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A análise recai sobre a edição nº 2 da coleção Spider-Man Fairy Tales (2007), tratada como caso de reorganização de formas narrativas associadas às tradições akan em registro super-heroico. 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Rodrigues  \nEditor-Gerente  \nIvaldo Marciano de França Lima  \nLEITURAS E RELEITURAS DE ANANSIEM SPIDER-MAN FAIRY TALES \\# 2  \nREADINGS AND RE-READINGS OF ANANSI IN SPIDERMAN FAIRY TALES NO. 2  \nRESUMO: Este artigo examina a representação de Anansi, personagem cuja presença em diferentes contextos textuais evisuais foi frequentemente condensada pela bibliografia ocidentalsob o rótulo genérico de “narrativas akan”. A análise recai sobre aedição nº 2 da coleção de histórias em quadrinhos Spider-Man Fairy Tales, publicada em 2007, tomada como um caso de reorganização de formas narrativas associadas às tradições akanem registro super-heroico. A análise parte da leitura conjunta de imagens e texto, com atenção à maneira como a HQ constrói, desde suas páginas iniciais, um Anansi sob a lógica do herói canônico da editora estadunidense Marvel - uma caracterizaçãodistinta do “deus-aranha” que emerge dos contextos originais akan e da diáspora africana nas Américas.  \nPALAVRAS-CHAVE: Anansi; Trickster Akan; Histórias em Quadrinhos; Marvel Comics; Spider-Man Fairy Tales.  \nABSTRACT: This article examines the representation of Anansi, a character whose presence in various textual and visual contexts has been condensed by Western bibliography under the generic label of “Akan narratives”. The analysis focuses on issue \\#2 of the comic book collection Spider-Man Fairy Tales, published in 2007, which is taken as a case study for the reorganization of narrative forms associated with Akan traditions within a superhero register. The analysis is based on a joint reading of images and text, with particular attention to how the comic book constructs, from its opening pages, an Anansi governed by the logic of the Marvel canon – a portrayal somewhat distinct from the “spider-god” that emerges from original Akan contexts and the African Diaspora.  \nKEYWORDS: Anansi; Akan Trickster; Comics; Marvel Comics; Spider-Man Fairy Tales.  \nLEITURAS E RELEITURAS DE ANANSI EM SPIDER-MAN FAIRY TALES \\# 2  \nLEITURAS E RELEITURAS DE ANANSI EM SPIDER-MAN FAIRY TALES \\# 2  \nMárcio dos Santos Rodrigues 1  \nIntrodução  \nSpider-Man Fairy Tales marca um momento singular da política editorial da Marvel Comics na segunda metade dos anos 2000, quando a editora estadunidense, a partir do contato controlado com tradições narrativas diversas, testou novos enredos e modos de reorganizar seu catálogo. Entre 2006 e 2008, X-Men Fairy Tales e Avengers Fairy Tales compuseram, ao lado da minissérie dedicada ao Homem-Aranha, um ciclo concebido sob a coordenação de C. B. Cebulski. A atuação deste editor-escritor, em trânsito entre funções criativas e diplomacia editorial, contribuiu para dar forma a esse experimento: antes de ocupar postos de maior visibilidade, Cebulski já acumulava experiência como editor associado, escritor freelance e articulador de parcerias com artistas do Japão, da Coreia do Sul e de países europeus.  \nFluente em japonês e inserido em redes profissionais que atravessavam convenções, estúdios e mercados asiáticos, Cebulski atuava como mediador cultural e, por isso mesmo, transitava entre códigos estéticos distintos. Chegou até a assinar roteiros sob o pseudônimo “Akira Yoshida”, estratégia que lhe permitiu publicar histórias inspiradas em tradições e estilos asiáticos sem que a autoria fosse imediatamente associada a um editor norte-americano ligado ao centro da indústria. 2 Esse contato explica por que a Marvel julgou oportuno lançar minisséries que revisitavam repertórios amplamente difundidos, desde fábulas europeias a narrativas dos continentes africano e asiático. A estratégia também pretendia atrair novos leitores por meio de formas narrativas reconhecíveis, mas filtradas pela lógica já sedimentada do gênero dos super-heróis. 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