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O texto fornecido inicia com o Prólogo, em 1º de novembro, descrevendo um ritual anual entre dois homens idosos: o recebimento de uma flor específica enviada sem carta, a troca de poucas palavras e a expectativa sobre o mistério. A narração aprofunda a identificação botânica da planta, sua origem australiana, raridade na Escandinávia e dificuldades de aclimatação na Suécia, sugerindo uma trama investigativa.",{"@graph":59,"@context":107},[60,77,98],{"@type":61,"itemListElement":62},"BreadcrumbList",[63,68,71,74],{"item":64,"name":65,"@type":66,"position":67},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":69,"name":9,"@type":66,"position":70},"https://docshare.wps.com/pt/document/",2,{"item":72,"name":10,"@type":66,"position":73},"https://docshare.wps.com/pt/document/contos-e-romances/",3,{"item":75,"name":55,"@type":66,"position":76},"https://docshare.wps.com/pt/document/the-men-who-didnt-love-women-prologue/355207/",4,{"url":75,"name":55,"@type":78,"image":79,"author":84,"headline":55,"publisher":87,"fileFormat":90,"inLanguage":53,"description":57,"dateModified":91,"datePublished":92,"encodingFormat":90,"isAccessibleForFree":93,"interactionStatistic":94},"DigitalDocument",{"url":80,"@type":81,"width":82,"height":83},"https://docshare.wps.com/thumbnails/the-men-who-didnt-love-women-prologue/355207.png","ImageObject",300,407,{"name":85,"@type":86},"Elsa","Person",{"url":64,"name":88,"@type":89},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-10-04","2026-09-22",true,{"@type":95,"interactionType":96,"userInteractionCount":73},"InteractionCounter",{"@type":97},"ViewAction",{"@type":99,"mainEntity":100},"FAQPage",[101],{"name":102,"@type":103,"acceptedAnswer":104},"Por que a raridade da planta na Suécia dificulta o rastreamento?","Question",{"text":105,"@type":106},"O relatório botânico aponta que quase não há registros na região. 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Leal Carmen S. da Costa  \nDados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)  \n(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Larsson, Stieg, 1954-2004  \nOs homens que não amavam as mulheres / Stieg Larsson ; tradução Paulo Neves,—São Paulo : Companhia das Letras, 2008.—(Millennium ; 1)  \nTítulo original : Man som hatar kvinnor.  \nISBN 978-85-359-1524-8  \n1. Ficção policial e de mistério (Literatura sueca) 2. Romance sueco I. Título. II. Série. 08-08796  \nCDD-839 .737  \nÍndice para catálogo sistemático:  \n1. Romances : Literatura sueca 839.737  \n[2009]  \nTodos os direitos desta edição reservados à EDITORA SCHWARCZ LTDA.  \nRua Bandeira Paulista 702 cj.  \n32 04532-002—São Paulo—SP Telefone (11) 3707-3500 Fax (11) 3707-3501 [www.companhiadasletras.com.br](www.companhiadasletras.com.br)  \nPRÓLOGO SEXTA-FEIRA 1º DE NOVEMBRO  \nAcontecia todos os anos, quase como um ritual. O homem que recebia aflor festejava naquele dia seus oitenta e dois anos. Ele abriu o envelope eretirou o papel de presente do embrulho. Depois pegou o telefone e digitou onúmero de um ex-inspetor de polícia que desde sua aposentadoria instalara-sena Dalecarlia, perto do lago Siljan. Os dois homens não só tinham a mesmaidade mas haviam nascido no mesmo dia — o que, nessas circunstâncias, parecia irônico. O inspetor sabia que receberia esse telefonema após apassagem do carteiro por volta das onze da manhã, e tomava seu café enquanto aguardava. Nesse ano, o telefone tocou às dez e meia. Ele atendeu efoi direto ao assunto.  \n—Ela chegou, suponho. E então, qual é a flor deste ano?  \n—Não faço a menor idéia. Vou mandar identificá-la. Uma flor branca.  \n—Nenhuma carta, como sempre?  \n— Não. Apenas a flor. A moldura é a mesma do ano passado. Uma dessas molduras baratas do tipo faça-você-mesmo.  \n—Selo do correio?  \n—Estocolmo.  \n—Escrita?  \n—Como sempre, maiúsculas de imprensa. Letras retas e bem traçadas. Haviam esgotado o assunto e ficaram em silêncio durante quase um  \nminuto. O inspetor aposentado inclinou-se para trás na cadeira da cozinha easpirou seu cachimbo. Sabia muito bem que não se esperava dele uma  \npergunta concisa ou um comentário perspicaz que lançassem uma nova luz sobre o caso. Essa época acabara havia anos, e a conversa entre os doishomens idosos tinha o caráter de um ritual em torno de um mistério que ninguém mais no mundo, a não ser eles, estava disposto a resolver.  \nO nome latino da planta era Leptospermum rubinette (Myrtaceae). Uma planta de mato, relativamente comum, com folhas pequenas que lembram asda urze, e uma flor branca de dois centímetros com cinco pétalas. Comprimento total: cerca de dez centímetros.  \nEra encontrada no mato e nas regiões montanhosas da Austrália, ondebrotava sob a forma de grossos tufos de erva. Lá, chamavam-na desert snow. Mais tarde, uma especialista do jardim botânico de Uppsala constataria setratar de uma planta rara, muito pouco cultivada na Suécia. Em seu relatório, a botânica escreveu que a planta era aparentada da murta de apartamento, seguidamente confundida com sua prima bem mais comum, a Leptospermumscoparium, abundante na Nova Zelândia. Segundo a especialista, a diferençaconsistia num número restrito de microscópicos pontos rosados na extremidade das pétalas, que davam à flor uma leve tonalidade rósea.  \nDe maneira geral, a rubinette era uma flor particularmente insignificante. Não tinha valor comercial nem virtudes medicinais conhecidas, e não era alucinógena. Não comestível, inutilizável como condimento e desprovida de propriedade colorante. 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