[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-51768-pt":3,"doc-seo-51768-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":91},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},51768,549758146520,"Patrick","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/80002397d8c0411e94?_k=1775819394049821470",33,"Religião e Espiritualidade","A interpretação preliminar do dogma da Trindade","Texto de C. G. Jung (Obras completas, Volume XI/2) com nota preliminar sobre a origem e o propósito de uma conferência de 1940 na Eranos. Discute a reação dos leitores ao tratamento psicológico dos símbolos cristãos e a necessidade de evitar “dois pesos e duas medidas” diante de símbolos de outras tradições. Afirma que a investigação psicológica do dogma trinitário não visa reduzi-lo, pois símbolos com base arquetípica mantêm significação própria para a alma humana. Introduz o início de um percurso comparativo pré-cristão.","OBRAS COMPLETAS DE C. G. JUNG-VOLUME XI/2 INTERPRETAÇÃO PSICOLÓGICADO DOGMA DATRINDADE EDITORAVOZES. PETRÓPOLIS, 1979  \nNOTA PRELIMINAR  \n169 Esta pesquisa é o resultado de uma conferência que fiz na assembléia da Eranos em 1940, publicada sob o título de Zur Psychologie der Trinitätsidee (A respeito da Psicologia da Idéia da Trindade), constituindo nessa primeira forma um esboço de cuja necessidade de correção eu tinhaplena consciência. Por esta razão eu me senti como que na obrigação moral de voltar a esse tema, para dar-lhe um tratamento mais condigno à sua importância e valor.  \n170 Uma série de reações mostrou-me que meus leitores às vozes se chocam com a discussãopsicológica dos símbolos cristãos, mesmo quando esta discussão evita cuidadosamente tocar, de ummodo ou de outro, em seu valor religioso. Meus críticos talvez teriam muito pouco a objetar contra o tratamento psicológico dos símbolos budistas, cuja santidade também é indiscutível. Mas nestecaso não pode haver dois pesos e duas medidas. Por outro lado, eu me pergunto se não seria muito mais perigoso para os símbolos cristãos se fossem subtraídos ao âmbito da compreensão reflexiva ecolocados numa esfera inacessível ao entendimento humano. Infelizmente isto acontecefreqüentemente de modo que seu caráter irracional se transforma em ilogicidade chocante. A fé é um carisma que não é concedido a todos. Em compensação, o homem é dono de uma capacidade de pensar que pode se exercer sobre as coisas mais excelsas. Principalmente a atitude de Paulo, e deuma série de veneráveis mestres da Igreja, em relação ao modo de pensar acerca do mundo dossímbolos, não é o de uma defesa medrosa, como a de certos autores modernos. Tal temor epreocupação relativamente aos símbolos cristãos não constituem um bom sinal. Se esses símbolos representam uma verdade superior, da qual meus críticos provavelmente não duvidam, então uma ciência que procurasse aproximar-se de sua compreensão às apalpadelas, comportando-se imprudentemente, só poderia ser ridicularizada. Além disso, eu jamais tive a pretensão de enfraquecer o significado dos símbolos; pelo contrário, se deles me ocupei foi por estar convencidode seu valor psicológico. O homem que apenas crê e não procura refletir esquece-se de que é alguém constantemente exposto à dúvida, seu mais íntimo inimigo, pois onde a fé domina, alitambém a dúvida está sempre à espreita. Para o homem que pensa, porém, a dúvida é sempre bemrecebida, pois ela lhe serve de preciosíssimo degrau para um conhecimento mais perfeito e maisseguro. As pessoas que são capazes de crer deveriam ser mais tolerantes para seus semelhantes, quesó sabem pensar. A fé, evidentemente, antecipa-se na chegada ao cume que o pensamento procura atingir mediante uma cansativa ascensão. O crente não deve projetar a dúvida, seu inimigo habitual, naqueles que refletem sobre o conteúdo da doutrina, atribuindo-lhes intenções demolidoras. Se os antigos não tivessem refletido, não teríamos hoje o dogma trinitário. O caráter vivo e permanente do dogma indica-nos que, se de um lado ele é aceito pela fé, do outro, também pode ser objeto de reflexão. Por isso deveria ser motivo de alegria para o crente a circunstância de que outros procurassem subir ao monte onde ele já se acha instalado.  \n171 O fato de eu tomar justamente o mais sagrado dos símbolos, isto é, o dogma da Trindade, como objeto de uma investigação psicológica, constitui um empreendimento de cujos riscos estou plenamente consciente. Não disponho de um conhecimento teológico notável e, por isto, sob esteponto de vista, devo basear-me em exposições gerais, acessíveis a qualquer leigo. Entretanto, comonão alimento a menor pretensão de me aprofundar na metafísica da Trindade, devo contentar-me, quanto ao essencial, com a fórmula dogmática fixada pela Igreja, sem, no entanto, ver-me obrigado a discutir todas as complexas especulações metafísicas que a história reuniu em tomo desse dogma. Para a nossa indagação psicológica basta a versão mai","cbCaimbU8zjB84Jp","https://ap.wps.com/l/cbCaimbU8zjB84Jp","pdf",511293,3,1,49,"Portuguese","pt",112,"# Nota preliminar\n## Reações e critérios de interpretação psicológica\n## Riscos e limites do empreendimento\n# Paralelos pré-cristãos da ideia da Trindade\n## Babilônia","[{\"question\":\"Por que Jung retoma o tema da Trindade após uma conferência em 1940?\",\"answer\":\"A conferência, publicada com o título sobre a psicologia da ideia da Trindade, era um esboço que Jung reconhecia precisar de correção. Ele se sentiu moralmente obrigado a tratar o tema com mais adequação à sua importância e valor.\"},{\"question\":\"Qual é a posição de Jung sobre o tratamento psicológico dos símbolos cristãos?\",\"answer\":\"Jung afirma que não pretende enfraquecer o significado dos símbolos; busca expor seu valor psicológico. 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