[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37567-pt":3,"doc-seo-37567-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37567,2336464648322,"Aria","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/2200025388227c56fec?_k=1778556882303663488",26,"Contos e Romances","Memórias Póstumas de Brás Cubas","Memórias Póstumas de Brás Cubas apresenta a voz do narrador defunto Brás Cubas, que comenta a própria escrita e convida o leitor a julgá-la com liberdade. O texto contextualiza a publicação em folhetins na Revista Brasileira e registra correções feitas para a terceira edição, além de discutir a natureza ambígua da obra. No Prólogo e no “Ao Leitor”, a melancolia convive com a galhofa e o “pessimismo” torna-se marca distintiva. O Capítulo I inicia com o óbito do autor, datado em 1869, na chácara de Catumbi.","Memórias Póstumas de Brás Cubas  \nTexto-fonte:  \nObra Completa, Machado de Assis, Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1994.  \nPublicado originalmente em folhetins, a partir de março de 1880, na Revista Brasileira.  \nAo verme  \nque  \nprimeiro roeu as frias carnes  \ndo meu cadáver  \ndedico  \ncomo saudosa lembrança  \nestas  \nMemórias Póstumas  \nPrólogo da terceira edição  \nA primeira edição destas Memórias Póstumas de Brás Cubas foi feitaaos pedaços na Revista Brasileira, pelos anos de 1880. Postas maistarde em livro, corrigi o texto em vários lugares. Agora que tive de orever para a terceira edição, emendei ainda alguma coisa e suprimi duas ou três dúzias de linhas. Assim composta, sai novamente à luz esta obra que alguma benevolência parece ter encontrado no público.  \nCapistrano de Abreu, noticiando a publicação do livro, perguntava:“As Memórias Póstumas de Brás Cubas são um romance?” Macedo Soares, em carta que me escreveu por esse tempo, recordava amigamente as Viagens na minha terra. Ao primeiro respondia já odefunto Brás Cubas (como o leitor viu e verá no prólogo dele que vai adiante) que sim e que não, que era romance para uns e não o era para outros. Quanto ao segundo, assim se explicou o finado: “Tratase de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a formalivre de um Sterne ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo.” Toda essa gente viajou: Xavier de Maistre à roda do quarto, Garret na terra dele, Sterne na terra dos outros. De Brás Cubas se pode dizer que viajou à roda da vida.  \nO que faz do meu Brás Cubas um autor particular é o que ele chama“rabugens de pessimismo”. Há na alma deste livro, por mais risonho que pareça, um sentimento amargo e áspero, que está longe de virde seus modelos. É taça que pode ter lavores de igual escola, mas leva outro vinho. Não digo mais para não entrar na crítica de um defunto, que se pintou a si e a outros, conforme lhe pareceu melhor emais certo.  \nMachado de Assis.  \nAO LEITOR  \nQue Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinqüenta, nem vinte e, quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, naqual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umasaparências de puro romance, ao passo que a gente frívola não achará nele o seu romance usual; ei-lo aí fica privado da estima dos graves edo amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.  \nMas eu ainda espero angariar as simpatias da opinião, e o primeiroremédio é fugir a um prólogo explícito e longo. O melhor prólogo é o que contém menos coisas, ou o que as diz de um jeito obscuro etruncado. Conseguintemente, evito contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro mundo. Seria curioso, mas nimiamente extenso, e aliás desnecessário ao entendimento da obra. A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.  \nBrás Cubas.  \nCAPÍTULO PRIMEIRO / ÓBITO DO AUTOR  \nAlgum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio oupelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou aminha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: aprimeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que tambémcontou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre ","cbCaioW5E2cKKwNP","https://ap.wps.com/l/cbCaioW5E2cKKwNP","pdf",517329,1,140,"Portuguese","pt",112,"# Prólogo da terceira edição\n# Ao Leitor\n# Capítulo Primeiro / Óbito do Autor","[{\"question\":\"Quando foram publicadas originalmente as Memórias Póstumas de Brás Cubas?\",\"answer\":\"Foram publicadas originalmente em folhetins a partir de março de 1880, na Revista Brasileira.\"},{\"question\":\"O que o narrador diz sobre a natureza da obra (romance ou não)?\",\"answer\":\"A obra recebe respostas ambíguas: para alguns é romance e para outros não, sendo descrita como difusa e marcada por rabugens de pessimismo.\"},{\"question\":\"Como o Capítulo Primeiro começa e o que ele relata?\",\"answer\":\"O capítulo inicia pelo óbito do autor, informando que Brás Cubas expirou às duas horas da tarde de uma sexta-feira de agosto de 1869, na chácara de Catumbi.\"}]",1783052482,216,{"code":4,"msg":30,"data":31},"ok",{"site_id":24,"language":23,"slug":32,"title":13,"keywords":33,"description":14,"schema_data":34,"social_meta":85,"head_meta":87,"extra_data":89,"updated_unix":27},"posthumous-memoirs-of-bras-cubas","",{"@graph":35,"@context":84},[36,53,67],{"@type":37,"itemListElement":38},"BreadcrumbList",[39,43,47,50],{"item":40,"name":41,"@type":42,"position":20},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":44,"name":45,"@type":42,"position":46},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":48,"name":12,"@type":42,"position":49},"https://docshare.wps.com/pt/document/contos-e-romances/",3,{"item":51,"name":13,"@type":42,"position":52},"https://docshare.wps.com/pt/document/posthumous-memoirs-of-bras-cubas/37567/",4,{"url":51,"name":13,"@type":54,"author":55,"headline":13,"publisher":57,"fileFormat":60,"inLanguage":23,"description":14,"dateModified":61,"datePublished":61,"encodingFormat":60,"isAccessibleForFree":62,"interactionStatistic":63},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":56},"Person",{"url":40,"name":58,"@type":59},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-03",true,{"@type":64,"interactionType":65,"userInteractionCount":4},"InteractionCounter",{"@type":66},"ViewAction",{"@type":68,"mainEntity":69},"FAQPage",[70,76,80],{"name":71,"@type":72,"acceptedAnswer":73},"Quando foram publicadas originalmente as Memórias Póstumas de Brás Cubas?","Question",{"text":74,"@type":75},"Foram publicadas originalmente em folhetins a partir de março de 1880, na Revista Brasileira.","Answer",{"name":77,"@type":72,"acceptedAnswer":78},"O que o narrador diz sobre a natureza da obra (romance ou não)?",{"text":79,"@type":75},"A obra recebe respostas ambíguas: para alguns é romance e para outros não, sendo descrita como difusa e marcada por rabugens de pessimismo.",{"name":81,"@type":72,"acceptedAnswer":82},"Como o Capítulo Primeiro começa e o que ele relata?",{"text":83,"@type":75},"O capítulo inicia pelo óbito do autor, informando que Brás Cubas expirou às duas horas da tarde de uma sexta-feira de agosto de 1869, na chácara de Catumbi.","https://schema.org",{"og:url":51,"og:type":86,"og:title":13,"og:site_name":58,"og:description":14},"article",{"robots":88,"canonical":51},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":24}]