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O prefácio apresenta o contexto intelectual do autor, discutindo motivações, influências de autores e revistas, e a continuidade entre escolhas literárias e históricas. 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Titulo.  \nCDD-945  \n-133.4  \n09-00  \n-291.13  \n-306.4  \nlndices para catalogo sistemafico:  \n1.Feiticaria:0cuftismo 133.4  \n2.Ititia : Cultura : Historia.945  \n3.Mito ; Cultura;Soc10logia 306.4  \n4.Mitologia 291.13  \n5.Sinais·simbo108; Cu1tura;5oeiologia 306.4  \nCopyright ◎1986 Giulio Einaudi editore s.p. a., Torino  \nTítulo original:  \nMiti emblemi spie:morfologia e storia  \nCapa:  \nJoāo Baptista da Costa Aguiar  \nSobre O bibliotecário, de Giuseppe Arcimboldo  \nTraducāo das passagens em latim:  \nFernando Pio de Almeida Fleck  \nPreparacāo de originais:  \nMario Vilela  \nRevisao:  \nDenise Santos  \nGenulino Santos  \n1989  \nEditora Schwarcz Ltda.  \nRua Tupi,522  \n01233-Sao Paulo—SP  \nFones:(011)825-5286e66-4667  \nINDICE  \nPrefácio………………………………………………………………………………………7  \nFeiticaria e piedade popular:Notas sobre um processo mo-  \ndenense de 1519………………………………………………………………15  \nDe A.Warburg a E.H. Gombrich:Notas sobre um problema  \nde método ………………………………………………………………………………41  \nO alto e o baixo:O tema do conhecimento proibido nos sé-  \nculos xvI e xVII………………………………………………………………95  \nTiciano, Ovídio e os códigos da figuracāo erótica no século  \nXVI ………………………………………………………………………………………………119  \nSinais: Raizes de um paradigma indiciário……………………………143  \nMitologia germanica e nazismo: Sobre um velho livro de  \nGeorges Dumézil………………………………………………………………181  \nFreud, o homem dos lobos e os lobisomens…………………………207  \nNota bibliográfica ………………………………………………………………………219  \nNotas ………………………………………………………………………………………………………221  \n# PREFÁCIO\n\n1.Esta coletanea compreende textos publicados entre 1961e1984;o último é inédito.O subtítulo reflete preocupacoes re-centes,enfrentadas de modo explícito nos dois últimos ensaios.Hoje,a relacāo entre“morfologia”e “história”parece-me o fiocondutor(pelo menos parcial)de toda a série.Mas talvez o leitorache que estes textos com temas tǎo diversos tenham muito poucoem comum.  \nGostaria de justificar os critérios da escolha,esclarecendo ocontexto em que eles nasceram.Desculpo-me pelo caráter parcial-mente autobiográfico destas consideracōes.  \n2.Por volta da metade dos anos 50,eu lia romances;nemme ocorria a idéia de me tornar historiador,Lia também Lukács,impacientando-me com o modo como falava de Dostoievski eKafka.Pensava que gostaria de me dedicar a textos literários,subtraindo-me à aridez do racionalismo e aos pantanos do irracio-nalismo.Hoje,tal projeto,é claro,parece-me ingenuamente ambi-cioso;mas nāo poderia renegá-lo:ainda estou enredado nele.(Acontraposicāo entre racionalismo e irracionalismo reaparece noinício de“Sinais”,ensaio que pode ser lido como uma tentativade justificar em termos históricos e gerais um modo de fazerpesquisas.)  \nUma continuidade igualmente forte liga-me,apesar de tudo,às primeiras escolhas intelectuais relativamente autónomas (isto é,  \nnāo legitimadas imediatamente pelo ambiente familiar)feitas na-quela época.Croce e Gramsci(Croce lido através de Gramsci),Spitzer,Auerbach,Contini.São os autores apresentados naquelesmesmos anos pela revista Officina,que lembro ter folheado,a certaaltura,com intensa curiosidade.Nunca morri de amores por Paso-lini(exceto por alguns filmes seus),um dos animadores de Offici-na;hoje,porém,vejo claramente que o entrelacamento de popu-lismo e crítica estilística,típico da cultura italiana do final dos anos  \n50,constitui o pano de fundo de minhas primeiras pesquisas,acomecar pelo ensaio “Feiticaria e piedade popular”,aqui reprodu-zido.Posteriores encontros com pessoas e livros complicaram ","cbCaiv2Pqta7Arq0","https://ap.wps.com/l/cbCaiv2Pqta7Arq0","pdf",31509052,139,"Portuguese","# PREFÁCIO\n## Esta coletânea e seu fio condutor\n## Influências e continuidade intelectual\n## Feitiçaria, racionalismo e documentação histórica\n## Conexões interculturais e novos problemas\n# ÍNDICE\n## Feitiçaria e piedade popular: Notas sobre um processo modenense de 1519\n## De A. Warburg a E. H. Gombrich: Notas sobre um problema de método\n## O alto e o baixo: O tema do conhecimento proibido nos séculos XVI e XVII\n## Ticiano, Ovídio e os códigos da figuração erótica no século XVI\n## Sinais: Raízes de um paradigma indiciário\n## Mitologia germânica e nazismo: Sobre um velho livro de Georges Dumézil\n## Freud, o homem dos lobos e os lobisomens\n## Nota bibliográfica\n## Notas","[{\"question\":\"Qual é o fio condutor apresentado no prefácio da coletânea?\",\"answer\":\"O prefácio aponta a relação entre “morfologia” e “história” como fio condutor (pelo menos parcial) da série de textos.\"},{\"question\":\"Por que o autor se interessou pelos processos de feitiçaria?\",\"answer\":\"Para demonstrar que um fenômeno irracional (para alguns), atemporal e historicamente irrelevante, poderia ser analisado em chave histórica, de modo racional, mas não racionalista.\"},{\"question\":\"Como o prefácio relaciona racionalismo e irracionalismo ao estudo histórico?\",\"answer\":\"A leitura do “Mundo mágico” de De Martino e discussões internas levam o autor a superar a antítese ideológica entre racionalismo e irracionalismo na pesquisa concreta.\"},{\"question\":\"Que tipo de comparação intercultural aparece como novo problema nos ensaios?\",\"answer\":\"As crenças documentadas no Friul entre os séculos XVI e XVII apresentam semelhanças com ritos xamânicos siberianos, sugerindo uma conexão a ser abordada a partir de um ponto de vista.\"}]","Mitos, emblemas, sinais - Morfologia e história | PDF",214]