[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-40626-pt":3,"doc-seo-40626-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":91},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},40626,1374391975076,"Riley","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/14000253ca4ec9f6853?x-image-process=image/resize,m_fixed,w_180,h_180&k=1783305029341752051",27,"Literatura","O Objeto Material como Documento","O texto discute patrimônio cultural como equivalente de documento, tomando o “documento” como suporte físico de informação. A partir da etimologia de documento (relacionada a ensinar e transmitir informação consolidada), o autor examina o documento como testemunho, prova e veículo de relações entre pessoas, além de seu papel na mediação entre o observador e outras realidades. Desenvolve também noções como documento voluntário e involuntário, valor de troca e uso, e a acumulação de trabalho no sentido documental.","O objeto material como documento\nUlpiano Bezerra de Meneses\nComo é o lugar quando ninguém passa por ele? Existem as coisas sem serem vistas?\nExiste, existe o mundo apenas pelo olhar que o cria e lhe confere espacialidade?\nConcretitude das coisas: falácia de olho enganador, ouvido e falso mão que brinca de pegar o não\ne pegando-o concede-lhe a ilusão da forma a ilusão maior a de sentido?\n(Carlos Drummond de Andrade, A suposta existência)\nO tema sobre o qual fui solicitado a discorrer é \"Patrimônio cultural como documento\". Falarei, sobretudo, de objetos. Não estou preocupado, inclusive, com definir qualquer noção de patrimônio cultural, porque, para os fins desta exposição, tomo a primeira expressão como equivalente da segunda: patrimônio cultural e documento. São equivalentes, embora não sejam idênticas e nem a equivalência bi unívoca, mas não interessa, no momento, discutir onde não se dá a identidade.\nGostaria, inicialmente, de examinar o problema do documento sob oito aspectos diferentes. Primeiro, parto de uma noção provisória - documento como suporte fisico de informação. A seguir, examinarei a possibilidade de todo suporte físico, praticamente, poder considerar-se documento: qual o critério, então, para que alguns desses suportes físicos sejam considerados documentos, e outros não? O terceiro aspecto seria justamente o documento como suporte de informações de tipo relacional, isto é, sua carga enquanto expressa relações entre os homens. Outro aspecto seria o papel do documento na intermediação entre o observador e outras realidades. O sexto aspecto seria o aparente paradoxo de que no documento se dá um acréscimo de valor de troca, à\nEste texto é a reprodução de uma aula ministrada no curso \"Patrimônio cultural: políticas e perspectivas\" organizado pelo IAB/CONDEPHAAT, em 1980. Foram suprimidas as redundâncias e acrescentadas notas de rodapé, mas manteve-se o tom oral.\n1\nmedida que decresce o valor de uso. Finalmente, duas últimas pequenas questões para\nterminar. Uma é a inversão do valor de uso e de troca que os documentos podem assumir em certas circunstâncias e outra é o sentido do documento como carga de trabalho acumulado.\nA primeira tarefa, portanto, é discutir uma noção que sirva de partida para essa categoria \"documento\", dentro da qual eu reflito sobre o próprio problema de patrimônio cultural. Conviria examinar o próprio sentido literal da palavra, pois a etimologia pode ser de algum auxílio.\nA palavra documento tem a mesma raiz latina do verbo doceo, que significa ensinar. Ensinar, sobretudo, não no sentido de formar, mas no sentido de transmitir informação, de comunicar informação já consolidada. Documentum, portanto, significa modelo, no sentido de que esta informação parte de paradigmas pré-fixados. É dessa noção que se desenvolveu a idéia de testemunho, de prova, a idéia de que o documento é um veículo de informação que eu obtenho. É corrente, entre os historiadores, conceituar documento como sendo todos aqueles traços que permanecem da atividade humana ou do pensamento humano. E é nesse sentido, inclusive, que se considera o problema das fontes para o conhecimento da história: por intermédio dos documentos que seriam esses testemunhos do pensamento e da atividade do homem. Na presente discussão, considerarei esses testemunhos do ponto de vista do seu suporte físico. Dessa forma - por opção do tema - excluirei uma série de outros aspectos da cultura que não são expressos por intermédio de suportes físicos, por exemplo, todos aqueles traços do passado que sobrevivem em tradições, lendas, hábitos corporais, festas e outras cerimônias, em provérbios, na língua etc.\nÉ comum se distinguirem pelo menos duas categorias de documento como suporte de informação: documento voluntário e documento involuntário. É uma distinção que me parece um pouco dúbia e muito discutível. \"Documento voluntário\" seria o documento no seu sentido original, aquele que, no seu contexto primário, já teria por função própria ser suporte de ","cbCainwmcvc9zgR3","https://ap.wps.com/l/cbCainwmcvc9zgR3","docx",76095,4,1,23,"Portuguese","pt",112,"# Patrimônio cultural como documento\n## Documento como suporte físico de informação\n## Etimologia e noção de testemunho\n## Documento voluntário e involuntário\n## Relações, mediação e valor do documento","[{\"question\":\"Por que o texto trata patrimônio cultural como equivalente de documento?\",\"answer\":\"O autor assume, para fins da exposição, que “patrimônio cultural” equivale a “documento”, ainda que não sejam idênticos em sentido pleno. 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