[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37551-pt":3,"doc-seo-37551-112":28},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":11,"language":21,"language_code":22,"site_id":23,"html_lang":22,"table_of_contents":24,"faqs":25,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":26,"read_time":27},37551,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","Obras Completas de Machado de Assis: Volume III","Índice e trechos poéticos do volume III das Obras Completas de Machado de Assis, publicado pela Nova Aguilar (1994) e originalmente em Poesias Completas (1901). O conteúdo reúne poemas como “O Desfecho”, “Círculo Vicioso”, “Uma Criatura”, “A Artur de Oliveira, Enfermo” e “Mundo Interior”, além de referências a autores como Edgar Allan Poe. Os textos exploram morte e vida, ciclos, delírio metafórico, contemplação moral e imagens intensas do mundo natural e interior, organizados por seções.","Texto-fonte:  \nObra Completa, Machado de Assis, vol. III, Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.  \nPublicado originalmente em Poesias Completas, Rio de Janeiro: Garnier, 1901.  \nÍNDICE  \nO DESFECHO  \nCÍRCULO VICIOSO  \nUMA CRIATURA  \nA ARTUR DE OLIVEIRA, ENFERMO  \nMUNDO INTERIOR  \nO CORVO  \nPERGUNTAS SEM RESPOSTA  \nTO BE OR NOT TO BE  \nLINDÓIA  \nSUAVE MARI MAGNO  \nA MOSCA AZUL  \nANTONIO JOSÉ  \nESPINOSA  \nGONÇALVES CRESPO  \nALENCAR  \nCAMÕES  \nJOSÉ DE ANCHIETA  \nSONETO DE NATAL  \nOS ANIMAIS ISCADOS DA PESTE  \nDANTE  \nA FELÍCIO DOS SANTOS  \nMARIA  \nA UMA SENHORA QUE ME PEDIU VERSOS  \nCLÓDIA  \nNO ALTO  \nO DESFECHO  \nPrometeu sacudiu os braços manietados E súplice pediu a eterna compaixão, Ao ver o desfilar dos séculos que vão Pausadamente, como um dobre de finados.  \nMais dez, mais cem, mais mil e mais um bilião, Uns cingidos de luz, outros ensangüentados. . . Súbito, sacudindo as asas de tufão,  \nFita-lhe a água em cima os olhos espantados.  \nPela primeira vez a víscera do herói,  \nQue a imensa ave do céu perpetuamente rói, Deixou de renascer às raivas que a consomem .  \nUma invisível mão as cadeias dilui;  \nFrio, inerte, ao abismo um corpo morto rui; Acabara o suplício e acabara o homem .  \nCÍRCULO VICIOSO  \nBailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:  \n— \"Quem me dera que fosse aquela loura estrela, Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!\"Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:  \n— \"Pudesse eu copiar o transparente lume, Que, da grega coluna à gótica janela, Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!\"Mas a lua, fitando o sol, com azedume:  \n— \"Mísera! tivesse eu aquela enorme, àquela Claridade imortal, que toda a luz resume!\"Mas o sol, inclinando a rútila capela:  \n— \"Pesa-me esta brilhante auréola de nume ... Enfara-me esta azul e desmedida umbela... Por que não nasci eu um simples vaga-lume?\"  \nUMA CRIATURA  \nSei de uma criatura antiga e formidável,  \nQue a si mesma devora os membros e as entranhas Com a sofreguidão da fome insaciável.  \nHabita juntamente os vales e as montanhas; E no mar, que se rasga, à maneira de abismo, Espreguiça-se toda em convulsões estranhas.  \nTraz impresso na fronte o obscuro despotismo; Cada olhar que despede, acerbo e mavioso, Parece uma expansão de amor e de egoísmo.  \nFriamente contempla o desespero e o gozo, Gosta do colibri, como gosta do verme, E cinge ao coração o belo e o monstruoso .  \nPara ela o chacal é, como a rola, inerme; E caminha na terra imperturbável, como Pelo vasto areal um vasto paquiderme.  \nNa árvore que rebenta o seu primeiro gomo Vem a folha, que lento e lento se desdobra, Depois a flor, depois o suspirado pomo.  \nPois essa criatura está em toda a obra:  \nCresta o seio da flor e corrompe-lhe o fruto; E é nesse destruir que as suas forças dobra.  \nAma de igual amor o poluto e o impoluto; Começa e recomeça uma perpétua lida, E sorrindo obedece ao divino estatuto. Tu dirás que é a Morte; eu direi que é a Vida .  \nA ARTUR DE OLIVEIRA, ENFERMO  \nSabes tu de um poeta enorme Que andar não usa  \nNo chão, e cuja estranha musa, Que nunca dorme,  \nCalça o pé, melindroso e leve, Como uma pluma, De folha e flor, de sol e neve, Cristal e espuma;  \nE mergulha, como Leandro, A forma rara  \nNo Pó, no Sena, em Guanabara  \nE no Escamandro;  \nOuve a Tupã e escuta a Momo, Sem controvérsia, E tanto ama o trabalho, como Adora a inércia;  \nOra do fuste, ora da ogiva, Sair parece;  \nOra o Deus do ocidente esquece Pelo deus Siva;  \nGosta do estrépito infinito,  \nGosta das longas Solidões em que se ouve o grito Das arapongas;  \nE, se ama o lépido besouro,  \nQue zumbe, zumbe, E a mariposa que sucumbe  \nNa flama de ouro,  \nVaga-lumes e borboletas, Da cor da chama,  \nRoxas, brancas, rajadas, pretas, Não menos ama  \nOs hipopótamos tranqüilos, E os elefantes, E mais os búfalos nadantes E os crocodilos,  \nComo as girafas e as panteras,  \nOnças, condores, Toda a casta de bestas-feras E voadores.  \nSe não sabes quem ele seja Trepa de um salto, Azul acima, onde mais alto A águia negreja;  \nOnde morre o c","cbCaig7S5JNBHiQk","https://ap.wps.com/l/cbCaig7S5JNBHiQk","pdf",107963,1,"Portuguese","pt",112,"# Índice\n## Seções do volume (poemas e textos)","[{\"question\":\"Qual é o conteúdo principal reunido no volume III?\",\"answer\":\"O volume III reúne um índice de poemas e textos literários, com trechos incluindo “O Desfecho”, “Círculo Vicioso”, “Uma Criatura”, “A Artur de Oliveira, Enfermo” e “Mundo Interior”.\"},{\"question\":\"Há alguma informação editorial sobre a edição apresentada?\",\"answer\":\"Constam referências editoriais indicando a Obra Completa, Machado de Assis, vol. 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