[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-52276-pt":3,"doc-seo-52276-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":91},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},52276,7971461740909,"Levi","https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_155a257f0dc6eb9ab79c44ca47cae57d",33,"Religião e Espiritualidade","O Mestre","O livro apresenta um diálogo de Santo Agostinho com Adeodato sobre a natureza da linguagem e dos signos. A discussão parte do ato de falar como instrução e do papel da memória no aprendizado, contrapondo o ensino pretendido na fala e no canto, onde o prazer musical pode parecer desvinculado das palavras. Em seguida, aborda a linguagem na prece, afirmando que Deus é buscado no templo interior da alma, e que a fala serve como expressão e lembrete. Por fim, sustenta a tese das palavras como signos e examina seu significado.","Santo Agostinho  \nO Mestre  \nTradução: Souza Campos, [E. L. de](E. L. de)[ ](E. L. de)Teodoro Editor Niterói – Rio de Janeiro – Brasil 2018  \nO mestre  \nSanto Agostinho  \nIntrodução1  \nEscrevi um livro intitulado O mestre. Nele se examina, sepesquisa e seencontra a verdade que não há, para ensinar a ciência ao ser humano, outro mestre quenão seja Deus, segundo o que está escrito no Evangelho: Só tendesum Mestre, o Cristo2.  \nEste livro começa assim: O que você acha que queremos fazer quando falamos?  \nCapítulo I  \nLinguagem e signos.  \nAgostinho:   O que você acha que queremos fazer quando falamos?  \nAdeodato:   Creio, pelo menos por enquanto, que queremos ensinar ou nos instruir.  \nAgostinho:   Concordo, pois a coisa é clara. Ao falar, queremosinstruir. Mas, como queremos aprender?  \nAdeodato:   Como?! Não é perguntando?  \n1 Das Revisões. Cap. XII.  \n2 Mateus 23: 10.  \nAgostinho:   Mas, neste momento, vejo que só queremos instruir. Quando, de fato, você interroga alguém, não é unicamente para saber dele o que você quer?  \nAdeodato:   É verdade.  \nAgostinho:   Você entende então que, ao falar, nós só queremosa instrução?  \nAdeodato:   Não estou entendendo perfeitamente. Se falar não passa de proferir palavras, é certo que falamos ao cantar. Quando cantamos sozinhos   como acontece frequentemente   e não tem ninguém por perto para ouvir, queremos ensinar alguma coisa? Eu acho que não.  \nAgostinho:   Eu acho que o canto pertence auma maneira muito geral de instruir, que consiste em despertar as lembranças e esta conversa vai lhe mostrar isto de maneira suficiente. Se, no entanto, você nãoconcorda que, pelas lembranças, instruímos, a nós mesmos e aquelesque animamos, eu não contesto. Assim, já temos dois motivos pelos quais falamos: queremos, de fato, ensinar ou despertar lembranças, denós mesmos e dos outros. Isto também fazemos ao cantar, não concorda?  \nAdeodato:   Não. É muito raro que, ao cantar, eu procure lembranças. Eu procuro é prazer.  \nAgostinho:   Entendo seu pensamento. Mas, você não percebe que o prazer do canto vem em você da harmonia dos sons e que essa harmonia, sendo independente das palavras às quais ela pode se unir emesmopode ser separada delas, o canto é algo além daspalavras? Canta-se com a flauta e a guitarra; os pássaros também cantam; acontece deouvirmos melodias musicais sem o acompanhamento de palavras e essas melodias podem ser chamadas também de canto e não de uma linguagem. Você discorda?  \nAdeodato:   De forma alguma.  \nCapítulo II  \nLinguagem e prece.  \nAgostinho:   Você vê então que a linguagem só foi para ensinarou acionar lembranças?  \nAdeodato:   Uma coisa me impede de ver isso: é que falamos quando rezamos. Ora, não dá para acreditar que entãonós ensinamos ou que lembramos Deus de alguma coisa.  \nAgostinho:   Você não sabe então que, senos é ordenado que rezemos após ter fechado a porta de nosso quarto3 , ou seja, o santuário de nossa alma, é unicamente por que Deus nos pede, para nos ouvir, que nossaspalavras o instruam ou despertem suas lembranças? Falar é mostrar sua vontade exteriormente através de sons articulados. Ora, devemos buscar e rezar para Deus nas profundezas da alma racional, ou seja, nonosso ser mais íntimo. É isto o que Deus chama de seu templo. Você não leu do Apóstolo: Nãosabeis quesois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?4 Etambém:“O Espírito habita no homem interior”5.  \nVocê tambémnão se lembra desta passagem do Profeta: Reflitamem seus corações quando estiverem em seus leitos e calem-se. Ofereçam seus sacrifícios com sinceridade e esperem no Senhor6. E onde você acha que oferecemos o sacrifício de justiça, se não é no templo da alma e no santuário do coração? Ora, o lugar do sacrifício deve ser o lugar da prece. Assim, quando rezamos, não é preciso falar; quer dizer, fazer ruídos com palavras. Isto só é preciso quando se quer, como no caso dos sacerdotes, expressar os sentimentos da alma para mostrá-los  \n3 Cf. Mateus 6: 6. 6. Quando orares, entra no","cbCaidcUvtpht457","https://ap.wps.com/l/cbCaidcUvtpht457","pdf",724763,2,1,94,"Portuguese","pt",112,"# Introdução\n## Linguagem e signos\n## Linguagem e prece\n## Palavras e signos","[{\"question\":\"Qual é a ideia central de Agostinho sobre o propósito da fala?\",\"answer\":\"Agostinho defende que ao falar buscamos instruir e, ao mesmo tempo, despertar lembranças em nós e nos outros. 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