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O artigo analisa como o “regime de exceção” do governo ditatorial pós-golpe de 1964 se conectou às práticas escolares. 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M., Simões, R. H. S., & Luiz, M. L. (2019) . Pessoas com deficiência na escola capixaba pós-1964: Questões da exceção. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, 27(67) .  \n[http://dx.doi.org/10.14507/epaa.27.4518](http://dx.doi.org/10.14507/epaa.27.4518)  \nResumo: No Brasil, nas décadas de 1950 a 1970, o termo “excepcional” definia pessoas com deficiência, em contraponto a um suposto ser humano “normal”. Por outro lado, denomina-se“regime de exceção” o governo ditatorial pós-golpe de 1964, contrapondo-se ao regime republicano democrático. A partir da análise de documentos legislativos, atas escolares, relatórios de Estágios de Treinamentos em Recursos Audiovisuais, propostas curriculares e do Diagnóstico da realidade deescolas de demonstração, este artigo indaga a produção dessas excepcionalidades e seus desdobramentos no atendimento escolar às pessoas com deficiência no estado do Espírito Santo no período ditatorial (1964-1985) . Nesse período, produziu-se um movimento bifronte: no ensinopúblico, a segregação de alunos ‘excepcionais’ -aparentemente sustentada por argumentos técnicopedagógicos-obscurecia fatores sociais e econômicos que condicionavam exclusões dentro e foradas escolas; na esfera privada, a criação de instituições filantrópicas desobrigava o estado do atendimento àqueles que demandavam apoios diferenciados no campo da educação. No primeiro  \nPágina web: [http://epaa.asu.edu/ojs/ ](http://epaa.asu.edu/ojs/  Artigo recebido:)[ Artigo recebido:](http://epaa.asu.edu/ojs/  Artigo recebido:) 17/02/2019  \nFacebook: /EPAAA Revisões recebidas: 17/04/2019  \nTwitter: @epaa_aape Aceito: 17/04/2019  \nPessoas com deficiência na escola capixabapós-1964 2  \ncaso, tratava-se de promover diagnósticos e soluções que abrangiam desde o domínio de recursos audiovisuais e técnicas de ensino pelos professores até a organização de turmas de acordo com“níveis” e “capacidades” de aprendizagem das crianças julgadas “excepcionais”. No segundo caso, negavam-se princípios básicos de cidadania.  \nPalavras-chave: Educação Especial; Espírito Santo; Ditadura Militar  \nPeople with disabilities in capixaba schools after 1964: Exception issues  \nAbstract: In Brazil, from the 1950s to 1970s, the term “exceptional” was used to define people with disabilities as a counterpoint to a so-called “normal” human being. On the other hand, the term “exception regime” defined the post-1964 coup dictatorial government, which opposed the democratic republican regime. Based on the analysis of legislative documents, school records, reports on training internships in audiovisual resources, curricular proposals and demonstration schools, this article investigates the production of these exceptionalities and their consequences in school attendance for people with disabilities in the state of Espírito Santo during the dictatorial period (1964-1985) . In this period, a bifronted movement was produced: in public education, the segregation of “exceptional” pupils-apparently supported by technicalpedagogical arguments-overshadowed social and economic factors that conditioned exclusions inside and outside of schools; in the private sphere, the creation of philanthropic institutions disobliged the state of the attendance to the ones who demanded differentiated educational support. 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