[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-51760-pt":3,"doc-seo-51760-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":91},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},51760,549758146520,"Patrick","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/80002397d8c0411e94?_k=1775819394049821470",33,"Religião e Espiritualidade","A Paciência","A obra apresenta uma reflexão religiosa sobre a diferença entre paciência verdadeira e paciência falsa, defendendo que a primeira nasce da graça de Deus e sustenta o fiel diante dos males com vistas à vida eterna. Desenvolve a natureza da paciência divina e sua incompreensibilidade humana, e contrasta a utilidade da paciência humana com os efeitos da impaciência, que agrava sofrimentos e leva à perda dos bens espirituais e da esperança futura. Aborda ainda a paciência dos ímpios, justificada por paixões viciosas, e critica a forma como a sociedade valoriza essa perseverança em vícios.","Santo Agostinho  \nAPACIÊNCIA  \nTradução de: Souza Campos, E . L . de  \nteodoro editor  \nNiterói – Rio de Janeiro – Brasil 2018  \nA Paciência  \nIntrodução  \nDiferença entre a verdadeira paciência e a falsa. Exortação à prática da verdadeira paciência, pelaqualsuportamos os males com vistas à vida eterna epor amor a Deus. Esta virtude não é obra das forças de nosso livre arbítrio, mas da graça de Deus.  \nCapítulo I – A paciência de Deus.  \n1. A força da alma, a virtude que leva o nome de paciência é um dom muito grande da prodigalidade divina, pois se exalta no próprio Deus essapaciência com a qual ele espera os maus até que eles se corrijam. Deus não pode sofrer, não pode padecer (a palavra paciência vem de padecer, sofrer) e, no entanto, Deus é paciente. Esta é uma daquelas verdades que acreditamos com um coração fiel e confessamos com a boca para nossa salvação.  \nMas, qual é a natureza, qual é a grandeza dessa paciência deum Deus que nãopadece, quenão é impaciente e que, pelo contrário, é a própria paciência? Isto é algo impossível de explicar através da linguagem humana. Sua paciência é, portanto, inefável;  \ncomo seu zelo, como sua cólera e seus outros sentimentos domesmo gênero. Elesnão sãonele, de forma alguma, como eles sãoem nós e não é assim que devemos imaginá-los. Assim como seu zelo é ciumento sem qualquer mistura de inveja, sua cólera é sem transtorno, sua piedade sem nenhuma dor, seu arrependimento é sem reparação de qualquer falta que elepossater cometido; assim, ele é paciente sem sofrer.  \nMas, vejamos apaciênciahumana; essavirtude que devemos compreender e praticar. Exponhamos no que ela consiste, na medida em que Deus nos permita fazê-lo e permita abrevidade deste texto.  \nCapítulo II – No que consiste a verdadeira paciência. Sua utilidade.  \n2. A paciência humana   eu digo a paciência verdadeira, louvável, aquela que merece o nome de virtude   consiste em suportar os males com constância de alma, com medo de que ainconstância de alma que gera a iniquidade nos faça abandonar osbens espirituais que são para nós os meios de chegar aos bens superiores. Segue-se daí que os impacientes, ao se recusarem a sofrer os males, não conseguem se livrar deles e acabam sofrendo  \nmales maiores. Os pacientes, pelo contrário, que preferem suportar o mal sem cometê-lo, do que cometê-los a não suportá-los, conseguemum duplo ganho: eles tornamos males que eles sofremmais leves através da paciência e escapam dos males mais graves que sofreriampor causa da impaciência. Além disso, eles evitam aperda dos grandes bens da eternidade, ao não sucumbirem sob o peso dos males passageiros do tempo. Pois, ossofrimentos da presente vida não têmproporção alguma com a glóriafutura que nos deve ser manestada 1 , como diz o Apóstolo. E também: A nossa presente tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona um peso eterno de glória incomensurável2.  \nCapítulo III – A dimensão da paciência dos  \niníquos.  \n3. Consideremos, meus caríssimos irmãos, tudo o que as pessoas suportam de trabalhos e dores por causa dos objetos de suas paixões viciosas, por coisas em que se é tão infeliz em desejar quanto se imagina ser feliz em possuir. A que perigos elas se expõem por causa de falsas riquezas! Que amarguras elas suportampor honras vãs! Que incrível paciência por satisfações pueris! Á -  \n1 Romanos 8: 18.  \n2 2 Coríntios 4: 17.  \nvidas de dinheiro, glória, depravações, nada lhes é custoso demais para lhes propiciar o que desejam e conservar o que adquiriram. O sol, a chuva, a graça, as ondas rugindo, o mar em fúria, a guerra, por mais dura e cheia de incertezas, golpes, lesões terríveis, ferimentos horríveis, elas suportam tudo sem serem impedidas pela lei da necessidade; elas enfrentam tudo com prazer e para seguir seus desejos culposos. E acreditam que todas essas loucuras são permitidas!  \nCapítulo IV – Os fúteis louvam essa paciência.  \nCom efeito, a avareza, a ambição, a luxúria e todo o cortejo dos divertimentos fúteis são reputados como coisas","cbCaiupR9mycej1O","https://ap.wps.com/l/cbCaiupR9mycej1O","pdf",964665,3,1,48,"Portuguese","pt",112,"# Introdução\n## Diferença entre paciência verdadeira e falsa\n# Capítulo I – A paciência de Deus\n## A natureza e a incompreensibilidade da paciência divina\n# Capítulo II – No que consiste a verdadeira paciência\n## Utilidade e ganhos espirituais\n# Capítulo III – A dimensão da paciência dos iníquos\n# Capítulo IV – Os fúteis louvam essa paciência\n# Capítulo V – Exemplos de paciência espantosa","[{\"question\":\"Qual é a diferença entre paciência verdadeira e paciência falsa?\",\"answer\":\"A paciência verdadeira sustenta o fiel para suportar os males com constância de alma, visando à vida eterna. 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