[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37553-pt":3,"doc-seo-37553-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37553,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","Os Deuses de Casaca de Machado de Assis","Texto dramático de Machado de Assis, com apresentação editorial e paratextos de organização do volume, incluindo informações de publicação original e dedicatória. O prólogo em verso alexandrino explica a origem e as condições de composição da comédia, destacando a intenção de evitar zombaria aos deuses do Olimpo e de construir uma sátira leve por meio de diálogos curtos. A peça é apresentada como comédia em ato único, com elenco formado por deuses em cena, culminando na abertura da Cena I com Mercúrio e Júpiter.","Texto-fonte:  \nTeatro de Machado de Assis, org. de João Roberto Faria, São Paulo: Martins Fontes, 2003.  \nPublicado originalmente pelo Tipografia do Imperial Instituto Artístico, Rio de Janeiro, 1866.  \nA  \nJosé Feliciano de Castilho Dedica este livrinho  \nO Autor  \nPERSONAGENS  \nPRÓLOGO  \nEPÍLOGO  \nJÚPITER  \nMARTE  \nAPOLO  \nPROTEU  \nCUPIDO  \nVULCANO  \nMERCÚRIO  \nO autor desta comédia julga-se dispensado de entrar em explanações literárias apropósito de uma obra tão desambiciosa . Quer, sim, explicar o como ela nasceu, eo seu pensamento ao escrevê-la. Foi há mais de um ano, quando alguns cavalheiros davam uns saraus literários, na rua da Quitanda, que o autor, convidado a contribuir para essas festas, escreveu Os deuses de casaca. Até então era o seu talentoso amigo Ernesto Cibrão quem escrevia as peças que ali se representavam . Um desastre público impediu a exibição de Os deuses de casacanaquela época, e em boa hora veio o desastre (egoísmo do autor!), porque a comédia, relida e examinada, sofreu correções, acréscimos, até ficar aquilo que foi habilmente representado no sarau da Arcádia Fluminense, em 28 de dezembrofindo, pelos mesmos cavalheiros dos antigos saraus, arcades omnes.  \nQue ela ficasse completa, não ousa dizê-lo o autor; mas ao menos está consignada a sua boa vontade.  \nUma das condições impostas ao autor desta comédia, e ao autor do Luís, era que nas peças não entrassem senhoras. Daqui vem que o autor não pôde como lhe pedia o assunto, fazer intervir as deusas do Olimpo no debate e na deserção dos seus pares. Os que conhecem estas coisas avaliarão a dificuldade de escrever uma comédia sem damas. Era menos difícil a Garrett e a Voltaire, pondo em ação as virtudes romanas e as lutas civis da república dispensar o elemento feminino. Mas uma comédia sem damas para entreter os convivas de uma noite, cujos limites eram uma variação de piano e o serviço de chá, é coisa mais fácil de ler que de fazer.  \nO autor não quis zombar dos deuses, não quis fazer rir os espectadores à custa  \ndos antigos habitantes do Olimpo. Esta declaração é necessária para avisaraqueles que, dando ao título da comédia uma errada interpretação, cuidarem que vão ler um quadro burlesco, à moda do Virgile travesti de Scarron .  \nUma crítica anódina, uma sátira inocente, uma observação mais ou menos picante, tudo no ponto de vista dos de uses, uma ação simplicíssima, quase nula, travada em curtos diálogos, eis o que é esta comédia.  \nO autor fez falar os seus deuses em verso alexandrino: era o mais próprio.  \nTem este verso alexandrino seus adversários, mesmo entre os homens de gosto, mas é de crer que venha a ser finalmente estimado e cultivado por todas as musas brasileiras e portuguesas. Será essa a vitória dos esforços empregados peloilustre autor das Epístolas à Imperatriz, que tão paciente e luzidamente tem naturalizado o verso alexandrino na língua de Garrett e de Gonzaga.  \nO autor teve a fortuna de ver os seus Versos a Corina, escritos naquela forma, bem recebidos pelos entendedores.  \nSe os alexandrinos desta comédia tiverem igual fortuna, será essa a verdadeirarecompensa para quem procura empregar nos seus trabalhos a consciência e ameditação.  \nRio, 1º de janeiro de 1866.  \nATO ÚNICO  \n( Uma sala, mobiliada com elegância e gosto; alguns quadros mitológicos. Sobre um consolo garrafas com vinho, e cálices) .  \nPRÓLOGO (entrando)  \nQuerem saber quem sou? O Prólogo. Mudado Venho hoje do que fui. Não apareço ornado Do antigo borzeguim, nem da clâmide antiga.  \nNão sou feio. Qualquer deitar-me-ia uma figa. Nem velho. Do auditório alguma ilustre dama, Valsista consumada aumentaria a fama, Se comigo fizesse as voltas de uma valsa. Sou o Prólogo novo. O meu pé já não calça O antigo borzeguim, mas tem obra mais fina:  \nDa casa do Campas arqueia uma botina.  \nNão me pende da espádua a clâmide severa, Mas o flexível corpo, acomodado à era, Enverga uma casaca, obra do Raunier.  \nUm relógio, um grilhão, luvas e pince-nez Completam o meu traje .  \nE ","cbCaidoRq2h3Nbjc","https://ap.wps.com/l/cbCaidoRq2h3Nbjc","pdf",157925,1,34,"Portuguese","pt",112,"# Prólogo\n## Cena I","[{\"question\":\"Como o prólogo descreve o estilo dos versos utilizados na comédia?\",\"answer\":\"O prólogo afirma que os deuses falam em verso alexandrino, justificando a adequação dessa forma e citando o trabalho anterior de naturalizar o alexandrino na língua portuguesa.\"}]",1783052433,52,{"code":4,"msg":30,"data":31},"ok",{"site_id":24,"language":23,"slug":32,"title":13,"keywords":33,"description":14,"schema_data":34,"social_meta":77,"head_meta":79,"extra_data":81,"updated_unix":27},"os-deuses-de-casaca-by-machado-de-assis","",{"@graph":35,"@context":76},[36,53,67],{"@type":37,"itemListElement":38},"BreadcrumbList",[39,43,47,50],{"item":40,"name":41,"@type":42,"position":20},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":44,"name":45,"@type":42,"position":46},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":48,"name":12,"@type":42,"position":49},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",3,{"item":51,"name":13,"@type":42,"position":52},"https://docshare.wps.com/pt/document/os-deuses-de-casaca-by-machado-de-assis/37553/",4,{"url":51,"name":13,"@type":54,"author":55,"headline":13,"publisher":57,"fileFormat":60,"inLanguage":23,"description":14,"dateModified":61,"datePublished":61,"encodingFormat":60,"isAccessibleForFree":62,"interactionStatistic":63},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":56},"Person",{"url":40,"name":58,"@type":59},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-03",true,{"@type":64,"interactionType":65,"userInteractionCount":4},"InteractionCounter",{"@type":66},"ViewAction",{"@type":68,"mainEntity":69},"FAQPage",[70],{"name":71,"@type":72,"acceptedAnswer":73},"Como o prólogo descreve o estilo dos versos utilizados na comédia?","Question",{"text":74,"@type":75},"O prólogo afirma que os deuses falam em verso alexandrino, justificando a adequação dessa forma e citando o trabalho anterior de naturalizar o alexandrino na língua portuguesa.","Answer","https://schema.org",{"og:url":51,"og:type":78,"og:title":13,"og:site_name":58,"og:description":14},"article",{"robots":80,"canonical":51},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":24}]