[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-52293-pt":3,"doc-seo-52293-112":31,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":93},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":28,"seo_description":14,"update_tm":29,"read_time":30},52293,7971461740909,"Levi","https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_155a257f0dc6eb9ab79c44ca47cae57d",32,"Pesquisa e Relatórios","O Antropólogo Antropófago A Miséria das Ciências Sociais","O texto reúne notas e rascunhos sobre o livro “O Antropólogo Antropófago: A Miséria das Ciências Sociais”, com foco em uma introdução crítica ao estudo da sociologia, antropologia, ciência política e economia. Defende que as ciências sociais mantêm uma relação ambígua com temas metafísicos: quando os excluem, perdem autoridade; quando os abordam, incorrem em pseudociência ou em submissão externa. Analisa o contraste entre explicações sociológicas e o fascínio por mitos, ritos e fenômenos espirituais, exemplificando com Muniz Sodré e “Jogos Extremos do Espírito”.","OLAVO DE CARVALHO  \n[ NOTAS E RASCUNHOS PARA O LIVRO ]  \nOAntropólogo  \nAntropófago A Miséria das Ciências Sociais  \nIntrodução Crítica ao Estudo da Sociologia, da Antropologia, da Ciência Política e da Economia  \n1996  \nSumário  \n1. O poder, conceito nuclear das Ciências Sociais  \n2. A estrutura da sociedade  \n3. As castas e as divisões do poder  \n4. A cultura e a religião  \n5. A hierarquia política, militar e jurídica  \n6. A organização econômica  \n7. O costume e os valores  \n8. A linguagem e a comunicação  \n9. A mudança social  \nEsboços para uma Introdução  \nA CIÊNCIA DAS GALINHAS PRETAS  \nDesde seu nascimento, as ciências sociais tiverampor lema e ambição desbancar a metafísica. Todos os seus fundadores — Comte, Durkheim, Marx, Spencer, Weber, Mauss—acreditavam que o conhecimento positivo da sociedade poderia desempenhar sobre o conjunto do saber a função orientadora e reguladora que fora desempenhado pela metafísica.  \nEsse objetivo, porém, só poderia ser alcançado pordois meios contraditórios: de um lado, era preciso excluir da esfera do saber científico as questões metafísicas; de outro, era preciso dar a essas questões umaresposta não-­‐metafísica e mostrar que ela era maisválida do que as respostas metafísicas; e para isto erapreciso reincluir na esfera do saber científico as questões metafísicas, apenas reduzidas à escala sociológica, antropológica, lingüística, etc., e amputadas de sua dimensão metafísica propriamente dita. O paradoxo é flagrante: quando as ciências sociais têm algo a dizer sobre questões metafísicas, o que dizem não tem nenhuma significação metafísica e as questões conservam, para cima e para além da esfera social, todo o seu potencial desafiador; quando, desistindo de invadir ocampo metafísico, as ciências sociais se limitam a um domínio restrito para aquém desse campo, então sedesenvolve, para além da jurisdição delas, um novo interesse metafísico pelas questões que elas deixaram de fora, e a nova metafísica, por sua vez, pretende abranger e regular a esfera de validade das ciências  \n6 OLAVO DE CARVALHO  \nsociais. Não há escapatória: ou as ciências sociais perdem sua autoridade científica ao pretenderem abordaro que elas mesmas colocaram para além do seu escopolegítimo; ou perdem o lugar que pretenderam tirar dametafísica, permitindo que uma metafísica cresça para além dos seus domínios e as regule desde fora. Ou setornam pseudociências, ou aceitam subordinar-­‐se àquilo mesmo cuja destruição ambicionavam.  \nDaí a relação ambígua, de amor e ódio, de atração erepulsa, que os cientistas sociais desde há um séculotêm com os temas metafísicos. Ninguém tem mais fascínio por mitos, ritos, símbolos, anjos e demônios, magia e alquimia, mestres e iniciações, do que os cientistas sociais. Ninguém, mais do que eles, desejaria extirpar de todas essas coisas qualquer significação espiritual e metafísica. Quando o conseguem, seu objeto perde toda realidade específica, tornando-­‐se mera projeção de conceitos sociológicos ou antropológicos, e requerendo, para além destes, uma explicação metafísica. Quando não o conseguem, curvam-­‐se, cheios de humilhação e mal disfarçado rancor, ante aquilo que denominam “o mistério”,“o irracional”, etc., como querendorecuperar o orgulho no seio mesmo da humilhação ao insinuar que aquilo que está para além do horizonte dasua ciência deve estar, ipso facto, para além de todo entendimento humano. Daí sua propensão de dar, no fim das contas, uma elevada significação “espiritual”mesmo a fenômenos banais de paranormalidade, que um metafísico — ou um pajé — despreza como mera periferia do mundo espiritual. Os místicos islâmicos diriam que aquele que recusa curvar-­‐se ante o mistério supremo de Allah acaba se prosternando ante miúdos djinns ( força sutis da natureza terrestre ) . Entre um Deus que os humilha e as galinhas pretas que os lison-­‐  \nOANTROPÓLOGO ANTROPÓFAGO 7  \njeiam, os cientistas sociais ficam, decididamente, com o culto das galinhas pretas.  \nO livro recente de Mun","cbCaihcevM8d2baQ","https://ap.wps.com/l/cbCaihcevM8d2baQ","pdf",468772,5,1,80,"Portuguese","pt",112,"# Introdução Crítica\n## O poder, conceito nuclear das Ciências Sociais\n## A estrutura da sociedade\n## As castas e as divisões do poder\n## A cultura e a religião\n## A hierarquia política, militar e jurídica\n## A organização econômica\n## O costume e os valores\n## A linguagem e a comunicação\n## A mudança social\n# Esboços para uma Introdução\n## A ciência das galinhas pretas","[{\"question\":\"Qual é o argumento central sobre a relação entre ciências sociais e metafísica?\",\"answer\":\"O texto sustenta que as ciências sociais só mantêm autoridade científica ou aceitam submissão: se excluem completamente a metafísica, perdem significação; se tentam abordá-la, geram desproporção e podem virar pseudociências.\"},{\"question\":\"Por que o autor critica a postura dos cientistas sociais diante de mitos e fenômenos espirituais?\",\"answer\":\"Quando os cientistas sociais conseguem retirar a dimensão espiritual dessas crenças, o objeto perde realidade específica e exige explicação além do campo. 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