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Apresenta autores e obras de referência, e detalha como a decupagem televisiva altera continuidade, elipses e cortes na construção das sequências.",{"@graph":14,"@context":73},[15,34,56],{"@type":16,"itemListElement":17},"BreadcrumbList",[18,23,27,31],{"item":19,"name":20,"@type":21,"position":22},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":24,"name":25,"@type":21,"position":26},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":28,"name":29,"@type":21,"position":30},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/","Literatura",3,{"item":32,"name":10,"@type":21,"position":33},"https://docshare.wps.com/pt/document/modern-comics-the-author-television-storyboarding/141523/",4,{"url":32,"name":10,"@type":35,"image":36,"author":41,"headline":10,"publisher":44,"fileFormat":47,"inLanguage":8,"description":12,"dateModified":48,"datePublished":49,"encodingFormat":47,"isAccessibleForFree":50,"interactionStatistic":51},"DigitalDocument",{"url":37,"@type":38,"width":39,"height":40},"https://docshare.wps.com/thumbnails/modern-comics-the-author-television-storyboarding/141523.png","ImageObject",300,407,{"name":42,"@type":43},"Aria Callaghan","Person",{"url":19,"name":45,"@type":46},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-10-03","2026-08-25",true,{"@type":52,"interactionType":53,"userInteractionCount":55},"InteractionCounter",{"@type":54},"ViewAction",5,{"@type":57,"mainEntity":58},"FAQPage",[59,65,69],{"name":60,"@type":61,"acceptedAnswer":62},"Por que as Graphic Novels passam a retratar o “caos” dos anos 80/90?","Question",{"text":63,"@type":64},"Porque ampliam e alteram a linguagem dos quadrinhos: multiplicam focos narrativos, densificam informações visuais e verbais e fragmentam a narrativa com tempos e pontos de vista sobrepostos.","Answer",{"name":66,"@type":61,"acceptedAnswer":67},"Como a Graphic Novel se diferencia das HQs tradicionais na forma de narrar?",{"text":68,"@type":64},"Nas HQs tradicionais, a trama tende à objetividade e resolve-se no final com papéis definidos. 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recebendoimagens de vários  \no CAOS  \nCom o surgimentodas Grafic Novels ou  \nRomances Gráficos,muitosdeles verdadeiras obras de arte,os quadrinhos passam a usar umaoutra linguagem,que retrata o caosdos anos 80/90.  \npaises do mundo via satelite,Adrian Veidt,personagem da Graphic Novel Watchmen,faz a seguinte observacão:“Um exótico mun-do visto apenas superficialmente.Essa entra-da simultanea me atrai como o equivalentecinético de uma pintura abstrata.pontosfluorescentes.significados em um caossemiótico,perdidos num mar de incoerencia.Transitórios e esquivos,devem ser entendidoscom rapidez.Animacão por computador per-meia até mesmo os sucrilhos no café da ma-  \n# Dos QUADRINHOSMoDERNOS\n\n\"...o paradoxal e o incompreenstvel nāomorrem,se encarados com alegria.Só semorre de tedio.Efelizmente as histórias emquadrinhos estão distantes dele”.FedericoFellini  \nde referencia,um inesperado mundo se tornagradualmente discernível dentro da mídia”.  \n## O AUTOR\n\nRoberto Elísio dos SantosDoutorando em Comunicacāo pelaECA-USP;professor da Faculdade deComunicação Social do Instituto Metodistade Ensino Superior-São Bernardo do Campo;jornalista;autor do livro Introducāo à Teoria daComunicaçāo.  \nnhã de um futuro alu-cinógeno.Os canaismusicais processaminfinitas representa-ções lineares...Estabe-lecidos esses pontos  \nA alta tecnologia,o aumento das fontes deinformacāo e a velocidade e intensidade comque são veiculadas as mensagens,antes tor-nam a realidade indiscernível que a explicam.  \nAlternativa as HQs de linha,os romancesgráficos incorporam os elementos e idéiastípicos dos anos 80.  \nContemporâneos dos videoclipes,da compu-tacão gráfica e do controle remoto(zap),estes quadrinhos de autor,com \"temáticaadulta”,investem na multiplicacão dos focosnarrativos,na densidade psicológica dos per-sonagens(que aumentam de número),naruptura da linguagem tradicional de HQ,navelocidade em que os fatos ocorrem e naquantidade de informacoes(visuais e ver-  \nbais)transmitidas ao leitor,contando compersonagens conhecidos(Batman,Homem-Aranha,Wolverine,Homem de Ferro,entreoutros),ou criando novos.  \nAntevisão de um tempo em que a ima-gem-fantasia (fragmentada,fascinante,hiper-real,agil,efemera e complexa)esti-mula sensaçoes no público entediado,satu-rado de informacoes e ansioso por signosmais intensos,o texto do roteirista AlanMoore acima reproduzido remete direta-mente à linguagem das Graphic Novels quesurgiram nos anos 80.  \nDe maneira diferente das HQs tradicionais,cuja trama se assemelha ao conto-forma denarracão normalmente objetiva;persona-gens com papéis definidos;situacão basicaresolvida no final -,a Graphic Novel apre-senta muitos plots e diferentes narradores.  \nE,por extensão,revela também a abran-gencia dos meios de comunicacão,na atua-lidade,que formam mosaicos intrincadoscujos detalhes se mostram mais e mais com-plicados.  \nEm Batman -0 Cavaleiro das Trevas,  \npor exemplo,os fatos são narrados,às ve-  \nzes até simultanea-mente,pelo próprioHomem Morcego,pe-lo comissario Gor-don,pelo mordomoAlfred,pela novaRobin (agora umaadolescente),por umanchormen,o“anco-ra”de TV,por qual-quer habitante deGotham City.Há,empoucos momentos,anarração referencial(feita em terceira pes-  \nWill Eisner  \n“Um contrato com Deus”,de Will Eisner,a primeira graphic-novel.  \nsoa,com o narrador ausente).Esta HQousada se passa em um futuro alternativo.  \nCom tantos narradores e pontos de vista,a narrativa se fragmenta -um fatoé mostradode formas diferentes ou muitos fatos sao mos-trados ao mesmo tempo,com acão alternada-o que causa o “caos”.  \nA narracão subjetiva faculta aos persona-gens desnudar seu íntimo,tornando cla-ras suas ambigiüidades,a ponto de desa-parecer a fronteira entre protagonistas eantagonistas  \n(como pode ser observado em Batman -0Cavaleiro das Trevas,Ronin eA PiadaMortal).Em alguns romances gráficos,apersonalidade dos personagens sofre tantas  \nalteracões que fica difícil 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