[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37545-pt":3,"doc-seo-37545-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37545,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","O Almada","Poema herói-cômico em oito cantos que celebra um episódio histórico ocorrido em 1659 no Rio de Janeiro: a devassa aberta por ordem do ouvidor-geral Pedro de Mustre Portugal após uma assuada sofrida pelo tabelião Sebastião Ferreira Freire, relacionada a personagens ligados ao prelado administrador Manuel de Sousa Almada. O texto explica a intenção literária de parodiar o tom e as proporções da épica, destacando contrastes entre causas e efeitos, além de justificar a presença de elementos históricos e invenções na composição.","O Almada  \nTexto-fonte:  \nPoesias Completas, Machado de Assis, W. M. Jackson, Rio de Janeiro, 1938.  \nPublicado originalmente em Outras Relíquias, Rio de Janeiro, Garnier, 1910.  \nÍNDICE  \nADVERTÊNCIA  \nCANTO PRIMEIRO  \nCANTO II  \nCANTO III  \nCANTO IV  \nCANTO V  \nCANTO VI  \nCANTO VII  \nCANTO VIII  \nO ALMADA  \nPoema herói-cômico em 8 cantos  \n(Fragmentos)  \nADVERTÊNCIA  \nO assunto deste poema é rigorosamente histórico. Em 1659, era prelado administrador do Rio de Janeiro o Dr. Manuel de Sousa Almada, presbítero do hábito de São Pedro. Um tabelião, por nome Sebastião Ferreira Freire, foi vítima de uma assuada, em certa noite, na ocasião em que se recolhia para casa. Queixando-se ao ouvidor-geral Pedro de Mustre Portugal, abriu este  \ndevassa, vindo a saber-se que eram autores do delito alguns fâmulos do prelado. O prelado, apenas teve notícia do procedimento do ouvidor, mandou intimá-lo para que lhe fizesse entrega da devassa no prazo de três dias, sob pena de excomunhão. Não obedecendo o ouvidor, foi excomungado na ocasião em que embarcava para a capitania do Espírito Santo. Pedro de Mustre suspendeu a viagem e foi à Câmara apresentar um protesto em nome do rei. Os vereadores comunicaram a notícia do caso ao governador da cidade, Tomé de Alvarenga; por ordem deste foram convocados alguns teólogos, licenciados, o reitor do Colégio, o dom Abade, o prior dos Carmelitas, o guardião dos Franciscanos, e todos unanimemente resolveram suspender a excomunhão do ouvidor e remeter todo o processo ao rei.  \nTal é o episódio histórico que me propus celebrar e que os leitores podem ver no tomo III dos Anais do Rio de Janeiro, de Baltasar da Silva Lisboa.  \nNo poema estão os principais elementos da história, com as modificações e acréscimos que é de regra e direito fazer numa obra de imaginação. Busquei o cômico onde ele estava: no contraste da causa com os seus efeitos, tão graves, tão solenes, tão fora de proporção. Dos personagens que entram no poema, uns achei-os na crônica (Almada, o tabelião, o ouvidor, o Padre Cardoso e o Vigário Vilalobos), outros são de pura invenção. Aos primeiros (excetuo Almada) não encontrando vestígios de seus caracteres e feições morais, forçoso me foi darlhes a fisionomia mais adequada ao gênero e à ação. Os outros foram desenhados conforme me pareceram necessários e interessantes.  \nNão é exagerada a pintura que faço do prelado administrador. Era ele, na verdade, homemirritadiço e violento, conquanto Monsenhor Pizarro no-lo dê por vítima de perseguição. Inimigosteria, decerto, e de tais entranhas, que uma noite lhe disparam contra a casa uma peça deartilharia. Verdade é que da devassa que então se fez resultou ter sido aquele ataque noturno preparado por ele mesmo com o fim de se dar por vítima do ódio popular. O juiz assim oentendeu e sentenciou, e o prelado foi compelido a pagar as custas da alçada e do processo. Monsenhor Pizarro pensa que isto foi ainda um lance feliz dos seus perseguidores. Pode ser; mas capaz de grandes coisas era certamente o Almada. Não tardou que recebesse ordem da corte para desistir do cargo, como se colhe de um documento do tempo citado nas Memórias Históricas, tomo VII.  \nObservei quanto pude o estatuto do gênero, que é parodiar o tom, o jeito e as proporções da poesia épica. No canto IV atrevi-me a imitar uma das mais belas páginas da antiguidade, oepisódio de Heitor e Andrômaca, na Ilíada. Homero e Virgílio têm servido mais de uma vez aos poetas herói-cômicos. Não falemos agora de Ariosto e Tassoni. Parodiou Boileau, no Lutrin, oepisódio de Dido e Enéias; Dinis seguiu-lhe as pisadas no diálogo do escrivão Gonçalves e suaesposa, e ambos o fizeram em situação análoga ao do episódio em que imitei a imortal cena de Homero.  \nNão se limitou Dinis à única imitação citada. Muitas fez ele da Ilíada, as quais não vi até hojeapontadas por ninguém, talvez por se não ter advertido nelas. Indicá-las-ei sumariamente.  \nUm dos mais engraçados episódios do Hissope, o da cerca dos capuchos, par","cbCaieefFy3l7BTt","https://ap.wps.com/l/cbCaieefFy3l7BTt","pdf",323227,1,54,"Portuguese","pt",112,"# ADVERTÊNCIA\n# CANTO PRIMEIRO\n# Canto II\n# Canto III\n# Canto IV\n# Canto V\n# Canto VI\n# Canto VII\n# Canto VIII","[{\"question\":\"Qual é o episódio histórico que fundamenta o poema?\",\"answer\":\"Em 1659, o tabelião Sebastião Ferreira Freire foi vítima de uma assuada durante a qual se recolhia para casa. Uma devassa conduzida pelo ouvidor-geral Pedro de Mustre Portugal levou a crer que havia envolvimento de fâmulos ligados ao prelado Manuel de Sousa Almada.\"},{\"question\":\"Por que o ouvidor foi excomungado e como o caso foi resolvido?\",\"answer\":\"O prelado mandou intimar o ouvidor para entregar a devassa em três dias, sob pena de excomunhão, e a não obediência resultou na excomunhão durante a partida do ouvidor para o Espírito Santo. 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