[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-40176-pt":3,"doc-seo-40176-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":87},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},40176,34359740700684,"Finn","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/1f400023980c374ae676?_k=1777273430885731487",27,"Literatura","As Veias Abertas da América Latina","Prefácio de Eduardo Galeano para a edição brasileira de “As veias abertas da América Latina”, apresentando a ideia central de que a história regional se renova sob a mesma lógica: a submissão ao mercado mundial. O texto denuncia a exportação de riquezas e a transformação de territórios em ruína — de ouro e prata a soja, celulose e automóveis — com devastação ambiental, concentração econômica e aumento da fome. Defende aprender com o passado e sustenta que a diversidade produtiva e a soberania alimentar são caminhos de liberdade.","PREFÁCIO À PRESENTE EDIÇÃO  \nEduardo Galeano  \nEste volume oferece uma nova versão brasileira de As veias abertas da América Latina.  \nEsta tradução, excelente trabalho de Sergio Faraco, melhora a nãomenos excelente tradução anterior, de Galeno de Freitas. E graças ao talentoe à boa vontade destes dois amigos, meu texto original, escrito há quarentaanos, soa melhor em português do que em espanhol.  \n*  \nO autor lamenta que o livro não tenha perdido atualidade. A histórianão quer se repetir – o amanhã não quer ser outro nome do hoje –, mas aobrigamos a se converter em destino fatal quando nos negamos a aprenderas lições que ela, senhora de muita paciência, nos ensina dia após dia.  \n*  \nSegundo a voz de quem manda, os países do sul do mundo devemacreditar na liberdade de comércio (embora não exista), em honrar a dívida (embora seja desonrosa), em atrair investimentos (embora sejam indignos) e em entrar no mundo (embora pela porta de serviço) .  \nEntrar no mundo: o mundo é o mercado. O mercado mundial, onde secompram países. Nada de novo. A América Latina nasceu para obedecê-lo, quando o mercado mundial ainda não se chamava assim, e aos trancos ebarrancos continuamos atados ao dever de obediência.  \nEssa triste rotina dos séculos começou com o ouro e a prata, e seguiucom o açúcar, o tabaco, o guano, o salitre, o cobre, o estanho, a borracha, o cacau, a banana, o café, o petróleo... O que nos legaram esses esplendores? Nem herança nem bonança. Jardins transformados em desertos, campos abandonados, montanhas esburacadas, águas estagnadas, longas caravanas  \nde infelizes condenados à morte precoce e palácios vazios onde deambulamos fantasmas.  \nAgora é a vez da soja transgênica, dos falsos bosques da celulose e do novo cardápio dos automóveis, que já não comem apenas petróleo ou gás, mas também milho e cana-de-açúcar de imensas plantações. Dar de comeraos carros é mais importante do que dar de comer às pessoas. E outra vez voltam as glórias efêmeras, que ao som de suas trombetas nos anunciam grandes desgraças.  \n*  \nNós nos negamos a escutar as vozes que nos advertem: os sonhos do mercado mundial são os pesadelos dos países que se submetem aos seus caprichos. Continuamos aplaudindo o sequestro dos bens naturais com que Deus, ou o Diabo, nos distinguiu, e assim trabalhamos para a nossa perdição e contribuímos para o extermínio da escassa natureza que nos resta.  \nExportamos produtos ou exportamos solos e subsolos? Salva-vidas dechumbo: em nome da modernização e do progresso, os bosques industriais, as explorações mineiras e as plantações gigantescas arrasam os bosques naturais, envenenam a terra, esgotam a água e aniquilam pequenos plantiose as hortas familiares. Essas empresas todo-poderosas, altamente modernizadas, prometem mil empregos, mas ocupam bem poucos braços. Talvez elas bendigam as agências de publicidade e os meios de comunicação que difundem suas mentiras, mas amaldiçoam os camponesespobres. Os expulsos da terra vegetam nos subúrbios das grandes cidades, tentando consumir o que antes produziam. O êxodo rural é a agrária reforma; a reforma agrária ao contrário.  \nTerras que poderiam abastecer as necessidades essenciais do mercado interno são destinadas a um só produto, a serviço da demanda estrangeira. Cresço para fora, para dentro me esqueço. Quando cai o preço internacional desse único produto, alimento ou matéria-prima, junto com o preço caem ospaíses que de tal produto dependem. E quando a cotação subitamente vai àsnuvens, no louco sobe e desce do mercado mundial, ocorre um trágico paradoxo: o aumento dos preços dos alimentos, por exemplo, enche os bolsos dos gigantes do comércio agrícola e, ao mesmo tempo, multiplica afome das multidões que não podem pagar seu encarecido pão de cada dia.  \n*  \nO passado é mudo? Ou continuamos sendo surdos?  \nAs veias abertas da América Latina nasceu pretendendo difundir informações desconhecidas. O livro compreende muitos temas, mas talvez nenhum deles tenha tanta atualidade como es","cbCainEvb4QMwFf2","https://ap.wps.com/l/cbCainEvb4QMwFf2","pdf",2497081,3,1,368,"Portuguese","pt",112,"# Prefácio à presente edição\n## Tradução e atualidade do texto\n## Liberdade de comércio, dívida e investimentos\n## Economia de exportação e devastação dos territórios\n## Monocultura, diversidade e soberania alimentar","[{\"question\":\"Como o prefácio relaciona a economia de exportação com a fome e a instabilidade?\",\"answer\":\"Quando a cotação do produto principal varia, os preços dos alimentos acompanham e geram um paradoxo: enriquecimento dos grandes agentes e agravamento da miséria das multidões.\"},{\"question\":\"Por que o prefácio afirma que a monocultura é “uma prisão” e a diversidade é “liberta”?\",\"answer\":\"A diversidade produtiva aparece como base para a independência real, conectada à soberania alimentar.\"}]",1783305463,567,{"code":4,"msg":31,"data":32},"ok",{"site_id":25,"language":24,"slug":33,"title":13,"keywords":34,"description":14,"schema_data":35,"social_meta":82,"head_meta":84,"extra_data":86,"updated_unix":28},"open-veins-of-latin-america","",{"@graph":36,"@context":81},[37,53,68],{"@type":38,"itemListElement":39},"BreadcrumbList",[40,44,48,50],{"item":41,"name":42,"@type":43,"position":21},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":45,"name":46,"@type":43,"position":47},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":49,"name":12,"@type":43,"position":20},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",{"item":51,"name":13,"@type":43,"position":52},"https://docshare.wps.com/pt/document/open-veins-of-latin-america/40176/",4,{"url":51,"name":13,"@type":54,"author":55,"headline":13,"publisher":57,"fileFormat":60,"inLanguage":24,"description":14,"dateModified":61,"datePublished":62,"encodingFormat":60,"isAccessibleForFree":63,"interactionStatistic":64},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":56},"Person",{"url":41,"name":58,"@type":59},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-14","2026-07-06",true,{"@type":65,"interactionType":66,"userInteractionCount":20},"InteractionCounter",{"@type":67},"ViewAction",{"@type":69,"mainEntity":70},"FAQPage",[71,77],{"name":72,"@type":73,"acceptedAnswer":74},"Como o prefácio relaciona a economia de exportação com a fome e a instabilidade?","Question",{"text":75,"@type":76},"Quando a cotação do produto principal varia, os preços dos alimentos acompanham e geram um paradoxo: enriquecimento dos grandes agentes e agravamento da miséria das multidões.","Answer",{"name":78,"@type":73,"acceptedAnswer":79},"Por que o prefácio afirma que a monocultura é “uma prisão” e a diversidade é “liberta”?",{"text":80,"@type":76},"A diversidade produtiva aparece como base para a independência real, conectada à soberania alimentar.","https://schema.org",{"og:url":51,"og:type":83,"og:title":13,"og:site_name":58,"og:description":14},"article",{"robots":85,"canonical":51},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":25},{"code":4,"msg":5,"data":88},[89,94,98,102,106,110,112,116,120,124],{"id":90,"doc_module":4,"doc_module_name":46,"category_name":91,"show_sort_weight":92,"slug":93},26,"Contos e Romances",60,"story-novel",{"id":95,"doc_module":4,"doc_module_name":46,"category_name":96,"show_sort_weight":92,"slug":97},46,"Estilo de Vida","lifestyle",{"id":99,"doc_module":4,"doc_module_name":46,"category_name":100,"show_sort_weight":92,"slug":101},28,"Exames","exam",{"id":103,"doc_module":4,"doc_module_name":46,"category_name":104,"show_sort_weight":92,"slug":105},47,"Geral","general",{"id":107,"doc_module":4,"doc_module_name":46,"category_name":108,"show_sort_weight":92,"slug":109},29,"Histórias em Quadrinhos","comic",{"id":11,"doc_module":4,"doc_module_name":46,"category_name":12,"show_sort_weight":92,"slug":111},"literature",{"id":113,"doc_module":4,"doc_module_name":46,"category_name":114,"show_sort_weight":92,"slug":115},32,"Pesquisa e Relatórios","research-report",{"id":117,"doc_module":4,"doc_module_name":46,"category_name":118,"show_sort_weight":92,"slug":119},33,"Religião e Espiritualidade","religion-spirituality",{"id":121,"doc_module":4,"doc_module_name":46,"category_name":122,"show_sort_weight":92,"slug":123},31,"Saúde e Cuidados","healthcare",{"id":125,"doc_module":4,"doc_module_name":46,"category_name":126,"show_sort_weight":92,"slug":127},45,"Tecnologia","technology"]