[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"detail-sidebar-cat-0-pt-112":3,"doc-seo-347202-112":49,"doc-detail-347202-pt":123},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",[7,13,17,21,25,29,33,37,41,45],{"id":8,"doc_module":4,"doc_module_name":9,"category_name":10,"show_sort_weight":11,"slug":12},26,"Document","Contos e Romances",60,"story-novel",{"id":14,"doc_module":4,"doc_module_name":9,"category_name":15,"show_sort_weight":11,"slug":16},46,"Estilo de Vida","lifestyle",{"id":18,"doc_module":4,"doc_module_name":9,"category_name":19,"show_sort_weight":11,"slug":20},28,"Exames","exam",{"id":22,"doc_module":4,"doc_module_name":9,"category_name":23,"show_sort_weight":11,"slug":24},47,"Geral","general",{"id":26,"doc_module":4,"doc_module_name":9,"category_name":27,"show_sort_weight":11,"slug":28},29,"Histórias em Quadrinhos","comic",{"id":30,"doc_module":4,"doc_module_name":9,"category_name":31,"show_sort_weight":11,"slug":32},27,"Literatura","literature",{"id":34,"doc_module":4,"doc_module_name":9,"category_name":35,"show_sort_weight":11,"slug":36},32,"Pesquisa e Relatórios","research-report",{"id":38,"doc_module":4,"doc_module_name":9,"category_name":39,"show_sort_weight":11,"slug":40},33,"Religião e Espiritualidade","religion-spirituality",{"id":42,"doc_module":4,"doc_module_name":9,"category_name":43,"show_sort_weight":11,"slug":44},31,"Saúde e Cuidados","healthcare",{"id":46,"doc_module":4,"doc_module_name":9,"category_name":47,"show_sort_weight":11,"slug":48},45,"Tecnologia","technology",{"code":4,"msg":50,"data":51},"ok",{"site_id":52,"language":53,"slug":54,"title":55,"keywords":56,"description":57,"schema_data":58,"social_meta":116,"head_meta":118,"extra_data":120,"updated_unix":122},112,"pt","que-nos-torna-humanos-excerpt","Que Nos Torna Humanos - Excerto","","Excerto literário em português que narra, em tom reflexivo e por vezes poético, a história de Irene, uma mulher que reencontra entusiasmo após fazer cinquenta anos. Apresenta a crença de que os anjos existem como pessoas movidas pelo amor, introduzindo a personagem e o seu passado com Marce. O texto descreve a vida num alto apartamento em Madrid, a filosofia de “fugir do chão” e a relação entre tempo, dinheiro e ausência.",{"@graph":59,"@context":115},[60,77,98],{"@type":61,"itemListElement":62},"BreadcrumbList",[63,68,71,74],{"item":64,"name":65,"@type":66,"position":67},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":69,"name":9,"@type":66,"position":70},"https://docshare.wps.com/pt/document/",2,{"item":72,"name":10,"@type":66,"position":73},"https://docshare.wps.com/pt/document/contos-e-romances/",3,{"item":75,"name":55,"@type":66,"position":76},"https://docshare.wps.com/pt/document/que-nos-torna-humanos-excerpt/347202/",4,{"url":75,"name":55,"@type":78,"image":79,"author":84,"headline":55,"publisher":87,"fileFormat":90,"inLanguage":53,"description":57,"dateModified":91,"datePublished":92,"encodingFormat":90,"isAccessibleForFree":93,"interactionStatistic":94},"DigitalDocument",{"url":80,"@type":81,"width":82,"height":83},"https://docshare.wps.com/thumbnails/que-nos-torna-humanos-excerpt/347202.png","ImageObject",300,407,{"name":85,"@type":86},"Fans","Person",{"url":64,"name":88,"@type":89},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-09-23","2026-09-22",true,{"@type":95,"interactionType":96,"userInteractionCount":70},"InteractionCounter",{"@type":97},"ViewAction",{"@type":99,"mainEntity":100},"FAQPage",[101,107,111],{"name":102,"@type":103,"acceptedAnswer":104},"Quem é Irene e como começa a sua história neste excerto?","Question",{"text":105,"@type":106},"Irene é apresentada como um dos “anjos” que existem no mundo: homens e mulheres movidos pelo amor. A narrativa indica que a sua história começa na página seguinte e se desenvolve com a sua vida após mudanças pessoais.","Answer",{"name":108,"@type":103,"acceptedAnswer":109},"Qual era a relação de Irene com o marido, Marce?",{"text":110,"@type":106},"Marce, falecido, associava amor e cuidado ao trabalho, chamando irmãos aos empregados e defendendo uma forma peculiar de ver o mundo. Irene mantém a presença da influência dele nas escolhas e no modo como mede o tempo e interpreta a vida.",{"name":112,"@type":103,"acceptedAnswer":113},"Por que Irene se sente furiosa e confusa ao olhar para o dinheiro?",{"text":114,"@type":106},"O excerto sugere que os euros condensam toda a sua vida e despertam inveja e convicção aritmética. A fúria surge também pela ausência de Marce, ligando o dinheiro a uma escuridão interior e à pergunta sobre a falta dele na vida quotidiana.","https://schema.org",{"og:url":75,"og:type":117,"og:title":55,"og:site_name":88,"og:description":57},"article",{"robots":119,"canonical":75},"index,follow",{"doc_id":121,"site_id":52},347202,1790184574,{"code":4,"msg":5,"data":124},{"doc_id":121,"user_id":125,"nickname":85,"user_avatar":126,"doc_module":4,"category_id":8,"category_name":10,"doc_title":55,"doc_description":57,"doc_content":127,"file_id":128,"file_url":129,"file_type":130,"file_size":131,"view_count":70,"is_deleted":4,"is_public":67,"is_downloadable":67,"audit_status":67,"page_count":132,"language":133,"language_code":53,"site_id":52,"html_lang":53,"table_of_contents":134,"faqs":135,"seo_title":136,"seo_description":57,"update_tm":137,"read_time":138},5909892330395,"https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_6f874abed73319feea01a86fa6f0fab8","À Ana  \nNós,  \nque nos amamos tanto, temos de separar-nos,  \nnão me perguntes mais nada.  \nLos Panchos  \nPouco sabíamos sobre a vida dos anjos. Julgávamosque eram criaturas inventadas, mas não são. Os anjos existem, talvez discretamente. São homens e mulheres que passam por este mundo sem outro objetivo que não o amor.  \nSão esperançosos, sim.  \nMas são também mortais e vulgares.  \nDe uma vulgaridade excecional.  \nO facto de os anjos existirem é uma extraordinária notícia para o mundo.  \nTrazem beleza a este planeta.  \nUm desses anjos chama-se Irene, e a sua história começa na página seguinte.  \n1  \nA namorada do vento  \nContemplava uma nova face da vida: testa e lábiose maçãs do rosto e novos olhos de vida, e um sol radiante que iluminava tudo.  \nSentia-se como uma árvore, uma enorme árvore que, depois da passagem de um furacão, descobre novas raízes, grandes, fortes, raízes escondidas, força recém-descoberta. E essa força estivera sempre lá, à espera de ser chamada.  \nApesar de ter passado a semana inteira sozinha, Irene nunca se sentira tão entusiasmada como naqueles últimos dias. Acabava de fazer cinquenta anos, tinha assinado um pacto muito vantajoso com o seu corpo e avistara uma nova fronteira longe da sua alma, um novo país para ondeviajar com tanto entusiasmo quanto raiva.  \nRaiva, sim, uma raiva redonda como a lua.  \nQuando enviuvou, trespassou a loja de mobiliário, que tinha sido o grande negócio e ofício do marido, e decidiudescansar. Deixou os empregados numa boa posição financeira e depositou muito dinheiro na sua conta bancária. Porque Marce, o falecido marido, lhe dera essa tarefa: que os nossos empregados sejam felizes, eles são a nossa gente, os nossos irmãos e irmãs.  \nEra assim que ele falava, recorria àquela linguagemtão estranha, porque chamar irmãos aos empregadosera uma daquelas coisas típicas de Marce, uma das suas  \nformas peculiares de ver o mundo, porque, se não transformasse o mundo, se não o embelezasse, não conseguia ser feliz.  \nIrene possuía agora dois apartamentos em Madrid, um central, no Barrio de las Letras, de sessenta metros quadrados, e outro próximo de Chamartín, um apartamento de luxo de duzentos e cinquenta metros quadrados, um décimo quinto andar com terraço e dois lugares de estacionamento. O que mais lhes agradava era a altura, um último andar, não havia ninguém por cima deles. Em Madrid, não é comum construir-se edifícios altos.  \nMarce sempre lamentou essa carência.  \nQueria viver no alto, perto das nuvens, como os nova--iorquinos.  \nNão encontraram nenhum edifício mais alto que lhesagradasse e conformaram-se com aquele décimo quinto andar, que era bastante estimável. Marce adorava a Torre Picasso, mas nela só existiam escritórios de grandes empresas. Do décimo quinto andar podiam, pelo menos, vero horizonte.  \nTomavam o pequeno-almoço no terraço e observavama lonjura, embora sentissem sempre a falta de pelo menosmais vinte metros de altura, como se quisessem fugir do chão, sair de Madrid, a caminho das nuvens.  \nFugir do chão era uma forma de pensar, uma filosofia. Muitas vezes, quando acabavam de beber o café com leite, ficam ambos a olhar para o céu. Nas redondezas nãohavia nenhuma casa mais alta do que a deles, à sua frente tinham apenas espaço aberto, e neste preciso momento Irene lembra-se da desilusão de Marce por não ter conseguido encontrar um arranha-céus para poder viver novigésimo oitavo andar, longe da realidade das ruas e dos  \nautomóveis e das regras de trânsito e dos semáforos, ao ladodos pássaros, das aves que voam tão alto, dentro das nuvens, porque as nuvens podiam ter sido a sua casa.  \n«Não existem arranha-céus em Madrid», ouviu tantas vezes essa cantilena, porque dentro desse lamento pulsava uma forma de desobediência arquitetónica muito própriade Marce. E por vezes sentiram-se tentados a ir viver para Benidorm, porque por lá, sim, havia arranha-céus. As suaspalavras ressoavam: «Pensemos assim, se acabarmos por irviver para Benidorm, que será do nosso glamou","cbCais6nlVagZUc6","https://ap.wps.com/l/cbCais6nlVagZUc6","pdf",424056,36,"Portuguese","# A namorada do vento\n## Os anjos como criaturas humanas\n## Raiva, tempo e filosofia de altura\n## Dinheiro, símbolos e transformação","[{\"question\":\"Quem é Irene e como começa a sua história neste excerto?\",\"answer\":\"Irene é apresentada como um dos “anjos” que existem no mundo: homens e mulheres movidos pelo amor. A narrativa indica que a sua história começa na página seguinte e se desenvolve com a sua vida após mudanças pessoais.\"},{\"question\":\"Qual era a relação de Irene com o marido, Marce?\",\"answer\":\"Marce, falecido, associava amor e cuidado ao trabalho, chamando irmãos aos empregados e defendendo uma forma peculiar de ver o mundo. Irene mantém a presença da influência dele nas escolhas e no modo como mede o tempo e interpreta a vida.\"},{\"question\":\"Por que Irene se sente furiosa e confusa ao olhar para o dinheiro?\",\"answer\":\"O excerto sugere que os euros condensam toda a sua vida e despertam inveja e convicção aritmética. A fúria surge também pela ausência de Marce, ligando o dinheiro a uma escuridão interior e à pergunta sobre a falta dele na vida quotidiana.\"}]","Que Nos Torna Humanos - Excerto | PDF",1790065863,55]