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Discute as duas tradições da TRI, contrastando modelagem estatística e mensuração psicométrica, além de analisar a violação prática de pressupostos, sobretudo unidimensionalidade. Argumenta que, embora a unidimensionalidade estrita seja rara, pode existir unidimensionalidade essencial com fatores locais, sustentando o uso pragmático da TRI quando as estimativas geram medidas funcionalmente válidas.",{"@graph":59,"@context":116},[60,77,99],{"@type":61,"itemListElement":62},"BreadcrumbList",[63,68,71,74],{"item":64,"name":65,"@type":66,"position":67},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":69,"name":9,"@type":66,"position":70},"https://docshare.wps.com/pt/document/",2,{"item":72,"name":35,"@type":66,"position":73},"https://docshare.wps.com/pt/document/pesquisa-e-relatórios/",3,{"item":75,"name":55,"@type":66,"position":76},"https://docshare.wps.com/pt/document/technical-justification-note-in-favor-of-the-one-parameter-model-in-enamed-and-pnd/209928/",4,{"url":75,"name":55,"@type":78,"image":79,"author":84,"headline":55,"publisher":87,"fileFormat":90,"inLanguage":53,"description":57,"dateModified":91,"datePublished":92,"encodingFormat":90,"isAccessibleForFree":93,"interactionStatistic":94},"DigitalDocument",{"url":80,"@type":81,"width":82,"height":83},"https://docshare.wps.com/thumbnails/technical-justification-note-in-favor-of-the-one-parameter-model-in-enamed-and-pnd/209928.png","ImageObject",300,407,{"name":85,"@type":86},"Rizky","Person",{"url":64,"name":88,"@type":89},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-10-09","2026-09-05",true,{"@type":95,"interactionType":96,"userInteractionCount":98},"InteractionCounter",{"@type":97},"ViewAction",5,{"@type":100,"mainEntity":101},"FAQPage",[102,108,112],{"name":103,"@type":104,"acceptedAnswer":105},"Qual é o objetivo do documento sobre o modelo de 1 parâmetro (1PL) na TRI?","Question",{"text":106,"@type":107},"Justificar tecnicamente a adoção do modelo de um parâmetro (1PL, Modelo de Rasch) da TRI nas avaliações do ENAMED e da PND, relacionando a escolha do modelo às propriedades de mensuração e ao uso pragmático das estimativas.","Answer",{"name":109,"@type":104,"acceptedAnswer":110},"Quais são as duas tradições discutidas na TRI e como elas diferem?",{"text":111,"@type":107},"O texto distingue a abordagem com ênfase em modelagem estatística, associada a modelos 2PL e 3PL, e a abordagem psicométrica do Modelo de Rasch, que prioriza a construção de uma escala substantivamente coerente com propriedades fortes de mensuração.",{"name":113,"@type":104,"acceptedAnswer":114},"Por que a unidimensionalidade é central na TRI e quais são suas limitações?",{"text":115,"@type":107},"A TRI depende do pressuposto de que existe uma única dimensão que explica os acertos, mas o documento aponta que o conhecimento humano raramente é estritamente unidimensional, com maior plausibilidade de trajetórias alternativas e estruturas por competências relacionadas, ainda que com fator geral.","https://schema.org",{"og:url":75,"og:type":118,"og:title":55,"og:site_name":88,"og:description":57},"article",{"robots":120,"canonical":75},"index,follow",{"doc_id":122,"site_id":52},209928,1788636838,{"code":4,"msg":5,"data":125},{"doc_id":122,"user_id":126,"nickname":85,"user_avatar":127,"doc_module":4,"category_id":34,"category_name":35,"doc_title":55,"doc_description":57,"doc_content":128,"file_id":129,"file_url":130,"file_type":131,"file_size":132,"view_count":98,"is_deleted":4,"is_public":67,"is_downloadable":67,"audit_status":67,"page_count":133,"language":134,"language_code":53,"site_id":52,"html_lang":53,"table_of_contents":135,"faqs":136,"seo_title":137,"seo_description":57,"update_tm":123,"read_time":138},962085564807,"https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_6f874abed73319feea01a86fa6f0fab8","Nota técnica de justificativa em favor do modelo de 1 parâmetro no ENAMED e na PND  \nRicardo Primi,  \nUniversidade São Francisco & EduLab21, Instituto Ayrton Senna.  \nO presente documento apresenta uma justificativa técnica para a adoção do modelo de um parâmetro da Teoria de Resposta ao Item (TRI), também conhecido como Modelo de Rasch ou 1PL nas avaliações do INEP, especialmente no ENAMED e na PND. A argumentação descrevea lógica clássica das abordagens estatísticas e psicométricas da TRI, situando suas diferenças epistemológicas e operacionais, discutindo a violação prática de pressupostos (especialmente unidimensionalidade) e examinando as consequências da escolha de modelos mais ou menos flexíveis.  \nDuas tradições da TRI: modelagem estatística e mensuração  \nHá duas principais vertentes no campo da Teoria de Resposta ao Item (TRI), aqui denominadasabordagem com ênfase em modelagem estatística e abordagem com ênfase psicométrica. Historicamente associada a Lord, Birnbaum e à tradição da IRT norte-americana (Lord & Novick, 1968; Hambleton, Swaminathan & Rogers, 1991) a abordagem de modelagem estatísticaprivilegia modelos de dois e três parâmetros (2PL, 3PL) . Nessa perspectiva, o objetivo central é modelar estatisticamente o padrão empírico entre a probabilidade de acerto e o traço latente. Aflexibilidade dos parâmetros de discriminação (a) e chute (c) permite acomodar a variedade deformas observadas nas curvas características dos itens. De tradição distinta a abordagem psicométrica do Modelo de Rasch (Rasch, 1960; Wright & Stone, 1979) foca a medida doconstruto latente e a construção de uma régua aditiva com intervalos constantes e interpretáveis. A prioridade não é ajustar a forma empírica das curvas a qualquer custo, mas definir uma escala substantivamente coerente, com propriedades fortes de mensuração, como separabilidade de parâmetros e objetividade específica.  \nÉ evidente que os modelos 2PL e 3PL oferecem maior flexibilidade para reproduzir curvasempíricas. O modelo de Rasch, ao se restringir ao parâmetro de dificuldade, tende a gerar ajustesmenos precisos no sentido estritamente descritivo, o que pode resultar em resíduos maiores. Na abordagem estatística, presume-se que essa menor precisão de ajuste produza erros nas estimativas de habilidade dos examinados. No entanto, esse texto questiona essa presunção de que modelos menos flexíveis implicam necessariamente perda de validade.  \nUnidimensionalidade: pressuposto central e suas limitações  \nAmbas as abordagens partem da suposição de unidimensionalidade: existe uma única dimensãoresponsável pelos acertos aos itens; assim, as covariâncias entre os itens são determinadas apenas pela associação de cada item à variável latente (que é capturada pelo parâmetro de discriminação e/ou pela carga fatorial e/ou pela correlação do item com o escore total do teste) e pelo seu nível de dificuldade. Os itens seriam organizados numa hierarquia ordenada única, em uma régua, dos mais fáceis aos mais difíceis.  \nEssa concepção implica que acertos inesperados em itens difíceis por pessoas de baixahabilidade seriam interpretados como exceções atribuíveis ao chute, uma vez que o domínio doconhecimento deveria seguir a mesma sequência para todos os indivíduos, determinada pela hierarquia (ordem) de dificuldade dos itens ao longo da dimensão latente. No contexto doconhecimento escolar, isso corresponderia a assumir que, em nível latente, as habilidadesavaliadas no ENAMED e na PND, como matemática ou medicina, se organizam segundo uma única trilha de progressão, sem reconhecer caminhos alternativos de aprendizagem. Essa suposição impediria a possibilidade de que um estudante domine tarefas mais complexas em áreas específicas antes de dominar tarefas mais simples pertencentes a outras subáreas doconhecimento.  \nNo entanto, o conhecimento humano não é unidimensional. 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