[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-52464-pt":3,"doc-seo-52464-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":91},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},52464,2336464648746,"Skyler","https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_276721f389ce27ea32af1340a28f341c",33,"Religião e Espiritualidade","Tratado de Astrocaracterologia - Parte 5 - Aulas 48-57","Aula 48 de abril de 1991 apresenta uma retomada do curso e a fundamentação filosófica da astrocaracterologia como ciência. A exposição define o objeto segundo categorias escolásticas: objeto material e dupla dimensão formal (motivo e terminativo), e distingue objetivos como a sucessão de fatos na história versus a busca de regularidades na sociologia. O texto discute a necessidade de assegurar a existência das relações entre configurações celestes e eventos terrestres, mencionando a pesquisa estatística de Michael Gauquelin como evidência. Em seguida, questiona o alcance dessas relações, a periodicidade celeste de cada evento e a “elasticidade” do conceito de evento.","TRATADO DE ASTROCARACTEROLOGIA  \nParte VAulas 48-57  \nOLAVO DE CARVALHO  \nAulas de abril de 1991.  \nAULA 48  \nVamos fazer uma parada no percurso que vínhamos seguindo e vamos dar uma “reprise” de tudo que vimos desde o começo. Na medida em que eu for falando, vocês vão fazendo uma lista destes tópicos quenós abordamos, e se por acaso eu esquecer alguma coisa, vocês se lembrem do que foi dito no curso dasaulas, me chamem a atenção e eu volto atrás e tento colocar essas coisas. Também uma certa desordem nessa exposição é perfeitamente de se esperar pelo fato de que a matéria é inteiramente nova. Não existenenhuma experiência no ensino de astrocaracterologia. Ela é uma ciência nova, ou pelo menos a propostade uma nova ciência, ou a descoberta de um novo ângulo pelo qual se encarar um velho objeto, ou ainda adescoberta de um novo objetivo com que se vai adotar um velho ângulo; ou seja, estou me referindo aostrês objetos da ciência, conforme os escolásticos: objeto material; objeto formal-motivo; objeto formalterminativo. Toda ciência tem um objeto, e esse é triplo: (1) é o objeto material, é o quê; (2) é o objeto formal, e este se divide em duas partes: objeto formal-motivo e objeto formal-terminativo. O objeto formal-motivo é exatamente o motivo pelo qual você enfoca aquele objeto. Vamos supor um mesmo objeto de várias ciências, por exemplo, a sociedade humana. Esta é o objeto material de várias ciências: economia; astrologia, história, política, etc. Acontece que cada uma delas encara este mesmo objeto material por um motivo diferente: o motivo pelo qual a história encara a sociedade humana é a constataçãode sucessão de acontecimentos ao longo do tempo; a sociologia a encara por um motivo diferente, aconstatação de movimentos nas classes sociais. Explicamos assim o objeto formal-motivo. Já o objeto formal-terminativo é o término, o termo, isto é, onde se pretende chegar com a investigação. Por exemplo, a história e a sociologia têm o mesmo objeto material—a sociedade humana, a atividade dos homens em sociedade —, o objeto formal-motivo é mais ou menos o mesmo — chegar a uma compreensão dos processos sociais internos. Mas o objeto formal-terminativo é bem diferente: o termo da história é orestabelecimento da sucessão verdadeira dos fatos, ao passo que o objeto formal-terminativo da sociologia é a descoberta, se possível, de leis ou regularidades nos movimentos sociais.  \nEste nosso estudo começa na hora em que temos certeza de que existe nosso objeto, que não estamosestudando o nada; se nós definimos logo de início a astrologia como a ciência que estuda as relações entre as configurações celestes e os eventos terrestres de ordem natural ou humana, então é preciso estarmos seguros de que essas relações existem, porque se elas não existem, não há objeto de estudo. Sendo assim, aafirmação do objeto de uma ciência é de certo modo prévia à constituição dessa ciência. Só existe uma ciência da biologia onde já sabemos que existem seres vivos há muito tempo; existe uma física porque, antes de aparecer o primeiro físico, todos estavam certos de viverem num mundo material. Porque existemesses objetos e porque há interrogação a respeito deles, estas são as razões pelas quais surge uma ciência. Isto quer dizer que a afirmação taxativa de que existem as relações entre os eventos terrestres e celestesnão faz parte da astrologia, é uma coisa prévia à ela. Portanto, só pode haver uma astrologia se existiremessas relações. Ora, quando vemos que até hoje a maior parte dos estudos e pesquisas sobre o assunto astrológico têm tido por objetivo justamente provar que essas relações existem ou não, então vemos quenão temos nem certeza da existência do objeto, e muito menos poderemos ter certeza de que deva existir uma astrologia. No entanto, a partir da pesquisa de Michael Gauquelin, acho que é difícil ocultar as existências das relações entre configurações celestes e eventos terrestres. Essa pesquisa pegou uma das mais antigas alegações dos astrólogos,","cbCairiIBtSngtom","https://ap.wps.com/l/cbCairiIBtSngtom","pdf",1417793,3,1,129,"Portuguese","pt",112,"# AULA 48\n## Retomada do percurso e organização dos tópicos\n## Estrutura do objeto da ciência (material, formal-motivo, formal-terminativo)\n## Condição para existir uma ciência: existência do objeto\n## Evidência e discussão das relações celestes-terrestres\n## Alcance das relações: simultaneidade e elasticidade do conceito de evento","[{\"question\":\"O que significa a divisão do objeto de uma ciência em objeto material e objeto formal (motivo e terminativo)?\",\"answer\":\"O objeto material é o “o quê” estudado. 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