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Articulam-se a loucura e a herança colonial com memória, linguagem e espectros do passado, aproximando o Reino Unido e Portugal e examinando as tensões sociais através do texto “Violação”.",{"@graph":14,"@context":72},[15,34,55],{"@type":16,"itemListElement":17},"BreadcrumbList",[18,23,27,31],{"item":19,"name":20,"@type":21,"position":22},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":24,"name":25,"@type":21,"position":26},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":28,"name":29,"@type":21,"position":30},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/","Literatura",3,{"item":32,"name":10,"@type":21,"position":33},"https://docshare.wps.com/pt/document/london-images-in-the-1980s-in-maria-velho-da-costas-pink-map/214060/",4,{"url":32,"name":10,"@type":35,"image":36,"author":41,"headline":10,"publisher":44,"fileFormat":47,"inLanguage":8,"description":12,"dateModified":48,"datePublished":49,"encodingFormat":47,"isAccessibleForFree":50,"interactionStatistic":51},"DigitalDocument",{"url":37,"@type":38,"width":39,"height":40},"https://docshare.wps.com/thumbnails/london-images-in-the-1980s-in-maria-velho-da-costas-pink-map/214060.png","ImageObject",300,407,{"name":42,"@type":43},"Nguyễn Văn Học","Person",{"url":19,"name":45,"@type":46},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-10-01","2026-09-07",true,{"@type":52,"interactionType":53,"userInteractionCount":33},"InteractionCounter",{"@type":54},"ViewAction",{"@type":56,"mainEntity":57},"FAQPage",[58,64,68],{"name":59,"@type":60,"acceptedAnswer":61},"Qual é o binómio central usado para ler O Mapa Cor-de-Rosa?","Question",{"text":62,"@type":63},"A análise organiza-se em torno da relação interdependente entre violência e carência, tratadas como traços estruturantes de uma comunidade em crise.","Answer",{"name":65,"@type":60,"acceptedAnswer":66},"Como é que a obra liga o biográfico ao coletivo?",{"text":67,"@type":63},"Partindo do relato da autora residente em Londres nos anos 80, a leitura mostra que o mal-estar observável nas ruas e nos discursos ultrapassa o indivíduo e remete para o coletivo e para o seu espaço simbólico.",{"name":69,"@type":60,"acceptedAnswer":70},"Por que “Violação” é importante para a reflexão?",{"text":71,"@type":63},"O texto cronístico “Violação” funciona como base para desenvolver a reflexão sobre a correlação entre carência e violência, incluindo a perceção de crise e a vivência da interação social e do contrato social.","https://schema.org",{"og:url":32,"og:type":74,"og:title":10,"og:site_name":45,"og:description":12},"article",{"robots":76,"canonical":32},"index,follow",{"doc_id":78,"site_id":7},214060,1790065041,{"code":4,"msg":81,"data":82},"success",[83,88,92,96,100,104,107,111,115,119],{"id":84,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":85,"show_sort_weight":86,"slug":87},26,"Contos e Romances",60,"story-novel",{"id":89,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":90,"show_sort_weight":86,"slug":91},46,"Estilo de Vida","lifestyle",{"id":93,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":94,"show_sort_weight":86,"slug":95},28,"Exames","exam",{"id":97,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":98,"show_sort_weight":86,"slug":99},47,"Geral","general",{"id":101,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":102,"show_sort_weight":86,"slug":103},29,"Histórias em Quadrinhos","comic",{"id":105,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":29,"show_sort_weight":86,"slug":106},27,"literature",{"id":108,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":109,"show_sort_weight":86,"slug":110},32,"Pesquisa e Relatórios","research-report",{"id":112,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":113,"show_sort_weight":86,"slug":114},33,"Religião e Espiritualidade","religion-spirituality",{"id":116,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":117,"show_sort_weight":86,"slug":118},31,"Saúde e Cuidados","healthcare",{"id":120,"doc_module":4,"doc_module_name":25,"category_name":121,"show_sort_weight":86,"slug":122},45,"Tecnologia","technology",{"code":4,"msg":81,"data":124},{"doc_id":78,"user_id":125,"nickname":42,"user_avatar":126,"doc_module":4,"category_id":105,"category_name":29,"doc_title":10,"doc_description":12,"doc_content":127,"file_id":128,"file_url":129,"file_type":130,"file_size":131,"view_count":33,"is_deleted":4,"is_public":22,"is_downloadable":22,"audit_status":22,"page_count":132,"language":133,"language_code":8,"site_id":7,"html_lang":8,"table_of_contents":134,"faqs":135,"seo_title":136,"seo_description":12,"update_tm":137,"read_time":138},1374402739827,"https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/14000c97e7351f1a627?x-image-process=image/resize,m_fixed,w_180,h_180&k=1787885694763230660","110, Stapleton Hall Road: Imagens de Londres nos Anos 80 em O Mapa Cor de Rosa de Maria Velho da Costa  \nCláudia Capela  \n(ESEV, IPV/CEL, UTAD)  \nO  \nMapa Cor-de-Rosa, de Maria Velho da Costa, constitui um testemunho multifacetado de um tempo convulso. O relato da experiência da autora, residente em Londres nos anos 80, durante o governo de Margaret Thatcher, produz um retratocrítico da cidade, observando-a sob as noções de violência  \ne carência. Mais do que uma expressão isolada do individual, este binómio interdependente revela traços estruturantes de uma comunidade em crise, na qual o mal-estar se torna visível nas ruas e nos discursos, configurando uma paisagem de desamparo que ultrapassa  \no biográfico e remete para o coletivo e o seu espaço simbólico.  \nAnte estas circunstâncias, Maria Velho da Costa convocará aindaa noção de loucura, intertextualmente dialogante com o que apelida como “ouro literário da casa”, na evocação da Ofélia shakespearianae do nonsense aliciano. (Costa 199) Compreendida, assim, como consequência de um sistema alienante, segregador e autorreferencial, aloucura não se esgota na listagem de figuras tidas por marginais, epercorre as instituições, ilustrando tensões latentes entre a populaçãofragmentada e um governo centralizador, cujo discurso assenta numa forma de nostalgia imperial. Com o seu mapa, Maria Velho da Costa revisita criticamente as mitologias coloniais, desconstruindo-as,  \nREAP / JAPS 34  \nidentificando também paralelismos entre o Reino Unido e Portugal, antigos impérios confrontados com a erosão do seu lugar no mundo, e refletindo, por fim, sobre os espectros do passado que continuam aassombrar o presente. Neste contexto, a hantologie de Jacques Derrida oferece um quadro conceptual fecundo, já que analisa a persistência fantasmática do passado e a permanência das suas representações namoldagem de imaginários, identidades e políticas. (Derrida 2006) Deste modo, O Mapa Cor-de-Rosa propõe-se como um exercício de descodificação crítica dos fantasmas colonialistas, articulando memória e linguagem, bem como os seus efeitos. Mais do que a alteridadegenérica, é a reflexão sobre a herança colonial que estrutura o olharde Maria Velho da Costa, demonstrando, com atualidade, de que forma as mitologias nacionais colonialistas permanecem e ainda edificam os discursos culturais, a produção literária e as tensões sociais.  \nMaria Velho da Costa oferece-nos uma série de interrogações sobre os cenários londrinos dos anos 80. No texto – não delimitaremos OMapa Cor de Rosa como diário, carta, crónica, mas salientaremos a suadimensão dialógica, no imperativo de ser lido –, a autora sopesa, nas suas interpelações, as auto e hetero imagens de britânicos e portugueses no rescaldo dos seus mitos mais arreigados, nomeadamente o de império. Dados como aliados desde John of Gaunt e D. Fernando, nasua infinita différance, o Reino Unido e Portugal partilham, enquantocimentam a narrativa da aliança mais antiga do mundo, traços mitológicos similares, fundando um imaginário que materializa uma lei  \ntura comum quanto à ideia de carência e violência, como veremos.  \n“Violação” é o título do texto cronístico 1 de que partiremos para a reflexão em torno do binómio opositivo carência/violência. Esta correlação conclui-se da perceção de crise no seio de Londres, manifestana procrastinação relapsa do tempo: “A Primavera vem longe, muito longe, ou parece-o tanto – a neve, o gelo, e o degelo agudizaram aquia já crescente crise crónica”. (Costa 143) Por seu lado, também o  \n1. Como foi já mencionado, a delimitação de género textual não é o pretexto desta análise e embora aautora tenha cunhado a obra com o subtítulo “Cartas de Londres”, cremos que tal consignação tende, antes, a dialogar inevitavelmente com as Cartas de Inglaterra e Crónicas de Londres de Eça de Queirós.  \nESTUDOS / ESSAYS  \nexílio agudiza a sensação invernal. Comentando uma autoimagem comum dos portugueses, a sua condição de exilados, Maria Velho da Costa af","cbCaikPWSIp2d9VQ","https://ap.wps.com/l/cbCaikPWSIp2d9VQ","pdf",656286,24,"Portuguese","# Introdução\n## Violência e carência como binómio estruturante\n# Loucura, intertextualidade e instituições\n## Diálogo com Ofélia shakespeariana e nonsense aliciano\n# Descodificação crítica dos fantasmas colonialistas\n## Relações Reino Unido/Portugal e hantologie\n# Interrogações sobre os cenários londrinos\n## “Violação” e o contrato social falhado\n# Julgamento de Ripper e repetição da inferiorização\n## Pobreza, violência e contexto histórico-social\n# Crise em 1982 e cenários de degradação socioeconómica","[{\"question\":\"Qual é o binómio central usado para ler O Mapa Cor-de-Rosa?\",\"answer\":\"A análise organiza-se em torno da relação interdependente entre violência e carência, tratadas como traços estruturantes de uma comunidade em crise.\"},{\"question\":\"Como é que a obra liga o biográfico ao coletivo?\",\"answer\":\"Partindo do relato da autora residente em Londres nos anos 80, a leitura mostra que o mal-estar observável nas ruas e nos discursos ultrapassa o indivíduo e remete para o coletivo e para o seu espaço simbólico.\"},{\"question\":\"Por que “Violação” é importante para a reflexão?\",\"answer\":\"O texto cronístico “Violação” funciona como base para desenvolver a reflexão sobre a correlação entre carência e violência, incluindo a perceção de crise e a vivência da interação social e do contrato social.\"}]","Imagens de Londres nos Anos 80 em O Mapa Cor-de-Rosa de Maria Velho da Costa | PDF",1788773550,37]