[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-52034-pt":3,"doc-seo-52034-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":92},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},52034,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","Filebo Platão","Diálogo platônico “Filebo” discute, a partir da tese sobre o prazer e o bem, a comparação entre vida dominada pelo prazer e vida guiada pela sabedoria. Sócrates conduz Protarco e Filebo a reexaminar a alegação de que todo bem consiste no prazer e no deleite, contrapondo a superioridade do saber, da inteligência, da memória e da opinião correta. O texto aprofunda a natureza dos prazeres, seus tipos e possíveis oposições, preparando a investigação filosófica sobre qual vida é mais vantajosa.","Versão eletrônica do diálogo platônico “Filebo”Tradução: Carlos Alberto Nunes  \nCréditos da digitalização: Membros do grupo de discussão Acrópolis (Filosofia)  \nHomepage do grupo: [http://br.egroups.com/group/acropolis/](http://br.egroups.com/group/acropolis/)  \nA distribuição desse arquivo (e de outros baseados nele) é livre, desde que se dê os créditos da digitalização aos membros do grupo Acrópolis e se cite o endereço da homepage do grupo no corpo do texto do arquivo em questão, tal como está acima.  \nFILEBO  \nI-Sócrates-Então vê, Protarco, em que consiste a tese de Filebo, cuja defesa vais fazer, etambém a nossa, que terás de contestar, no caso de não a aprovares. Queres que recapitulemos as duas?  \nProtarco-Perfeitamente.  \nSócrates-Ora bem: o que Filebo afirma, é que, para todos os seres animados, o bem consiste no prazer e no deleite, e tudo o mais do mesmo gênero. De nossa parte, defendemos oprincípio de que talvez não seja nada disso, mas que o saber, a inteligência, a memória e tudo o que lhes for aparentado, como a opinião certa e o raciocínio verdadeiro, são melhores e de mais valor que o prazer, para quantos forem capazes de participar deles, e que essa participação é o que há de mais vantajoso pode haver para os seres em universal, presentes e futuros. Não foramesses pontos, Filebo, mais ou menos, que cada um de nós defendeu?  \nFilebo -Isso mesmo, Sócrates; sem tirar nem pôr.  \nSócrates-E agora, Protarco, aceitas amparar a tese que te confiamos?  \nProtarco-Sou obrigado a aceitar, uma vez que o belo Filebo já cansou.  \nSócrates-Por todos os meios, haveremos de atingir a verdade nesse terreno.  \nProtarco-Sem dúvida.  \nII-Sócrates-Muito bem; acrescentemos ao que ficou dito mais o seguinte.  \nProtarco-Que será?  \nSócrates-A partir deste momento, cada um de nós se esforçará por demonstrar qual é o estado e a disposição da alma capaz de proporcionar vida feliz aos homens. Não é isso mesmo?  \nProtarco-Exato.  \nSócrates-Então, compete a vós ambos demonstrar que é o prazer; e a mim, a sabedoria.  \nProtarco-Perfeitamente.  \nSócrates-E se descobrirmos outro estado, superior a esses? No caso de revelar-se maisaparentado com o prazer, não será certeza ficarmos ambos vencidos pela vida reforçada comessa vantagem, mas que a vida do prazer levará a melhor, com relação a da sabedoria.?  \nProtarco -Isso mesmo.  \nSócrates-E se tiver maior afinidade com a sabedoria, esta é que vencerá o prazer, que acabará derrotado. Admites também esse ponto, ou não?  \nProtarco-Eu, pelo menos, admito.  \nSócrates-E tu, Filebo, o que me dizes?  \nFilebo-De meu lado, sou de opinião que, de todo o jeito, o prazer sairá vencedor; mas a ti, Protarco, é que compete decidir.  \nProtarco-Desde que nos transferiste a discussão, Filebo, perdeste o direito de concordar com Sócrates ou divergir dele.  \nFilebo-Tens razão; e assim, daqui em diante considero-me desobrigado de responder, para o que invoco o testemunho da própria deusa.  \nProtarco-Nós, também, juntamos ao teu o nosso testemunho, com respeito a essadeclaração. E agora, Sócrates, quer Filebo concorde, quer faça o que entender, procuremos desenvolver nossos argumentos até o fim.  \nIII-Sócrates-Sim, façamos isso mesmo, a começar pela própria divindade que, segundo Filebo, se chama Afrodite, mas cujo verdadeiro nome é Prazer.  \nProtarco-Certíssimo.  \nSócrates-Não é humano, Protarco, o medo que sempre revelo, com respeito aos nomes do Deuses; excede a toda espécie de temor; foi por isso que eu designei Afrodite da maneira mais do seu agrado. Quanto ao prazer, sei muito bem que é vário e múltiplo; e, uma vez que vamos começar por ele, conforme declaramos, compete-nos estudar, desde logo, sua natureza. Quando o ouvimos designar, parece único e muito simples; mas, em verdade, assume as mais variadas formas, que, de certo jeito, são totalmente dissemelhantes entre si. Atende ao seguinte: dizemosque o indivíduo intemperante sente prazer, como afirmamos a mesma coisa do temperante, pelofato de ser temperante, e ","cbCailw4aLiqGO4K","https://ap.wps.com/l/cbCailw4aLiqGO4K","pdf",153477,5,1,56,"Portuguese","pt",112,"# Filebo\n## Tese do prazer e recapitulação\n## Demonstração: prazer vs sabedoria\n## Natureza do prazer e distinções","[{\"question\":\"Qual é a tese de Filebo sobre o bem dos seres animados?\",\"answer\":\"Filebo sustenta que, para os seres animados, o bem consiste no prazer e no deleite, e que tudo o mais do mesmo gênero pertence a essa ordem.\"},{\"question\":\"Como Sócrates contrapõe a visão de Filebo e de Protarco?\",\"answer\":\"Sócrates defende que saber, inteligência, memória, opinião certa e raciocínio verdadeiro têm mais valor do que o prazer, e que sua participação traz a maior vantagem possível.\"},{\"question\":\"O diálogo trata todos os prazeres como iguais?\",\"answer\":\"Não. 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