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Defende a necessidade de uma postura crítica e cuidadosa diante do caráter diverso da formação brasileira, construída pelo encontro de matrizes étnico-culturais indígena, europeia e africana. Para viabilizar o diálogo intercultural, propõe romper com a mentalidade colonial e adotar um paradigma que reconheça a alteridade indígena e fortaleça seu protagonismo. 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(2020) . Educação escolar indígena e intercultura: Um diálogo possível e necessário. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, 28(167) . [https://doi.org/10.14507/epaa.28.4755](https://doi.org/10.14507/epaa.28.4755) Este artigo faz parte do dossiê especial, Educação e Povos Indígenas -Identidades em Construção e Reconstrução, editado por Juliane Sachser Angnes e Kaizo Iwakami Beltrão.  \nResumo: Este texto tem como foco central discutir as questões relacionadas à educação escolarindígena no Brasil, bem como os pressupostos da interculturalidade para se pensa-la. Trata-se deuma pesquisa teórica, de cunho qualitativo. A Educação Escolar Indígena no Brasil hoje requer uma postura crítica e cuidadosa. O que hoje se denomina de Nação brasileira formou-se peloencontro de três grandes matrizes étnico-culturais: a Indígena, a Europeia e a Africana. Talconstatação nos remete a uma conclusão óbvia: qualquer proposta de educação que se pretendagenerosa e inclusiva precisa levar em consideração as questões relativas à diversidade cultural da sociedade brasileira. Para que esse diálogo intercultural aconteça se faz necessário romper com a mentalidade colonial. Precisamos de um paradigma de relacionamento que reconheça/respeite a  \nalteridade indígena e promova seu protagonismo (Castro, 2000) . A Lei de Diretrizes e Base (LDB) propõe um conjunto de orientações que, mesmo com fragilidades, se postas em prática, poderiam proporcionar um avanço nas políticas públicas no que tange à educação escolarindígena. O processo educativo nas comunidades indígenas – neste texto, traremos como exemplo o povo guarani – acontece através da troca de experiências, na construção de um saber coletivo, intermediada pelo Karaí. Propomos uma educação escolar indígena tomando comoponto de partida alguns fundamentos da interculturalidade, mediados pelo diálogo cooperativo. Palavras-chave: educação escolar indígena; interculturalidade; povo Guarani  \nIndigenous school education and interculturality: A possible and necessary dialogue Abstract: This text focuses on issues related to indigenous school education in Brazil, as well asthe assumptions of interculturality to think about it. This is a theoretical research, of a qualitative nature. Indigenous school education in Brasil today demands a critical and careful posture. What today is known as the Brazilian Nation was formed through the meeting of three ethnicalcultural origins: the Tupi-Guarani, the Portuguese and the African. Such confirmation refers to an obvious conclusion: any educational proposition that is intended as generous and inclusive needs to take into account the matters relative to the cultural diversity of the Brazilian society. For this intercultural dialogue to happen it is necessary to break with the colonial mentality. There must be a relationship paradigm that recognizes and respects the indigenous singularity and promotes its protagonism (Castro, 2000). The LDB proposes a group of guidelines that even with its frailties, if put to practice, could provide progress in the public policies about the indigenous school education. The educational progress in the indigenous communities– taking the Guarani as an example – happens through an exchange of experiences, building a collective knowledge, intermediated by the Karaí. 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