[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37562-pt":3,"doc-seo-37562-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37562,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",26,"Contos e Romances","Várias Histórias - Joaquim Maria Machado de Assis","Coleção de contos reunidos no volume II da obra completa de Machado de Assis, com registro de edição e publicação original em 1896. O texto apresenta um conjunto de narrativas variadas, articuladas por advertências, epígrafes e um prefácio que discute a função dos contos e sua qualidade por serem curtos. Entre os capítulos listados, destaca-se “A Cartomante”, cujo enredo acompanha consulta a uma cartomante, tensões entre crença e dúvida e o desenvolvimento de uma aventura íntima envolvendo Camilo, Rita e Vilela.","Várias Histórias  \nTexto-fonte:  \nObra Completa, Machado de Assis, vol. II, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.  \nPublicado originalmente por Laemmert & C. Editores, Rio de Janeiro em 1896.  \nÍNDICE  \nADVERTÊNCIA  \nA CARTOMANTE  \nENTRE SANTOS  \nUNS BRAÇOS  \nUM HOMEM CÉLEBRE  \nA DESEJADA DAS GENTES  \nA CAUSA SECRETA  \nTRIO EM LÁ MENOR  \nADÃO E EVA  \nO ENFERMEIRO  \nO DIPLOMÁTICO  \nMARIANA  \nCONTO DE ESCOLA  \nUM APÓLOGO  \nD. PAULA  \nVIVER!  \nO CÔNEGO OU METAFÍSICA DO ESTILO  \nADVERTÊNCIA  \nMon ami, faisons toujours des contes... Le temps se passe, et le conte de la vies'achève, sans qu'on s'en aperçoive.  \nDiderot.  \nAs várias histórias que formam este volume foram escolhidas entre outras, epodiam ser acrescentadas, se não conviesse limitar o livro às suas trezentaspáginas. É a quinta coleção que dou ao público. As palavras de Diderot que vãopor epígrafe no rosto desta coleção servem de desculpa aos que acharem excessivos tantos contos. É um modo de passar o tempo. Não pretendemsobreviver como os do filósofo. Não são feitos daquela matéria, nem daquele estilo que dão aos de Mérimée o caráter de obras-primas, e colocam os de Poe entre os primeiros escritos da América. O tamanho não é o que faz mal a este gênero de histórias, é naturalmente a qualidade; mas há sempre uma qualidade nos contos, que os torna superiores aos grandes romances, se uns e outros são medíocres: é serem curtos.  \nM. DE A.  \nA CARTOMANTE  \nHamlet observa a Horácio que há mais coisas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido navéspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.  \n— Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: \"A senhora gosta de uma pessoa. . . \" Confessei que sim, e então ela continuou a botar as cartas, combinouas, e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas quenão era verdade...  \n— Errou! interrompeu Camilo, rindo.  \n— Não diga isso, Camilo. Se você soubesse como eu tenho andado, por sua causa. Você sabe; já lhe disse. Não ria de mim, não ria. . .  \nCamilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria muito, que os seus sustos pareciam de criança; em todo o caso, quando tivessealgum receio, a melhor cartomante era ele mesmo. Depois, repreendeu-a; disselhe que era imprudente andar por essas casas. Vilela podia sabê-lo, e depois...  \n— Qual saber! tive muita cautela, ao entrar na casa.  \n— Onde é a casa?  \n— Aqui perto, na Rua da Guarda Velha; não passava ninguém nessa ocasião. Descansa; eu não sou maluca.  \nCamilo riu outra vez:  \n— Tu crês deveras nessas coisas? perguntou-lhe.  \nFoi então que ela, sem saber que traduzia Hamlet em vulgar, disse-lhe que havia muita coisa misteriosa e verdadeira neste mundo . Se ele não acreditava,  \npaciência; mas o certo é que a cartomante adivinhara tudo. Que mais? A prova é que ela agora estava tranqüila e satisfeita.  \nCuido que ele ia falar, mas reprimiu-se . Não queria arrancar-lhe as ilusões. Também ele, em criança, e ainda depois, foi supersticioso, teve um arsenal inteirode crendices, que a mãe lhe incutiu e que aos vinte anos desapareceram . No dia em que deixou cair toda essa vegetação parasita, e ficou só o tronco da religião, ele, como tivesse recebido da mãe ambos os ensinos, envolveu-os na mesmadúvida, e logo depois em uma só negação total. Camilo não acreditava em nada. Por quê? Não poderia dizê-lo, não possuía um só argumento: limitava-se a negar tudo. E digo mal, porque negar é ainda afirmar, e ele não formulava aincredulidade; diante do mistério, contentou-se em levantar os ombros, e foiandando.  \nSepararam-se contentes, ele ainda mais que ela. Rita estava certa de ser amada; Camilo, não só o estava, mas via-a estremec","cbCaitHNNMh0jDEt","https://ap.wps.com/l/cbCaitHNNMh0jDEt","pdf",378188,1,79,"Portuguese","pt",112,"# Índice\n## Advertência\n## A Cartomante\n## Entre Santos\n## Uns Braços\n## Um Homem Célebre\n## A Desejada das Gentes\n## A Causa Secreta\n## Trio em Lá Menor\n## Adão e Eva\n## O Enfermeiro\n## O Diplomático\n## Mariana\n## Conto de Escola\n## Um Apólogo\n## D. Paula\n## Viver!\n## O Cônego ou Metafísica do Estilo","[{\"question\":\"Qual é a estrutura geral do volume “Várias Histórias” segundo o material apresentado?\",\"answer\":\"O volume organiza-se em uma lista de contos numerados, com advertências e epígrafe, além de um texto de apresentação do próprio organizador. 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