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O trabalho examina a veiculação da ciência nesses programas, discutindo como mitos e a fórmula “saber e poder” estruturam ficções e reforçam temores contemporâneos. A análise inclui o papel da televisão como mediação, com seleção, filtragem e recontextualização que alteram autoria e responsabilidade das informações, além do foco em crianças e adolescentes e do uso recorrente da figura do cientista.",{"@graph":59,"@context":116},[60,77,99],{"@type":61,"itemListElement":62},"BreadcrumbList",[63,68,71,74],{"item":64,"name":65,"@type":66,"position":67},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":69,"name":9,"@type":66,"position":70},"https://docshare.wps.com/pt/document/",2,{"item":72,"name":35,"@type":66,"position":73},"https://docshare.wps.com/pt/document/pesquisa-e-relatórios/",3,{"item":75,"name":55,"@type":66,"position":76},"https://docshare.wps.com/pt/document/science-and-power-in-the-symbolic-universe-of-animated-drawing-abstract-and-introduction/147874/",4,{"url":75,"name":55,"@type":78,"image":79,"author":84,"headline":55,"publisher":87,"fileFormat":90,"inLanguage":53,"description":57,"dateModified":91,"datePublished":92,"encodingFormat":90,"isAccessibleForFree":93,"interactionStatistic":94},"DigitalDocument",{"url":80,"@type":81,"width":82,"height":83},"https://docshare.wps.com/thumbnails/science-and-power-in-the-symbolic-universe-of-animated-drawing-abstract-and-introduction/147874.png","ImageObject",300,407,{"name":85,"@type":86},"Seraphina","Person",{"url":64,"name":88,"@type":89},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-09-29","2026-08-26",true,{"@type":95,"interactionType":96,"userInteractionCount":98},"InteractionCounter",{"@type":97},"ViewAction",5,{"@type":100,"mainEntity":101},"FAQPage",[102,108,112],{"name":103,"@type":104,"acceptedAnswer":105},"Como a televisão media as informações sobre ciência e tecnologia nos desenhos animados?","Question",{"text":106,"@type":107},"A televisão não produz as informações; faz uma mediação com seleção, filtragem, organização e distribuição. 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Apartir dessas constatações, este trabalho pretende ser um exercício reflexivo sobre a veiculaçãoda ciência em desenhos que primam pelo uso da violência como argumento narrativo.  \n“Pois é a brincadeira, e nada mais, que está na origem de todos os hábitos. Comer, dormir, vestir-se, lavar-se, devem ser inculcados nopequeno ser através de brincadeiras, acompanhadospelo ritmo de versose canções. É da brincadeira que nasce o hábito, e mesmo em sua formamais rígida o hábito conserva até ofim alguns resíduos da brincadeira. Os hábitos são formas petrificadas, irreconhecíveis, de nossa primeira felicidade e de nosso primeiro terror.  \n(Benjamin, 1993, p.253)  \nIntrodução  \nEntre os temas mais explorados pelos meios de comunicação de massa está aciência. Na junção imagem e texto, cinema e televisão têm na ciência um dos argumentos tanto para narrativas ficcionais como para discursos informativos. Através da televisãopode-se encontrar temas relativos à ciência em programas das mais diversas categorias. Desenhos animados, filmes de ficção científica feitos para cinema, noticiários etelerrevistas constituem os tipos mais comuns de categorias da grade de programação que se referem à ciência.  \nNo entanto, tanto em noticiários, telerrevistas, quanto em filmes ou desenhosanimados, a televisão não produz as informações sobre ciência e tecnologia que veicula, mas faz sua mediação. Essa mediação inclui seleção, filtragem, organização edistribuição de informações geradas em universidades e instituições de pesquisa. Neste processo, a informação televisada passa por reiteradas formatações, sendorecontextualizada antes de ser transmitida para o público.  \nEsse recontextualizar demonstra que, além de uma necessidade técnica inerenteao meio (o tempo é muito caro em televisão, tudo deve ser sintetizado), há nesse  \n1 Professora da FCS/UERJ. Doutoranda em Comunicação (ECA/USP) . Mestre em Ciência da Informação (IBICT/ECO/UFRJ). Especialista em Sociologia Urbana (IFCH/UERJ) . Jornalista e Relações Públicas.  \nprocesso um controle simbólico que é exercido sobre o que é veiculado. Além disso, com tantas formatações, as informações perdem sua autoria original. Afinal, quem é oautor das informações veiculadas: o editor, o repórter, o cientista ou o especialista que explica os termos técnicos? Cada um acrescenta dados e tem uma parcela de autoria eresponsabilidade.  \nUm público muito visado no que tange ao tema ciência são as crianças eadolescentes. Grande parte da programação que recorre a argumentos em ciência é voltada para eles. Os desenhos animados, por exemplo, fazem amplo uso da figura docientista.  \nA partir da pesquisa desenvolvida para a dissertação de mestrado, A ciência natelevisão: mito, ritual e espetáculo, foi possível detectar uma questão que extrapolava os limites do objeto estudado: o universo da ciência nos desenhos animados. 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