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A investigação aborda processos seletivos, práticas didático-pedagógicas, linguagem e programas de políticas afirmativas (que favorecem ou não) acesso e inclusão/permanência. Pesquisa bibliográfica e exploratória, qualitativo-interpretativista; desde 2014 o curso recebe alunos Apinayé. 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(2020) . O povo indígena Apinayé e o acesso à licenciatura em educação do campo da Universidade Federal do Tocantins: Algumas reflexões. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, 28(159). [https://doi.org/10.14507/epaa.28.4752](https://doi.org/10.14507/epaa.28.4752) Este artigo faz parte dodossiê especial, Educação e Povos Indígenas -Identidades em Construção e Reconstrução, editado por Juliane Sachser Angnes e Kaizo Iwakami Beltrão.  \nResumo: Este artigo objetiva discutir o acesso do povo indígena Apinayé1 ao curso de Licenciatura em Educação do Campo: Códigos e Linguagens-Artes e Música da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Campus de Tocantinópolis, Brasil, bem como dialogar com alguns teóricos contemporâneos (Brandão, 1983; Haesbaert, 2016; Lévi-Strauss, 1973; Nimuendajú, 1956; Santos, 1999) acerca da diversidade sociocultural no Estado do Tocantins. Para tanto, ainvestigação aborda aspectos de processos seletivos, práticas didático-pedagógicas, linguagem eprogramas de políticas afirmativas que (des)favorecem o acesso e inclusão/permanência desses  \n1 A grafia “Apinayé” foi escolhida para sistematizar este texto em virtude de seu recorrente uso na literatura atual. Alguns destes indígenas, inclusive, possuem em seus Registros Gerais (RG) o sobrenome“Apinagé” ou “Apinajé”. De acordo com a literatura, o nome da comunidade foi citado, pela primeira vez, na forma de “pinarés” e “pinagés”, passando, posteriormente, para Apinayé (Nimuendajú, 1956) .  \nestudantes na Universidade. A pesquisa é de natureza bibliográfica e exploratória, de abordagem qualitativo-interpretativista. Desde seu primeiro processo seletivo realizado em 2014, esse cursorecebe anualmente alunos ingressantes indígenas Apinayé . Os resultados da investigação mostram que, apesar de a UFT utilizar diferentes ações afirmativas como programas específicos para acolher e dar apoio aos estudantes indígenas e as atividades didático-pedagógicas implementadasem sala de aula no curso Licenciatura em Educação do Campo terem suas especificidades voltadas à formação dos povos do campo, tudo isso não tem sido o suficiente para garantir ainclusão/permanência dos indígenas nesse curso de graduação. E as maiores barreirasenfrentadas pelos Apinayé tem sido a língua portuguesa e a epistemologia da academia.  \nPalavras-chave: Educação do Campo; etnia Apinayé; políticas públicas; inclusão; permanência  \nThe Apinayé indigenous people and access to the Rural Education degree of the Federal University of Tocantins: Some reflections  \nAbstract: This paper aims to discuss the access of the Apinayé indigenous people to the Rural Education Degree: Codes and Languages-Arts and Music, at the Federal University of Tocantins (UFT), Tocantinópolis campus, state of Tocantins, Brazil, as well as to dialogue with some contemporary theorists (Brandão, 1983; Haesbaert, 2016; Lévi-Strauss, 1973; Nimuendajú, 1956; Santos, 1999) about socio-cultural diversity in the State of Tocantins. For that, the research addresses aspects of selection processes, didactic-pedagogical practices, language and affirmative policy programs that (do not) favor the access and inclusion/permanence of these students in the University. The research is of a bibliographical and exploratory nature, with a qualitativeinterpretative approach. 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