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A hipótese é explorada por análise comparativa de duas adaptações dos anos 1990: o filme Frankenstein de Mary Shelley (1994), de Kenneth Branagh, e o mangá Frankenstein (1994–1998), de Junji Ito. 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Exploramos a hipótese por meio da análise comparativa de duas adaptações dos anos 1990: o filme Frankenstein de Mary Shelley (1994), de Kenneth Branagh, e o mangá Frankenstein (1994-1998), de Junji Ito. Discute-se a relevância do romance de Shelley para o horror e sua presença na cultura pop, para então refletirmos sobre aconstrução da figura monstruosa por meio da chave da \"anormalidade\", conforme Tucherman (2012), Cohen (2007) e Foucault (2001) . A versão de Branagh é examinada por sua estética operística e leitura queer, refletindo ansiedades ocidentais. A de Ito é analisada a partir de conceitos da estética japonesa, como a valorização da sombra (Tanizaki, 2017) e a noção de Ma (Okano, 2013), que ressignificam o horror Gótico. As releituras preservam a essência subversiva e contra-hegemônica da obra original, contrapostas ao status quo Iluminista, revelando como diferentes culturas \"montam\" seus monstros paranegociar os limites do humano, comprovando a adaptabilidade do gótico (Botting, 2024) .  \nPalavras-chave: Cinema; gótico; horror; mangá; transposição.  \nRECREATING A MONSTER: SOCIAL CONSTRUCTS IN CONTEMPORARY  \nADAPTATIONS OF FRANKENSTEIN  \nABSTRACT: This article analyzes how Frankenstein's Creature functions as a social construct of monstrosity, reflecting the fears of each era. We explore this hypothesis through a comparative analysis of two 1990s adaptations: Kenneth Branagh's film Mary Shelley's Frankenstein (1994) and Junji Ito's manga Frankenstein (1994–1998). We discuss the relevance of Shelley's novel to horror and its presence in pop culture, and then reflect on the construction of the monstrous figure through the lens of\"abnormality,\" as defined by Tucherman (2012), Cohen (2007), and Foucault (2001) . Branagh's version is examined for its operatic aesthetic and queer interpretation, reflecting Western anxieties. Ito's work is analyzed through concepts of Japanese aesthetics, such as the valorization of shadow (Tanizaki, 2017) and the notion of Ma (Okano, 2013), which redefine Gothic horror. The reinterpretations preserve the subversive and counter-hegemonic essence of the original work, contrasting it with the Enlightenment  \n1 Doutorando em Comunicação pela UERJ. Mestre em Comunicação pela UERJ. Possui Licenciatura em Letras (Português/Literaturas) pela UFRJ. Brasileiro. Bolsista CAPES. E-mail: [luizsalvianof@gmail.com](luizsalvianof@gmail.com. ORCID:)[. ORCID:](luizsalvianof@gmail.com. ORCID:)[ ](luizsalvianof@gmail.com. ORCID:)[https://orcid.org/0009-0001-5558-9858](https://orcid.org/0009-0001-5558-9858. Curr)[.](https://orcid.org/0009-0001-5558-9858. Curr)[ Curr](https://orcid.org/0009-0001-5558-9858. Curr)ículo Lattes: [http://lattes.cnpq.br/2848998824048857](http://lattes.cnpq.br/2848998824048857) .  \n2 Doutorando em Comunicação pela UERJ. Bacharel em Jornalismo pelo Centro Universitário Carioca e Mestreem Comunicação pela UERJ. Brasileiro. Bolsista CAPES. E-mail: [bernardodibrum@gmail.com](bernardodibrum@gmail.com. ORCID:)[. ORCID:](bernardodibrum@gmail.com. ORCID:)[ ](bernardodibrum@gmail.com. ORCID:)[https://orcid.org/0000-0002-7940-0773](https://orcid.org/0000-0002-7940-0773. Curr)[. Curr](https://orcid.org/0000-0002-7940-0773. Curr)ículo Lattes: [https://lattes.cnpq.br/8881604524185552](https://lattes.cnpq.br/8881604524185552) .  \nstatus quo, revealing how different cultures \"assemble\" their monsters to negotiate the limits of the human, demonstrating the adaptability of the Gothic (Botting, 2024) .  \nKeywords: Adaptation; cinema; gothic; horror; manga.  \nIntrodução  \nDesde as criaturas mitológicas da anti","cbCaifpR1J31hian","https://ap.wps.com/l/cbCaifpR1J31hian","pdf",791282,22,"Portuguese","# Introdução\n## O monstro como significante cultural\n## Pedagogia do medo e controle social\n## Modernidade, Iluminismo e monstruosidade","[{\"question\":\"Como o artigo define o monstro e sua função cultural?\",\"answer\":\"O monstro é tratado como um significante cultural, funcionando como espelho de ansiedades, desejos e limites da sociedade e como lente para definir o estranho, o aberrante e o transgressor.\"},{\"question\":\"Quais fontes e perspectivas embasam a análise do construto social da monstruosidade?\",\"answer\":\"A discussão mobiliza autores como Foucault, Cohen e Tucherman para o eixo de “anormalidade”, além de referências históricas sobre medo, controle social e pedagogia do medo.\"},{\"question\":\"Que duas adaptações dos anos 1990 são comparadas no estudo?\",\"answer\":\"O artigo compara o filme Frankenstein de Mary Shelley (1994), de Kenneth Branagh, com o mangá Frankenstein (1994–1998), de Junji Ito, analisando suas leituras estéticas e culturais.\"}]","RECRIANDO UM MONSTRO: CONSTRUTOS SOCIAISEM RELEITURAS CONTEMPORÂNEAS DE FRANKENSTEIN | PDF",34]