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O trabalho propõe “ler” o desenho como linguagem não-verbal, construída sobre um plano bidimensional e articulada plasticamente para produzir sentido. Em contraste com abordagens que exigem diálogo adulto-criança para decifração, defende-se que os significados estão na própria manifestação figurativizada, passível de análise por procedimentos topológicos, eidéticos e cromáticos.",{"@graph":59,"@context":116},[60,77,99],{"@type":61,"itemListElement":62},"BreadcrumbList",[63,68,71,74],{"item":64,"name":65,"@type":66,"position":67},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":69,"name":9,"@type":66,"position":70},"https://docshare.wps.com/pt/document/",2,{"item":72,"name":35,"@type":66,"position":73},"https://docshare.wps.com/pt/document/pesquisa-e-relatórios/",3,{"item":75,"name":55,"@type":66,"position":76},"https://docshare.wps.com/pt/document/semiotic-studies-no-1-2005-a-semiotic-look-at-the-various-ways-of-drawing-a-cube/138334/",4,{"url":75,"name":55,"@type":78,"image":79,"author":84,"headline":55,"publisher":87,"fileFormat":90,"inLanguage":53,"description":57,"dateModified":91,"datePublished":92,"encodingFormat":90,"isAccessibleForFree":93,"interactionStatistic":94},"DigitalDocument",{"url":80,"@type":81,"width":82,"height":83},"https://docshare.wps.com/thumbnails/semiotic-studies-no-1-2005-a-semiotic-look-at-the-various-ways-of-drawing-a-cube/138334.png","ImageObject",300,407,{"name":85,"@type":86},"\tJames","Person",{"url":64,"name":88,"@type":89},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-10-01","2026-08-23",true,{"@type":95,"interactionType":96,"userInteractionCount":98},"InteractionCounter",{"@type":97},"ViewAction",5,{"@type":100,"mainEntity":101},"FAQPage",[102,108,112],{"name":103,"@type":104,"acceptedAnswer":105},"Qual é o objetivo central do estudo sobre o desenho infantil?","Question",{"text":106,"@type":107},"Ler o desenho infantil como linguagem não-verbal, capaz de produzir sentido por sua própria manifestação figurativizada sobre uma superfície plana.","Answer",{"name":109,"@type":104,"acceptedAnswer":110},"Por que a pesquisa assume que os desenhos são “códigos em si mesmos”?",{"text":111,"@type":107},"Porque os significados estariam na própria configuração figurativa (iconizada), sem depender necessariamente do diálogo com um adulto intérprete para serem decifrados.",{"name":113,"@type":104,"acceptedAnswer":114},"Quais procedimentos a semiótica planar utiliza para analisar um desenho infantil?",{"text":115,"@type":107},"O estudo menciona procedimentos topológicos (localização no espaço), eidéticos (formas) e cromáticos (cores) para explicar como o desenho adquire o significado que apresenta.","https://schema.org",{"og:url":75,"og:type":118,"og:title":55,"og:site_name":88,"og:description":57},"article",{"robots":120,"canonical":75},"index,follow",{"doc_id":122,"site_id":52},138334,1787479275,{"code":4,"msg":5,"data":125},{"doc_id":122,"user_id":126,"nickname":85,"user_avatar":127,"doc_module":4,"category_id":34,"category_name":35,"doc_title":55,"doc_description":57,"doc_content":128,"file_id":129,"file_url":130,"file_type":131,"file_size":132,"view_count":98,"is_deleted":4,"is_public":67,"is_downloadable":67,"audit_status":67,"page_count":133,"language":134,"language_code":53,"site_id":52,"html_lang":53,"table_of_contents":135,"faqs":136,"seo_title":137,"seo_description":57,"update_tm":123,"read_time":138},2336474466412,"https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_155a257f0dc6eb9ab79c44ca47cae57d","Estudos Semióticos-número um (2005)  \nUm olhar semiótico sobre as várias maneiras de  \ndesenhar um cubo  \nAdriane Ribeiro Andalo TENUTA (UNESP, Bauru)  \nRESUMO: Tendo por base os estudos semióticos de Algirdas Julien Greimas e a Semiótica Plástica ou Planar desenvolvida por Jean-Marie Floch, que tem por objetoa imagem fixa manifestada sobre uma superfície bidimensional, tratamos de \"ler\" odesenho infantil como linguagem não-verbal, construída sobre um plano, articulada plasticamente, com o objetivo de produzir sentido.  \nPALAVRAS-CHAVE: Desenho infantil, linguagem, não-verbal, Semiótica.  \nABSTRACT: Based upon semiotic studies of Algirdas Julien Greimas and on Plastic Semiotics developed by Jean-Marie Floch, which deals with pictures on a plane, we try to \"read\" children's drawing as a non-verbal language, built over a plane, plastically articulated to produce meaning.  \nKEY-WORDS: drawing, childhood, language, non-verbal, Semiotics.  \n[www.fflch.usp.br/dl/semiotica/es](www.fflch.usp.br/dl/semiotica/es)  \nEstudos Semióticos-número um (2005) Tenuta, A. A. A.  \n1. Introdução  \nA presente pesquisa a respeito do desenho infantil seguiu o caminho inversoda teoria histórico-cultural defendida por FERREIRA (1998:16) a qual afirma que os desenhos infantis não podem ser considerados como códigos em si mesmos, poisnecessitam do diálogo entre a criança e o adulto intérprete como condição fundamental para serem decifrados, uma vez que os significados das figurações só podem ser explicitados por palavras. Ao contrário, tratamos de demonstrar que os desenhos são códigos em si mesmos, que podem ser decifrados, já que os significados estão na própria manifestação figurativizada (iconizada), enquanto linguagem não-verbal, impressa sobre uma superfície plana, como pretendem os estudos do Groupe µ e a semiótica planar ou pictural de Jean-Marie Floch.  \nÉ certo que toda criança desenha. Como os gestos, o choro, o riso e a fala, odesenho é a primeira forma gráfica de expressão e comunicação dos seres humanos. Ao desenhar, a criança, por volta de 3 anos de idade, começa a exercitar suahabilidade para categorizar tudo que está fora de seu corpo, deixando marcas (rabiscos, garatujas) sobre qualquer superfície plana. Conforme as palavras de ASSIS SILVA (1995:71-72), com este trabalho pretendemos apresentar o discursodesenhado pela criança, como uma instância simbólica, na qual encontram-se interligados, o mundo que ela vivencia, a capacidade de sentir e de categorizar (como ser humano) e a linguagem não-verbal do desenho.  \n2. A escolha pela semiótica de origem greimasiana  \nDurante o curso de Mestrado (2000/2002, UNESP/Bauru), dediquei-me ao estudo da semiótica de A. J. Greimas, porque me pareceu que essa teoria poderia responder indagações a respeito do como as crianças, através de desenhos, manifestam sua vivência, sensibilidade e conhecimento de mundo. Além disso, minha própria formação de professora de línguas, aposentada desde 1996, indicava ocaminho conhecido da Lingüística, na esteira de Ferdinand de Saussure, autor que embasa a semiótica greimasiana a partir da dicotomia significante vs significado.  \nDiferente da semiótica americana elaborada por Charles Sanders Peirce (1839-1914), que segue uma linha filosófica e lógica, segundo BERTRAND (2003:  \n15), a semiótica francesa se interessa pelo \"parecer do sentido\" e não pelo signoempírico e suas codificações. Na verdade, essa teoria procura desvendar \"o sentido que o signo suscita, articula e que o atravessa em suas relações estruturais, subjacentes e reconstruíveis, que produzem significação\":  \nPortanto, a semiótica greimasiana é uma metodologia de caráter científico que procura descrever as relações que podem ser encontradas sob os signos e entre os  \n[www.fflch.usp.br/dl/semiotica/es](www.fflch.usp.br/dl/semiotica/es)  \nEstudos Semióticos-número um (2005) Tenuta, A. A. A.  \nsignos, em busca de unidades significantes (interseções de relações), que subjazem à manifestação. 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