas ações é parte inicial do esforço de elaboração subjetiva. Acompanha esse esforço a tarefa de eleger um outro. Vergonha, medo, culpa, estima, orgulho clamam pela persona.  Se na confissão cristã nem tudo é dito, posto que o “pecado original” não se extingue, na celebração da vida escancaradamente exposta dos tempos modernos, ","cbCaivxwdUE7Sl11","https://ap.wps.com/l/cbCaivxwdUE7Sl11","docx",37130,9,"Portuguese","# Apresentação do dossiê da ANPHLAC\n## Fundamentos historiográficos e práticas de escala micro\n## Escrita de si, subjetivação e linguagem\n## Fontes e sujeitos envolvidos na produção textual\n## Três formas de apropriação via escrita de si\n## Estrutura do dossiê e critérios de organização\n## Destaques do primeiro artigo","[{\"question\":\"Qual é o foco central do dossiê apresentado pela ANPHLAC?\",\"answer\":\"O dossiê se concentra nas “escritas de si nas Américas”, examinando como narrativas autobiográficas e fontes autorreferenciais expressam processos de subjetivação.\"},{\"question\":\"Por que a escrita de si é considerada inseparável da subjetivação?\",\"answer\":\"A apresentação afirma que sem subjetivação, a escrita de si inexiste, pois escrever sobre si depende da capacidade de significar experiências no tempo.\"},{\"question\":\"Quais fontes são revisitadas para analisar a escrita de si?\",\"answer\":\"São mencionados epistolários, biografias, autobiografias, diários e também literatura, considerando sua potencialidade linguística para expressar dimensões físicas, subjetivas e históricas do tempo.\"}]","Apresentação do Dossiê da ANPHLAC - Escritas de si nas Américas | DOCX"]