[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-52219-pt":3,"doc-seo-52219-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":92},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},52219,687197207639,"Asher","https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_a8503ba1806abce46bf441b54a3ca4cd",27,"Literatura","Vida não é argumento","“Vida não é argumento” reúne prefácio e narrativa epistolar que apresentam a “estranha história” de Mr. Robert Collins, reconstruída a partir de uma carta enviada a Mr. George T. Beans. O texto discute apatia, inabilidade emocional e a perplexidade do narrador diante da personalidade do homem. Inclui contexto editorial de 1.ª edição e “Ao Leitor”, além de episódios com Jones em Dover e, por fim, o início da carta datada de 13 de abril de 1899, onde o autor declara a resolução de morrer.","VIDA NA O É  \nARGUME NT O  \n69.45  \nF383k  \n057.598  \n# MARIO FERREIRA DOS SANTOS(MAx SANDERS)\n\nT  \nu  A  \n喜S,   A    0  \nVIDA NA0  白  \nA R GU M ENT0  \nLIVRARIA E EDITORA LOGOS LTDA.Praca da Sé,47—Salas 11 e 12Fones:33-3892 e 31-0238SA0 PAU LO  \n1.ª edição — novembro de 1958  \nA estranha história de Mr.Ro-bert Collins encheu minha vida demuitas preocupações. Não forampoucas as interrogacões que ela meprovocou e declaro que,com gran-de dificuldade,consegui apurar eesclarecer alguns pontos de que elefala em sua carta a Mr.George T.Beans,cujo conteúdo,sem a menormodificacao,quer no estilo,quermas idéias,publico a seguir.  \nA personalidade de Mr.Collins,sua apatia,sua incapacidade paragozar das grandes emocões huma-mas,segundo ele mesmo confessa nodecorrer da carta,sua“inabilidade”,se me permitem dizer,no referenteaos seus amores,tudo isso me dei-zou perplexo,e a personalidade  \ndesse homem comecou a criar for-ma no meu espirito,de maneiracrescente.  \nNão desejo aqui dar prèviamenteao leitor amigo as minhas interpre-tações sobre a alma de Mr. Collins,e deixo ao sabor de cada um que ofaca e o interprete como julgarmelhor.  \nSirvo-me apenas dessa introdu-cão para afiancar mais uma vez aoleitor,que a carta por mim repro-duzida no texto é absolutamentefiel, não tendo tocado sequer numavirgula do seu contexto.  \nAproveito também a ocasião paraafirmar ao leitor que pude averi-guar a veracidade de muitos dosfatos citados por Mr.Collins.in-clusive o de alguns poetas que fize-ram sucesso no fim do século pas-sado em diversos paises,que real-mente não passavam de meros pro-dutos de Mr.Collins.Como ele nao  \nos cita em seu livro, não o desejopor minha parte também fazer,poismao quero,de forma alguma,per-turbar a reputacão de muitos escri-tores que gozam ainda de renome.  \nPara finalizar,quero apenas acres-centar que Mr.Collins,\"esse homementre dois séculos”,viveu para mimo periodo da tediosa saciedade vi-toriana,e viveu-0 em suas carnescomo nenhum outro.Foi bem o es-pírito daquela época e concentrouem si todo o cansaco de uma grandedigestão de conquistas, sendo o seugesto final o produto de um deses-pero observável no fim do século,quando apontava uma nova era quese apresentava com perspectivas taopouco promissoras para homens da-quele quilate.  \nO titulo que dei à história relata-da por Mr. Collins, “Vida não éArgumento”,retirei-o da própriacarta,aproveitando-me de uma pas-  \nsagem,como se verá da leitura damesma.  \nMAx SANDERS(1).  \n## (1)Ao LEITOR\n\nRespeitar o que realizamos quando jo-vem é nao profanar a juventude e asesperancas que foram nossas.  \nEste livro nao o escreveria hoje.O quehá nele foi vivido numa época que se meafigura distante,mas que ao mesmo tem-po parece tāo próxima,porque muito doque hoje penso e do que hoje faco,temsua genese naquela mesma juventude aquem desejo devotar a fidelidade de naomodificar o que sentiu e o que viveu.  \nLeitor amigo,ao leres este livro,consi-dera esse meu testemunho,e se justo.  \nMARIO FERREIRA Dos SANTOS  \nAquela figura alta,magra,de blu-sa azul,calcas brancas,rosto ver-melho sob um boné preto,nao fa-lava com ninguém.Mas o olhar alon-gava-se para algum lado,enquantoresmungava baixinho palavras queninguém entendia.Chamavam-noJones. Diziam que fôra capitão deum navio que abalroara com outro.Aberto inquérito,culparam-no porestar bebedo.  \nConheci-o um dia em Dover.Es-tava bebendo num bar quando Joneschegou e pediu algo para beber coma sua voz cavernosa e profunda,elhe negaram crédito.Jones ficou si-lencioso.Olhou demoradamente ohomem do bar,as pernas abertas,  \ncambaleando como se estivesse emmar grosSo.  \nDo lugar em que estava,fiz sinalpara que lhe dessem bebida.Deram-lhe. Jones não disse nada. Bebeu,calado,pernas sempre abertas,cam-baleante.Paguei a despesa e,daporta,acompanhei aquela figura demarinheiro que seguia ziguezague-ando pelas ruas escuras do cáis.  \nUm dia soube que Jones fôra en-contrado morto numa sarjeta.Dei-xara um saco,uns livros e uns pa-péis em garantia de uma dívida natabern","cbCaimSNpAgloYxb","https://ap.wps.com/l/cbCaimSNpAgloYxb","pdf",22201320,7,1,102,"Portuguese","pt",112,"# Ao Leitor\n# (1) Ao Leitor\n# MARIO FERREIRA DOS SANTOS\n## Vida NA O É ARGUMENTO","[{\"question\":\"Qual é o papel do prefácio e do “Ao Leitor” no livro?\",\"answer\":\"O prefácio contextualiza a reprodução fiel de uma carta e a intenção de não antecipar interpretações sobre a alma de Mr. Collins. “Ao Leitor” explica que o livro resulta de experiências vividas numa juventude considerada distante, mas ao mesmo tempo próxima pela gênese do que o autor pensa e faz.\"},{\"question\":\"Como o narrador conheceu Jones e que fatos cercam essa personagem?\",\"answer\":\"O narrador relata que conheceu Jones em Dover, quando o homem chegou a um bar e pediu bebida. 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