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Para tanto, toma a análise, discurso do analista sistematizado por Lacan, como estratégia para compreender a questão do estilo em psicanálise. Desvelando a estrutura do discurso analítico, entendido como discurso do analista, é possível identificar que, pela via do estilo, emerge a possibilidade de inscrição do objeto a, como marca do real na ordem simbólica regida pela falta.  \nPalavras-chaves: psicanálise, estilo, arte do bem dizer, objeto a.  \nIntrodução  \nO que é esse algo que nos encanta, incomoda e por vezes nos angustia no discurso do analista? O interesse desse breve ensaio é pensar o efeito desse elemento inusitado do discurso do analista, desvelando o que o torna diferenciado do discurso universitário e de outras formações discursivas. Qual seria sua lógica? Como opera seu efeito?  \nAo pensar sobre sua lógica, devemos iniciar dizendo que a lógica aprendida na experiência psicanalítica não segue a estruturação clássica dos ditames da lógica formal, situando-se entre o campo estético e os processos de subjetivação. Quando Lacan (1970/1992) sistematiza O avessoda Psicanálise, evidencia o funcionamento lógico de determinados significantes operando nas construções discursivas da cultura e desvela os possíveis efeitos estilísticos do discurso psicanalítico na subjetividade.  \nA via que assumimos paranos aproximar desses efeitos é a construção de um ensaio fundamentado na análise do discurso do analista, para a qual as contribuições de Lacansão decisivas e somam-se a de outros debatedores. Contudo, não subtraímos do escrito aquele dizer aprendido na experiência analítica, um dizer autoral, construído com o Outro.  \nSe aprendemos que o estilo é ratificado por uma singularidade, a via estilística torna-se um campo para adimensão criativa do saber-fazer com as palavras, via pelaqual o sujeito goza a impossibilidade do tudo não poderfalar. Trata-se de uma estratégia estética assumida por um sujeito que reconhece que a ordem simbólica é marcada pela falta, e, por isso, posiciona-se de forma a bem dizeraquilo que não se pode dizer por completo. Estratégia as-  \n1 Agradecimentos ao grupo acadêmico de pesquisa do CNPq Psicanálise: Clínica, Teoria e Cultura, ao grupo de extensão Seminários de Psicanálise e Saraus Artísticos e à FAPESP, bem como a todos os docentes que contribuíram com um pouco de seu estilo para a elaboração desse ensaio.  \n* E-mail para correspondência: [diego_dizf@hotmail.com](diego_dizf@hotmail.com)  \nsumida para driblar a castração, ou gozo fálico de dizeraquilo que não pode ser falado, mas pode ser anunciado?  \nO Discurso do Analista: Ciência ou Arte?  \nO empreendimento de sistematização da psicanálise operado por Lacan e a aproximação dessa com a antropologi","cbCaimHk3vlJny9s","https://ap.wps.com/l/cbCaimHk3vlJny9s","pdf",217295,7,"Portuguese","# Resumo\n# Introdução\n## Lógica entre campo estético e processos de subjetivação\n## O Discurso do Analista: Ciência ou Arte?\n# Palavras-chaves","[{\"question\":\"Qual é o foco principal do artigo sobre o discurso psicanalítico?\",\"answer\":\"O artigo investiga os possíveis efeitos estilísticos do discurso psicanalítico na subjetividade, tanto do que pronuncia quanto de quem escuta.\"},{\"question\":\"Como o texto relaciona estética e subjetivação na psicanálise?\",\"answer\":\"A lógica aprendida na experiência psicanalítica se situa entre campo estético e processos de subjetivação, articulando o funcionamento de significantes na construção discursiva.\"},{\"question\":\"O que o artigo afirma sobre o objeto a e o papel do estilo?\",\"answer\":\"Pela via do estilo, emerge a possibilidade de inscrição do objeto a como marca do real na ordem simbólica regida pela falta.\"}]","O estilo em psicanálise - o discurso do analista como arte do bem dizer - 2014 | PDF",1788791839,11]