[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-51766-pt":3,"doc-seo-51766-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":91},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},51766,549758146520,"Patrick","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/80002397d8c0411e94?_k=1775819394049821470",27,"Literatura","A Vida Feliz - Santo Agostinho","O texto apresenta a obra “A Vida Feliz”, atribuída a Santo Agostinho, com introdução e abertura do Livro I. A argumentação sustenta que a vida feliz consiste no perfeito conhecimento de Deus e distingue entre a beatitude da razão do sábio e a felicidade plena reservada para a vida futura. A introdução explica a composição junto ao “Contra os acadêmicos”, menciona revisões e manuscritos incompletos e introduz a metáfora do caminho rumo à filosofia.","Santo Agostinho  \nAVida Feliz  \nTradução: Souza Campos, [E. L. de](E. L. de)  \nTeodoro Editor  \nNiterói – Rio de Janeiro – Brasil 2018  \nA vida feliz  \nSanto Agostinho  \nIntrodução1  \nO livro A vida feliz eu compus não após, mas junto com meu livro Contra os acadêmicos.  \nA ocasião foi meu aniversário de nascimento e foi terminado em três dias de debates, como eu mesmo informo nele.  \nEle estabelece que todos nós que nos dedicamos a buscá-la concordamos que a vida feliz só pode consistirnoperfeito conhecimento de Deus.  \nEu lamento ter concordadomais do que deviacom Mânlio Teodoro, um homem sábio e cristão a quem dediquei este livro.  \nIncomoda-me bastante ter utilizado muito nele apalavra fortuna, bem como ter dito que, nesta vida, a beatitude só mora na razão do sábio, qualquer que seja o estado de seu corpo, enquanto que o perfeito conhecimento de Deus, ou seja, omáximo que o ser humanopode conseguir, só pode ser esperado, de acordo com o testemunho do Apóstolo, na vida futura.  \nSomente essa vida futura deve ser chamada de feliz, por que ocorpo, transformado em incorruptível e imortal, estará então submetido à alma, sem nenhum sofrimento e sem nenhuma resistência.  \n1 Das Revisões. Livro I, cap. II.  \nEu encontrei entre meus manuscritos este livro interrompido emuito abreviado. Ele tinha sido transcrito assim por alguns de nossosirmãos e, desde que comecei esta revisão, eu não pude encontrar aindaum texto integral que pudesse me servir para fazer correções.  \nEste livro começa assim: Se, para chegar aoporto da filosofia que conduza ao território e morada da vida bem aventurada, nós só temos como guias nossa razão e nossa vontade, talvez eu não me precipite muito ao lhe dizer, ó nobre coração e grande espírito Teodoro, quemuito poucas pessoas, até o presente, chegaram a ela.  \nCapítulo 1  \nO infortúnio e a vocação para a filosofia.  \nSe, para chegar ao porto da filosofia que conduza ao território emorada davidabem aventurada, nós só temos como guias nossa razão e nossa vontade, talvez eu não me precipite muito ao lhe dizer, ó nobre coração e grande espírito Teodoro, que muito poucas pessoas, até o presente, chegaram a ela.  \nAindahojevemos que sãoraros e pouco numerosos aqueles que aatingem. Já que é Deus ou a natureza ou a necessidade ou nossa vontade ou a reunião de algumas destas causas ou o ajuda de todas estas causasao mesmo tempo (um grande mistério que você já se propôs a desvendar) que nos jogou, por assim dizer, ao acaso e ao mar proceloso destemundo.  \nMuito poucas pessoaspoderiam saber por elas mesmas para ondese dirigir ou se é preciso voltar sobre os próprios passos, se, às vezes, apesar de seus desejos ou esforços, algumas dessas tempestades que airreflexão chama de infortúnios, não as empurrassem, em sua corridacega e errante, rumo a essas praias tão desejadas.  \nCapítulo 2  \nAs três categorias de navegadores.  \nOs navegadores capazes de atracar no porto da filosofia podem, em minha opinião, se dividir em três classes.  \nPrimeiro são aquelas pessoas que, desde a idade da razão, tomamumpequeno impulso, dãoumas pequenasremadas evão seabrigar nesse porto tranquilo, onde constroem um farol brilhante para lembrar seu curso fácil e para informar, na medida do possível, seus concidadãos eguiar seus esforços até elas.  \nNa segunda classe de navegadores, bem diferente da primeira, é preciso incluir as pessoas que, enganadas pela calma aparente de elementospérfidos, se decidem avançarpelo meio das ondas, que se aventuram para longe de suas pátrias e que frequentemente perdem a lembrança delas. Esse vento pérfido, que elas acreditam favorável, continua, por azar, a impulsionar seus navios e elas descem até o fundo do abismo das misérias humanas, embriagadas de orgulho e de alegria, por que as volúpias e suas honras as agraciam com seus sorrisos falaciosos. A essas pessoas, o que se deve desejar, se não são alguns reveses no  \nmeio dessa sorte que os mima e, no caso em que esses reveses não bastem, alguma boa tempestade ","cbCaiqYIGuw9NJgm","https://ap.wps.com/l/cbCaiqYIGuw9NJgm","pdf",623552,4,1,59,"Portuguese","pt",112,"# Introdução\n## Origem da obra e revisão do manuscrito\n# Capítulo 1\n## Infortúnio e vocação para a filosofia\n# Capítulo 2\n## As três categorias de navegadores\n# Capítulo 3\n## A montanha da vanglória","[{\"question\":\"Em que consiste a vida feliz segundo “A Vida Feliz”?\",\"answer\":\"A vida feliz consiste no perfeito conhecimento de Deus. 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