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O estudo mobiliza referenciais do campo do letramento e autores que tematizam o território. A pesquisa, realizada em escola estadual no sistema prisional, utiliza observação de aulas e entrevistas com 12 sujeitos. 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F. de Souza  \nUniversidade Vale do Rio Doce-UNIVALE  \nBrasil  \nCitação: Souza, [W. J. de](W. J. de), & Souza, M. C. R. F de. (2019). Práticas de leitura em uma penitenciária masculina: Acesso, cerceamentos e sentidos. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, 27(51) .  \n[http://dx.doi.org/10.14507/epaa.27.4001](http://dx.doi.org/10.14507/epaa.27.4001)  \nResumo: Este artigo tem como objeto de preocupação a defesa da garantia do direito à educação para as pessoas em situação de aprisionamento e se propõe a discutir práticas deleitura de homens, alunos da Educação de Pessoas Jovens e Adultas, em uma penitenciária masculina. Como referencial teórico e analítico, mobilizam-se estudos do campo do letramento eautores que tematizam o território. O campo de pesquisa é uma escola estadual que funciona napenitenciária, e os dados foram coletados por meio de observação de aulas e entrevistas com 12 sujeitos. Foram identificados diferentes eventos de letramento dos quais os homens participam, mas convive-se na tensão entre a ampliação do acesso à leitura e os cerceamentos próprios daprisão. Nesses eventos, configuram-se práticas de letramento nas quais comparecem múltiplos sentidos, para além da possiblidade de remição de pena pela leitura, e a escola se configura naprisão como importante agência de letramento, ampliando o acesso à leitura desses sujeitos e dos outros homens presos que não frequentam as aulas. Os resultados apontam para a  \nPágina web: [http://epaa.asu.edu/ojs/ ](http://epaa.asu.edu/ojs/  Artigo recebido:)[ Artigo recebido:](http://epaa.asu.edu/ojs/  Artigo recebido:) 17/10/2018  \nFacebook: /EPAAA Revisões recebidas: 14/1/2019  \nTwitter: @epaa_aape Aceito: 20/2/2019  \nPráticas de Leitura em uma Penitenciária Masculina 2  \nnecessidade de fortalecimento do direito à educação nas prisões, para garantir-se efetivamente oacesso à escola e à leitura para as pessoas privadas de liberdade.  \nPalavras-chave: Educação de Jovens e Adultos; Leitura; Prisão  \nReading practices in a male penitentiary: Access, repression and senses  \nAbstract: This article has as a matter of concern the defense of the right to education to the people in situation of imprisonment, and it proposes to discuss practices of reading of men, students of the Education of Young and Adult People, in a masculine penitentiary. As a theoretical and analytical reference, studies of the field of literacy and authors focusing on territory are mobilized. The research field is a state school that functions in the penitentiary, and the data were collected through observation of classes and interviews with 12 subjects. Different literacy events have been identified in which men participate, but there is a tension between increasing access to reading and the limitations of the prison. These events constitute literacy practices in which multiple meanings appear, in addition to the possibility of remission of the sentence through reading, and the school is configured in prison as an important literacy agency, increasing the access to reading of these subjects and other men arrested and who do not attend classes. 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