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Examina o problema se o nada pode ser algo, como inquilino da experiência e como objeto possível, confrontado com a incapacidade de um apelo ontológico. 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Araya, Thiago Satyr, Marcos Rizatto, Susane R. de Oliveira, Marcos Del Valle, Tati Lionço e Caio Couto Sampaio. Todos e todas que acompanharam minha graduação econtribuíram com conversas, provocações, sugestões e desgastes mentais.  \nRegistro também meu agradecimento e admiração aos professores envolvidos neste processo: Prof. Erick Lima e prof. Marcos Aurélio Fernandes, pelo apoio e comentários extremamente construtivos. Meu orientador, professor e amigo, Alexandre Costa-Leite, que tanto meauxiliou no desenvolvimento do presente estudo, propiciando um conhecimento que transformou a minha forma de pensar a ﬁlosoﬁa e a condição humana.  \nTalvez o sofrimento não tenha justiﬁcativa alguma, assim como a existência, em geral. A existência deveria existir? Há alguma razão no fato de existir? Ou a existência não teria outra razão senão uma imanente? A existência existe apenas como existência? O ser é apenas ser? Por que não admitirmosum triunfo ﬁnal do não ser, por que não admitirmosque a existência se encaminha para o Nada e oser para o não ser? Não seria o não ser a única realidade absoluta? Eis um paradoxo à altura do paradoxo deste mundo.  \n(E. M. Cioran)  \nResumo  \nO presente trabalho tem como intento reﬂetir sobre as concepções acerca “do”nada no pensamento ﬁlosóﬁco. Em síntese, o problema é: _Será (o) nada algo? Acusado como inquilino da experiência,(o) nada enquanto objeto possível esbarra na incapacidade de um apeloontológico. Assim, ao passo que conceber e representar algo envolve ter uma relação com o que é representado mediante a apreensão de uma particularidade, como podemos estabelecer umarelação constitutiva com o que não é e, ao que tudo indica, não existe? Será possível lidar com algo que carece de existência, representação e não se reduz ao essencial? Por este obstáculo, cogito pensar (o) nada amparado pela ideação da existência de objetos não existentes, buscando dissecar as razões que circunscrevem seu conceito, comumente apontado como contraditório ou mal formado. Tamanho esforço, uma vez voltado para a vivência de suas consequências, aclara oprofundo mal-estar que cinge a autocompreensão de nosso tempo e se manifesta enquanto niilismo. Isso signiﬁca que se (o) nada é tomado como algo e, consequentemente, como causa para a aniquilação de pressupostos metafísicos e morais, devemos também elucidar o que podemos saber sobre as estruturas intrínsecas a esse objeto. Portanto, essa escrita prende-se à inquirição eanálise do conceito de um objeto não existente, orbitando sobre (o) nada e seus encadeamentos, perscrutando a possibilidade de uma ontologia do não ser.  \nPalavras Chave: Nada, Ser, não ser, ontologia, verdade, realidade, niilismo, ceticismo, semântica, discurso, lógica.  \nSumário  \nIntrodução .................................. 7  \n1 Pressupostos .................................. 12  \n1.1 O Ser e o não ser (Parmênides) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16  \n1.2 O paradoxo do não ser (existenciais negativos) ............... 19  \n2 Em direção ao não ser ............................ 26  \n2.1 Intencionalidade e objetos não existentes .................. 33  \n2.","cbCaijsAcTOTsUJr","https://ap.wps.com/l/cbCaijsAcTOTsUJr","pdf",328930,65,"Portuguese","# Introdução\n# Pressupostos\n## O Ser e o não ser (Parmênides)\n## O paradoxo do não ser (existenciais negativos)\n# Em direção ao não ser\n## Intencionalidade e objetos não existentes\n## O acesso “ao” nada (semântica e operadores)\n### Mundos possíveis\n### Mundos impossíveis\n### Modalidade e noneísmo\n# O espectro do nada\n## Niilismo, devir e o retorno à Parmênides\n# Conclusão\n# Referências Bibliográficas","[{\"question\":\"Qual é o problema central investigado no trabalho sobre o nada?\",\"answer\":\"O texto investiga se o nada pode ser algo e como, enquanto objeto possível, enfrenta a incapacidade de sustentar um apelo ontológico.\"},{\"question\":\"Por que o trabalho relaciona o nada ao niilismo e ao mal-estar contemporâneo?\",\"answer\":\"Ao explorar as consequências da tentativa de tratar “o” nada como algo, a análise indica que se abre uma rachadura na autocompreensão do tempo, efetivando o niilismo.\"},{\"question\":\"Que aspecto do trabalho se dedica ao acesso “ao” nada?\",\"answer\":\"A seção “O acesso “ao” nada” aborda semântica e operadores, incluindo discussões sobre mundos possíveis, mundos impossíveis e modalidade e noneísmo.\"}]","REFLEXÕES SOBRE O NADA E O NÃO SER - Monografia | PDF",1791316087,100]