[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-58765-pt":3,"doc-seo-58765-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":91},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},58765,1374391974468,"Eden","https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_29158cc5080c5b710cf443261637dec0",27,"Literatura","Visões de Descartes","Livro dedicado à interpretação filosófica de René Descartes, articulada por meio do método inspirado em Paul Friedländer, que liga a filosofia ao impulso cognitivo e à experiência vivida do próprio pensador. A introdução propõe que retornar das “ideias” às experiências reais esclarece o sentido efetivo presente na consciência pessoal, sem reduzir o pensamento a uma explicação psicológica. Desenvolve o “Gênio Mau” como tema central das Meditações e destaca o projeto de superar o temor da “morte da alma” sem fé, aproximando-o da retomada husserliana de “chegar a Deus sem Deus”.","OLAVO DE CARVALHO  \nVisões  \nde Descartes  \nEntre o Gênio Mau e o Espírito da Verdade  \nEn mi soledad he visto cosas muy claras  \nque no son verdad. ANTONIO MACHADO  \nSUMÁRIO  \nCapa  \nFolha de Rosto  \nEpígrafe  \nIntrodução e agradecimentos  \nParte 1 – O enigma Descartes  \nI . O eu pensante e a consciência  \nII. A psicologia da dúvida  \nParte 2 – Consciência e estranhamento  \nIII. Revisão do itinerário  \nIV. Passagem a um novo enfoque  \nV. A condição de possibilidade da dúvida cartesiana: o dinamismo antivital  \nVI. Uma falsa explicação: o desejo de conhecimento  \nVII. É natural saber geralmente a verdade ou é natural geralmente errar?  \nVIII. Fenomenologia do estranhamento (1)– Precauções de método  \nIX. Fenomenologia do estranhamento (2)– Estranhar e assumir  \nX. Reflexão completa e dúvida cartesiana  \nXI. No fundo do poço  \nXII. Mais problemas  \nXIII. A segunda morte Parte 3 – Conclusões e acréscimos  \nXIV. Os três sonhos  \nXV. Descartes e Husserl  \nApêndice: nas origens da burrice ocidental  \nCréditos  \nSobre a Obra  \nINTRODUÇÃO E AGRADECIMENTOS  \nA  \nLINHAVADO ÀS PRESSAS com transcrições de aulas e outros fragmentos que fui espalhando entre meus alunos ao longo dos anos, este livro não é  \ndecerto o primor de exposição ordenada que eu desejaria ter feito dele se mesobrasse tempo. Isso não o impede de conter o essencial do que andei ensinando sobre a filosofia de René Descartes segundo um método que absorvi principalmente do Platão de Paul Friedländer.[ 1 ]  \nEsse método envolve a convicção de que a filosofia não nasce do simples gostopelo raciocínio abstrato, mas do impulso urgente e profundo de apreender eexpressar, na medida das possibilidades individuais, o sentido universal da experiência acessível. Retornar das “idéias” às experiências reais que as originaram não é, portanto, uma tentativa de “explicar psicologicamente” uma filosofia, mas simplesmente de esclarecer o sentido efetivo que essas idéiastinham na consciência pessoal do filósofo que as pensou, para além ou por baixodo sentido formal e dicionarizado que adquiriram depois na tradição filosófica.  \nQuando sei, por exemplo, que Hegel via em Napoleão Bonaparte a encarnação viva da “Alma do Mundo”, entendo mais concretamente o que ele queria dizerao falar da “auto-realização de Deus na História”. Quando sei que Maquiavelapostava quase sempre no partido perdedor, entendo que sua visão amoral dos ogos de poder não era o resultado de uma fria observação científica, como tantos pretenderam, e sim uma idealização poética do mal. [ 2 ]  \nA pura investigação psicológica de uma biografia de filósofo pode levar a compreender a sua filosofia como o perfil de uma consciência individual tomada como mero fato histórico, mas o método de Friedländer descortina o que essaconsciência tem de universal como manifestação exemplar de altaspossibilidades cognitivas humanas tal como se realizaram num indivíduo e numa  \nsituação em particular. A construção de uma filosofia assume assim a figura deum drama, não psicológico, mas cognitivo. Foi por isso que defini a filosofia como “busca da unidade do conhecimento na unidade da consciência e vice-versa”. Acredito que esse enfoque neutraliza e supera a antinomia assim formulada por Martial Guéroult na introdução da sua monumental Histoire del’Histoire de la Philosophie: se a filosofia consiste em verdades universais, emprincípio eternas e imutáveis, como pode haver uma história das filosofias que se sucedem no tempo? A consciência individual humana, seja a do filósofo, seja ade qualquer outro, não “contém” verdades universais, apenas as refletesimbolicamente na sua forma própria e singular. A filosofia, em suma, é uma forma simbólica, como a arte, a religião ou a ciência mesma. A sucessão das filosofias, como a das experiências religiosas, dos estilos artísticos e das teoriascientíficas, deriva da natureza mesma do símbolo, que não se afasta do simbolizado nem o esgota jamais, devendo por isso ser sempre recomeçado de novo e de novo à medid","cbCaihPxipHpBp7j","https://ap.wps.com/l/cbCaihPxipHpBp7j","pdf",1445102,4,1,107,"Portuguese","pt",112,"# Introdução e agradecimentos\n# Parte 1 – O enigma Descartes\n## O eu pensante e a consciência\n## A psicologia da dúvida\n# Parte 2 – Consciência e estranhamento\n## Revisão do itinerário\n## Passagem a um novo enfoque\n## A condição de possibilidade da dúvida cartesiana: o dinamismo antivital\n## Uma falsa explicação: o desejo de conhecimento\n## É natural saber geralmente a verdade ou é natural geralmente errar?\n## Fenomenologia do estranhamento (1)– Precauções de método\n## Fenomenologia do estranhamento (2)– Estranhar e assumir\n## Reflexão completa e dúvida cartesiana\n## No fundo do poço\n## Mais problemas\n## A segunda morte\n# Parte 3 – Conclusões e acréscimos\n## Os três sonhos\n## Descartes e Husserl\n# Apêndice: nas origens da burrice ocidental","[{\"question\":\"Qual é o método de leitura da filosofia apresentado na introdução?\",\"answer\":\"O texto adota um enfoque que relaciona a filosofia ao impulso de apreender e expressar o sentido universal da experiência, retornando das “ideias” às experiências reais que as originaram na consciência do filósofo. 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