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O conteúdo propõe compreender a dor desde o presente e o próximo até a restauração do passado, do presente e do futuro.",{"@graph":14,"@context":64},[15,34,55],{"@type":16,"itemListElement":17},"BreadcrumbList",[18,23,27,31],{"item":19,"name":20,"@type":21,"position":22},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":24,"name":25,"@type":21,"position":26},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":28,"name":29,"@type":21,"position":30},"https://docshare.wps.com/pt/document/saúde-e-cuidados/","Saúde e Cuidados",3,{"item":32,"name":10,"@type":21,"position":33},"https://docshare.wps.com/pt/document/the-grief-brain-mary-frances-oconnor/152902/",4,{"url":32,"name":10,"@type":35,"image":36,"author":41,"headline":10,"publisher":44,"fileFormat":47,"inLanguage":8,"description":12,"dateModified":48,"datePublished":49,"encodingFormat":47,"isAccessibleForFree":50,"interactionStatistic":51},"DigitalDocument",{"url":37,"@type":38,"width":39,"height":40},"https://docshare.wps.com/thumbnails/the-grief-brain-mary-frances-oconnor/152902.png","ImageObject",300,407,{"name":42,"@type":43},"Theodore","Person",{"url":19,"name":45,"@type":46},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-09-25","2026-08-27",true,{"@type":52,"interactionType":53,"userInteractionCount":30},"InteractionCounter",{"@type":54},"ViewAction",{"@type":56,"mainEntity":57},"FAQPage",[58],{"name":59,"@type":60,"acceptedAnswer":61},"Que papel a neuroimagem funcional desempenha na pesquisa citada?","Question",{"text":62,"@type":63},"A autora menciona que a neuroimagem funcional permitiria observar o luto no cérebro, recomendação que levou à realização do primeiro estudo com esse tipo de tecnologia.","Answer","https://schema.org",{"og:url":32,"og:type":66,"og:title":10,"og:site_name":45,"og:description":12},"article",{"robots":68,"canonical":32},"index,follow",{"doc_id":70,"site_id":7},152902,1787868154,{"code":4,"msg":73,"data":74},"success",[75,80,84,88,92,96,100,104,108,111],{"id":76,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":77,"show_sort_weight":78,"slug":79},26,"Contos e Romances",60,"story-novel",{"id":81,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":82,"show_sort_weight":78,"slug":83},46,"Estilo de Vida","lifestyle",{"id":85,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":86,"show_sort_weight":78,"slug":87},28,"Exames","exam",{"id":89,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":90,"show_sort_weight":78,"slug":91},47,"Geral","general",{"id":93,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":94,"show_sort_weight":78,"slug":95},29,"Histórias em Quadrinhos","comic",{"id":97,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":98,"show_sort_weight":78,"slug":99},27,"Literatura","literature",{"id":101,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":102,"show_sort_weight":78,"slug":103},32,"Pesquisa e Relatórios","research-report",{"id":105,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":106,"show_sort_weight":78,"slug":107},33,"Religião e Espiritualidade","religion-spirituality",{"id":109,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":29,"show_sort_weight":78,"slug":110},31,"healthcare",{"id":112,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":113,"show_sort_weight":78,"slug":114},45,"Tecnologia","technology",{"code":4,"msg":73,"data":116},{"doc_id":70,"user_id":117,"nickname":42,"user_avatar":118,"doc_module":4,"category_id":109,"category_name":29,"doc_title":10,"doc_description":12,"doc_content":119,"file_id":120,"file_url":121,"file_type":122,"file_size":123,"view_count":30,"is_deleted":4,"is_public":22,"is_downloadable":22,"audit_status":22,"page_count":124,"language":125,"language_code":8,"site_id":7,"html_lang":8,"table_of_contents":126,"faqs":127,"seo_title":128,"seo_description":12,"update_tm":71,"read_time":129},7971461740886,"https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_3d24733baf745e90a7e4bdd5f77d97b2","Mary-Frances O’Connor  \nO 􀃶􀀪􀀆􀃸􀃵􀀆􀀃 􀃷􀃸 􀃿􀀉􀀈􀀃  \nC􀀃􀀁􀀃 􀃴 􀀁􀃸􀀂􀀈􀃸 􀀂􀀃􀀇 􀃹􀃴􀀎 􀃴􀀄􀀆􀃸􀀂􀃷􀃸􀀆 􀃶􀀃􀀁 􀃴 􀃷􀀃􀀆 􀃸 􀃴  \n􀀄􀃸􀀆􀃷􀃴  \nTradução: Laura Folgueira  \nMary-Frances O'Connor é psicóloga clínica e pesquisadora na área de lutoe perda. É professora de psicologia clínica e diretora do Laboratório de Neurociência do Luto na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Mary cresceu em Montana e atualmente vive na cidade de Tucson.  \nS􀀉􀀁􀀢􀀆􀃼􀀃  \nPular sumário [ »» ]  \nI􀀂􀀈􀀆􀀃􀃷􀀉􀀨􀀤􀀃  \nP􀃴􀀆􀀈􀃸 􀃼  \nA dolorosa perda do aqui, agora e perto  \n1 . Caminhando no escuro  \n2. Procurando proximidade  \n3. Acreditando em pensamentos mágicos  \n4. Adaptando-se ao longo do tempo  \n5. Desenvolvendo complicações  \n6. Ansiando pelo seu ente querido  \n7. A sabedoria para discernir  \nP􀃴􀀆􀀈􀃸 􀃼􀃼  \nA restauração do passado, presente e futuro  \n8. Passando tempo no passado  \n9. Mantendo-se no presente  \n10. Mapeando o futuro  \n1 1 . Ensinando o que você aprendeu  \nA􀃺􀀆􀃴􀃷􀃸􀃶􀃼􀀁􀃸􀀂􀀈􀀃􀀇 N􀀃􀀈􀃴􀀇  \nA Anna, por me ensinar que há mais na vida do que o luto.  \nI􀀂􀀈􀀆􀀃􀃷􀀉􀀨􀀤􀀃  \nD􀃸􀀇􀃷􀃸 􀀅􀀉􀃸 􀃸􀀌􀃼􀀇􀀈􀃸􀀁 􀀆􀃸􀃿􀃴􀀨􀀶􀃸􀀇 humanas, lutamos com a natureza avassaladora do luto após a morte de alguém que amamos. Poetas, escritores e artistas nos deram representações comoventes da quaseindescritível natureza da perda, uma amputação de parte de nós ou uma ausência que nos sobrecarrega como um casaco pesado. Como seres humanos, parecemos compelidos a tentar comunicar o que é nosso luto, descrever como é carregar esse peso. No século 􀀌􀀌, psiquiatras ( Sigmund Freud, Elisabeth Kübler-Ross e outros) começaram a descrever de uma perspectiva mais objetiva o que as pessoas que eles entrevistaram sentiam durante o luto e notaram padrões e semelhanças importantes entre as pessoas. Foram escritas grandes descrições na literatura cientíﬁca sobre o“o quê” do luto — o que ele é , quais problemas causa, até quais são as reações do corpo.  \nEu sempre quis entender o porquê em vez de só o quê . Por que o lutodói tanto? Por que a morte, a ausência permanente daquela pessoa com quem você tem um laço, resulta em sentimentos tão devastadores e leva a comportamentos e crenças inexplicáveis, até para você mesmo? Eu tinhacerteza de que parte da resposta estava no cérebro, sede de nossos pensamentos e sentimentos, motivações e comportamentos. Sepudéssemos olhar da perspectiva do que o cérebro está fazendo durante oluto, talvez conseguíssemos achar o como, e isso nos ajudaria a entender oporquê .  \nAs pessoas muitas vezes perguntam o que me motivou a estudar o lutoe me tornar pesquisadora do assunto. Acho que essa pergunta, em geral, vem da simples curiosidade, assim como, talvez, de querer saber se dá para conﬁar em mim. É provável que você, que está lendo isto, também queira saber se eu passei por isso, se atravessei a noite escura da morte e daperda, se sei do que estou falando e estudando. O luto pelo qual passei nãofoi pior do que o luto dos outros com quem converso, que descrevem sua  \nperda e sua vida estilhaçada como consequência dessa perda. Mas eu tive perdas. Quando estava no oitavo ano, minha mãe foi diagnosticada com câncer de mama estágio 4. Havia células cancerígenas em todos os linfonodos que o cirurgião tirou ao fazer a mastectomia, então ele soube que já havia metástase em outras partes do corpo dela. Como eu tinha apenas treze anos, só ﬁquei sabendo muitos anos depois que não era para ela passar daquele ano. Mas eu sabia que o luto chegara à nossa casa, perturbando nossa família, que já estava sofrendo com a separação dos meus pais e a depressão da minha mãe. A casa ﬁcava no alto das Montanhas Rochosas do norte, perto da Divisória Continental, em uma cidade rural que se beneﬁciava da presença de uma pequena faculdade, naqual meu pai dava aula. O oncologista de minha mãe a descreveu como seu “primeiro milagre”: ela viveu mais treze anos—uma colher de chá do Universo para suas duas ﬁlhas adolescentes (minha irmã mais velha e eu) . Mas, neste mundo, eu era o tônico emocional da minha mãe, seu regulador de humor. 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