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A obra discute temas como apropriação cultural, estereótipos sobre homens negros, racismo sistêmico e a forma como se reorganizam narrativas dentro e fora das instituições. 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Todos os direitos reservados.© 2021 Casa dos Mundos/LeYa Brasil  \nTítulo original: Uncomfortable Conversations With a Black Man  \nTodos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610, de 19.02.1998.É proibida a reprodução total ou parcial sem a expressa anuência da editora.  \nEditora executiva Izabel Aleixo  \nProdução editorial  \nCarolina Vaz  \nRevisão  \nCarolina M. Leocadio  \nCapa  \nThiago Lacaz  \nProjeto gráfico e diagramação Filigrana  \nDados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Angélica Ilacqua CRB-8/7057  \nAcho, Emmanuel  \nConversas desconfortáveis com um homem negro / Emmanuel Acho; tradução de Marina Vargas.  \n– São Paulo : LeYa Brasil, 2021.  \n240 p.  \nBibliografia  \nISBN 978-65-5643-088-1  \nTítulo: Uncomfortable conversations with a black man  \n1. Racismo 2. Discriminação racial I. Título II. Vargas, Marina  \n21-1720 CDD 305.8  \nÍndices para catálogo sistemático:  \n1. Racismo  \nTodos os direitos reservados à  \nCASA DOS MUNDOS PRODUÇÃO EDITORIAL E GAMES LTDA. Rua Avanhandava, 133 | Cj 21 – Bela Vista  \n01306-001 – São Paulo – SP [www.leya.com.br](www.leya.com.br)  \nPara aqueles que marcharam, se ajoelharam e mantiveram a esperança.  \nSUMÁRIO  \nApresentação  \nIntrodução  \nPARTE I: VOCÊ E EU  \n1. O jogo dos nomes: negro ou afrodescendente?  \n2. O que você vê quando me vê?: preconceito implícito  \n3. A falsa largada: privilégio branco  \n4. Cite suas fontes ou abandone a aula: apropriação cultural  \n5. O eu mítico: homens negros raivosos  \n6. Nããããão!: a palavra proibida PARTE II: NÓS E ELES  \n7. A banca sempre vence: racismo sistêmico  \n8. Mudando a narrativa: racismo reverso  \n9. O conluio: quem governa o governo  \n10. Vida marginal: justiça para alguns  \n11. Juntando os cacos: a luta da família negra PARTE III: NÓS  \n12. O amor sempre vence: a família inter-racial  \n13. Briga boa: a luta por mudanças  \n14. Solicitamos sua presença: como ser um aliado ou aliada  \n15. Partindo para o jogo: como acabar com o racismo  \nAgradecimentos  \nConversas rápidas  \nRecomendações  \nReferências  \nAPRESENTAÇÃO  \nC erta vez, num de seus livros de contos, o escritor brasileiro João  \nGuimarães Rosa fez o vaqueiro Zito, personagem de carne e osso, a  \nquem acompanhou em travessias de boiadas pelo sertão, resumir como compreendia a função dos livros e dos escritos em geral. Na boca de Zito estava o “credo literário” de Rosa: “Um livro, a ser certo, deve seconfeiçoar da parte de Deus, depor paz para todos, empuxar a coragens”.  \nMas assim…à primeira vista, e ao olharmos para a história da literatura desde a Antiguidade, parece que não há nada mais contraditório do que essaproposição. Os romances, contos, poemas e crônicas se apresentam mais como o espaço das guerras, dos conflitos e dos dilemas humanos, sejam eles individuais ou coletivos, elevados à sua máxima potência. Teria Guimarães Rosa se arrependido de sua obra máxima, em que, por mais deseiscentas páginas, refletiu sobre a relação íntima entre o homem e o mal? Estaria propondo que os livros só nos contassem coisas boas e nos deixassem pairando num eterno mundo de fantasia? Quem o conhece, no entanto, sabe que Rosa é um escritor que desconstrói sempre a compulsãohumana pelo dois, pelo sim e pelo não, pela oposição, pelo isto ou aquilo, compulsão essa que nos acompanha muito antes de as redes sociaisentrarem em cena. A paz de que fala Guimarães Rosa não é nunca aausência de conflitos, é justamente a capacidade de entrar no meio do“redemunho” e dele sairmos íntegros (mesmo que não inteiros), transformados, com uma outra compreensão da vida e de nós mesmos. Isso é travessia ou, aqui, neste caso, leitura.  \nConversas desconfortáveis com um homem negro é um livro simples, relativamente curto e muito fácil de ler, se entendermos a facilidade da  ","cbCaivl9mEVWFxgL","https://ap.wps.com/l/cbCaivl9mEVWFxgL","pdf",2247355,255,"Portuguese","# Apresentação\n# Introdução\n# Parte I: Você e eu\n## 1. O jogo dos nomes: negro ou afrodescendente?\n## 2. O que você vê quando me vê?: preconceito implícito\n## 3. A falsa largada: privilégio branco\n## 4. Cite suas fontes ou abandone a aula: apropriação cultural\n## 5. O eu mítico: homens negros raivosos\n## 6. Nããããão!: a palavra proibida\n# Parte II: Nós e eles\n## 7. A banca sempre vence: racismo sistêmico\n## 8. Mudando a narrativa: racismo reverso\n## 9. O conluio: quem governa o governo\n## 10. Vida marginal: justiça para alguns\n## 11. Juntando os cacos: a luta da família negra\n# Parte III: Nós\n## 12. O amor sempre vence: a família inter-racial\n## 13. Briga boa: a luta por mudanças\n## 14. 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