[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-52450-pt":3,"doc-seo-52450-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":91},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},52450,687197207057,"Sage","https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_29158cc5080c5b710cf443261637dec0",27,"Literatura","Símbolos e Mitos no Filme O Silêncio dos Inocentes","O texto apresenta “Dialética Simbólca”, apostila baseada em três palestras proferidas em 1991, com o objetivo de interpretar simbolicamente o filme “O Silêncio dos Inocentes” além da crítica rotineira. Defende que o impacto do thriller e do drama deriva do simbolismo profundo, capaz de produzir “terror e piedade” e gerar benefícios psicológicos duradouros. Para alcançar esse ganho, sustenta-se a função pedagógica da crítica, que organiza a atenção do espectador para estruturas profundas, e exemplifica-se uma interpretação equivocada comum.","SÍMBOLOS E MITOS NO FILME \"O SILÊNCIOS DOS INOCENTES\"[Retirado do antigo fórum \"Sapientia\", que fazia parte da HP do Olavo de Carvalho – [www.olavodecarvalho.org](www.olavodecarvalho.org)  \nEste livro (Dialética Simbólca) transcreve - sem alterações a não ser em detalhes de estilo-a apostila distribuída aos ouvintes das três palestras que, sob o título \"Interpretação Simbólica do Filme O Silêncio dos Inocentes\", pronunciei na Escola Astroscientia, do Rio de Janeiro, em julho de 1991, quando o filme ainda estava em cartaz.  \nAlgumas cópias foram também distribuídas a gente de cinema e da imprensa; mas circunstâncias fortuitas, adversas, impediram que se fizesse então uma edição regular, a qual agora se empreende graças à generosa colaboração de Stella Caymmi e Ana Maria Santos Peixoto.  \nA premiação do filme com cinco Oscars, agora em abril de 1992, é uma boa ocasião para recolocá-lo em debate, procurando, pela segunda vez, ir umpouco além dos comentários rotineiros e banais (quando não francamente errôneos) que foram a única reação da crítica nacional quando da sua exibição por aqui.  \nEste livro pertence a um gênero anacrônico, e certamente suscitará algumaestranheza da parte de um público acostumado a receber, sob o rótulo de\"crítica de cinema\", coisa inteiramente diversa. É que, quando eu tinhadezoito anos -há duas décadas e meia, e em outro Brasil -, não era pecadoescrever ensaios longos a respeito de um filme; não era pecado pensar, investigar, tentar aprofundar o sentido de um filme. Ensaios como este eram atoda a hora publicados na imprensa, e nós, jovens aficionados, tão logo terminava a sessão corríamos em busca das palavras sábias de Luís Francisco de Almeida Salles, de Paulo Emílio, de Guido Logger, de Alex Vianny; de todos quantos se dedicavam ao ofício de ajudar-nos a compreender a arte do cinema; ofício que hoje sofre o estigma da reprovação, a não ser quando exercido discretamente e dentro do gueto universitário. As páginas de crítica nos jornais são para outra coisa, e pensar em público tornou-se indecente. Lamento ferir o decoro: é que, decididamente, pertenço a outra época.  \nOlavo de Carvalho  \n******  \nI. Terror e piedade  \nO Silêncio dos Inocentes ( \"The Silence of the Lambs\") é bem mais do que o thriller habilmente realizado ou do que o drama passional que a crítica brasileira viu nele. Se toca tão intensamente o coração da platéia, é menos pelo fascínio macabro do tema, pela destreza quase alucinante da direção ou pelas interpretações memoráveis de Anthony Hopkins e de Jodie Foster do que pelo simbolismo profundo da sua fábula. Mesmo quando passedespercebido pela consciência do espectador, esse simbolismo não podedeixar de atingi-lo no âmago da sua condição humana, pela força de uma linguagem universal. Seu alcance simbólico eleva o filme de Jonathan Demme à categoria de grande obra de arte.  \nComo toda grande arte, este filme desencadeia conseqüências que se prolongam para muito além do gozo estético imediato, e reverberam em benefícios psicológicos de longa duração. Nunca, desde M, o Vampiro de Düsseldorf, de Fritz Lang, ou Vergonha, de Ingmar Bergman, esteve o cinema tão perto de realizar um intuito equiparável ao da tragédia grega, que, nas palavras de Aristóteles, era o de inspirar \"terror e piedade\", ou, mais precisamente, a piedade por meio do terror: purificar a alma do homem eincliná-lo ao bem pela visão do absurdo e do mal inerentes à ordem cósmica.  \nMas, para desfrutar plenamente dos ganhos que esta obra nos traz, é necessário ultrapassar o puro impacto estético da primeira hora e aprofundar uma consciência intelectual do seu significado. O educador que mostra eadverte, dirigindo a atenção do espectador para os pontos significativos e as estruturas profundas, prolonga assim e potencializa o trabalho do artista, abrindo os canais para o seu encontro com a alma do público. Essa seria, arigor, a tarefa da crítica. Não consigo conceber o crítico militante senão como uma espécie de educador, na li","cbCailqtTIYKghth","https://ap.wps.com/l/cbCailqtTIYKghth","pdf",384453,4,1,50,"Portuguese","pt",112,"# I. Terror e piedade\n## II. Uma pista falsa","[{\"question\":\"Qual é o ponto central da interpretação proposta para “O Silêncio dos Inocentes”?\",\"answer\":\"O texto sustenta que o filme vai além do thriller e do drama passional, pois seu valor decorre do simbolismo profundo da fábula, que atinge a condição humana pela força de uma linguagem universal.\"},{\"question\":\"Por que o autor relaciona o filme ao ideal aristotélico de “terror e piedade”?\",\"answer\":\"A obra é comparada a uma tragédia grega: o terror não é mero espetáculo, mas instrumento para conduzir à piedade, purificando a alma e orientando ao bem pela visão do absurdo e do mal na ordem cósmica.\"},{\"question\":\"O que o autor critica na reação da crítica nacional e qual seria a tarefa da crítica?\",\"answer\":\"Ele critica a redução da crítica a noticiário, padrões técnico-industriais ou sentimentos pessoais, argumentando que a crítica deve funcionar como educadora, direcionando a atenção para pontos significativos e estruturas profundas do 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