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A “Lei do meandro” é usada como metáfora para o percurso sinuoso e para a mediação entre forma e paisagem, conectando projeto urbano, território e geografia.",{"@graph":14,"@context":72},[15,34,55],{"@type":16,"itemListElement":17},"BreadcrumbList",[18,23,27,31],{"item":19,"name":20,"@type":21,"position":22},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":24,"name":25,"@type":21,"position":26},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":28,"name":29,"@type":21,"position":30},"https://docshare.wps.com/pt/document/pesquisa-e-relatórios/","Pesquisa e 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primeira visita ao Brasil em 1929, é fundador de uma hipótese plástica que formaliza a relação entre arquitetura e natureza dada pela curva como tônica do partido do projeto e não mais como instância compositiva de um esquemapurista ortogonal. O presente texto deseja apresentar uma leitura que refuta a postulaçãotão apregoada pela própria historiografia da arquitetura moderna, que assimila a plástica movimentada inerente aos exemplares paradigmaticos da arquitetura moderna brasileira, em sua maioria de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, com ruptura com os cânonesracionalistas das vanguardas. Poderíamos intuir que o processo de assimilação da liberdade plástica como instância de tensionamento entre forma e paisagem e aconseqüente adoção da noção de forma livre não deve ser considerado com privilégio deum ideário impregnado na arquitetura de Oscar Niemeyer.  \nA bordo do navio Lutétia, que o levava de volta a Europa de sua primeira experiência latino-americana em dezembro de 1929, Le Corbusier relata suas impressões sobre oterritório americano no texto Precisões: sobre um estado presente da arquitetura e do urbanismo. Em uma de suas passagens, Le Corbusier discorre sobre a “Lei do meandro”. Segue trecho do autor:  \nAqui está a “lei do meandro”:  \n“Desenho um rio. O objetivo é preciso: ir de um ponto a outro, rio ou idéia. Surge um incidente ínfimo – as incidências do espírito: na seqüência um pequeno cotovelo que mal se nota. A água desvia para a esquerdae faz com que a margem desmorone; de lá, por causa do incidente, a água desvia para a direita. Então alinha reta deixa de existir. À esquerda, à direita, sempre mais fundo, a água corrói, escava, causa desmoronamentos, cada vez mais alargada, a idéia reconhece o campo. A linha reta tornou-se sinuosa; aidéia está provida de incidentes. A sinuosidade caracteriza-se, o meandro se desenha (...) . O ímpeto inicialfoi respeitado: chegou-se ao objetivo final, mas através de que caminhos!”1 (LE CORBUSIER, 2004:143, grifo nosso)  \nLe Corbusier adota o percurso sinuoso de um rio como metáfora para justificar a formalivre como configuração mediadora entre arquitetura e lugar. A conseqüência mais  \neloqüente desse enfrentamento espontâneo entre o edifício e o território se traduz no plano urbanístico de Le Corbusier para a cidade do Rio de Janeiro - realizado nessamesma viagem de 1929 pelo continente americano-onde o contorno gestual das lâminas sinuosas, conseqüência da concordância entre curvas e retas, desenha o encontro daplissada topografia carioca com o mar, aglutinando em um mesmo gesto os projetos doobjeto e da cidade, fato que torna difuso o limite entre escalas da arquitetura e do urbanismo.  \nEssa noção de projeto de arquitetura urbana que rompe com o pragmatismo da trama ortogonal como campo invisível para a organização da forma, presente no projeto de Le Corbusier para a cidade do Rio de Janeiro, abre uma nova perspectiva para a relação entre forma e paisagem na arquitetura moderna brasileira ao fundir o aprendizado de quemespecula o território ainda desconhecido, agora visto de cima, à idéia de ocupação contundente e gestual, quase como uma nova “conquista” do continente a partir de um diálogo entre arquitetura e geografia.  \nA forma livre em Niemeyer deve ser compreendida como conseqüência de um exaustivoredesenho do legado purista de Le Corbusier, entretanto, devemos salientar que o novo grau de expressão formal resultante do franco diálogo homem/natureza, presente no projeto de arquitetura urbana concebido por Le Corbusier em 1929 no Rio de Janeiro (realizado sete anos antes do primeiro encontro com o arquiteto brasileiro) também deveser considerado como uma chave estética para a construção do ideário formal presente naprópria arquitetura de Ni","cbCaig7ZWVX0XTSr","https://ap.wps.com/l/cbCaig7ZWVX0XTSr","pdf",44666,7,"Portuguese","# Introdução: hipótese plástica e relação arquitetura-natureza\n## Plano urbanístico de Le Corbusier no Rio de Janeiro (1929)\n# A refutação historiográfica sobre a forma movimentada e a forma livre\n## Assimilação da liberdade plástica entre forma e paisagem\n# A “Lei do meandro” e a justificativa do percurso sinuoso\n## Metáfora do rio e incidências do espírito\n# Consequências para o projeto urbano e para a escala arquitetura/urbanismo\n## Encontro entre topografia carioca e mar\n# Diálogo com Niemeyer: legado purista e chave estética\n## Curva como nexo gráfico e formal com a paisagem\n# Experiência em território americano e tradição da percepção artística","[{\"question\":\"Qual é a tese central do texto sobre Le Corbusier e o Rio de Janeiro?\",\"answer\":\"O texto sustenta que o plano urbanístico de Le Corbusier para o Rio de Janeiro, formulado a partir de sua experiência em 1929, cria uma hipótese plástica que define a relação entre arquitetura e natureza pela curva e pelo percurso sinuoso do projeto.\"},{\"question\":\"Como o texto utiliza a “Lei do meandro” no argumento?\",\"answer\":\"A “Lei do meandro” é apresentada como metáfora para justificar a formalivre como configuração mediadora entre arquitetura e lugar, mostrando como incidentes fazem a linha reta deixar de existir e resultam no meandro.\"},{\"question\":\"Por que a “forma livre” em Niemeyer não deve ser entendida apenas como ruptura racionalista?\",\"answer\":\"O texto argumenta que a forma livre em Niemeyer deve ser vista como consequência de um redesenho do legado purista de Le Corbusier e como chave estética do diálogo entre homem e natureza, mediado pela interpretação moderna do território.\"}]","Projeto moderno e território americano - a arquitetura de uma nova paisagem | PDF",11]