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A análise articula correntes de interpretação do ícone peirceano, discutindo a iconicidade como semelhança em Christian Metz e em Gilles Deleuze, bem como a iconização como produção de diferença em Décio Pignatari. Por fim, examina blocos de Brás Cubas (1985) e Cleópatra (2007).",{"@graph":59,"@context":116},[60,77,99],{"@type":61,"itemListElement":62},"BreadcrumbList",[63,68,71,74],{"item":64,"name":65,"@type":66,"position":67},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":69,"name":9,"@type":66,"position":70},"https://docshare.wps.com/pt/document/",2,{"item":72,"name":35,"@type":66,"position":73},"https://docshare.wps.com/pt/document/pesquisa-e-relatórios/",3,{"item":75,"name":55,"@type":66,"position":76},"https://docshare.wps.com/pt/document/julio-bressane-and-cinematic-conversations-iconizations-of-the-verbal-sign/215155/",4,{"url":75,"name":55,"@type":78,"image":79,"author":84,"headline":55,"publisher":87,"fileFormat":90,"inLanguage":53,"description":57,"dateModified":91,"datePublished":92,"encodingFormat":90,"isAccessibleForFree":93,"interactionStatistic":94},"DigitalDocument",{"url":80,"@type":81,"width":82,"height":83},"https://docshare.wps.com/thumbnails/julio-bressane-and-cinematic-conversations-iconizations-of-the-verbal-sign/215155.png","ImageObject",300,407,{"name":85,"@type":86},"Himbo","Person",{"url":64,"name":88,"@type":89},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-09-22","2026-09-07",true,{"@type":95,"interactionType":96,"userInteractionCount":98},"InteractionCounter",{"@type":97},"ViewAction",5,{"@type":100,"mainEntity":101},"FAQPage",[102,108,112],{"name":103,"@type":104,"acceptedAnswer":105},"Qual é o foco central do artigo sobre os filmes de Julio Bressane?","Question",{"text":106,"@type":107},"O artigo investiga como as conversações nos filmes de Julio Bressane operam uma iconização do signo verbal, destacando devires visuais e sonoros presentes na fala cinematográfica.","Answer",{"name":109,"@type":104,"acceptedAnswer":110},"Como o texto articula diferentes teorias de iconicidade e ícone?",{"text":111,"@type":107},"A análise percorre interpretações do ícone peirceano, discutindo a iconicidade como semelhança em Christian Metz e Gilles Deleuze e a iconização como produção de diferença em Décio Pignatari.",{"name":113,"@type":104,"acceptedAnswer":114},"Que filmes são analisados e que aspectos das conversações são evidenciados?",{"text":115,"@type":107},"São examinados blocos cinematográficos de Brás Cubas (1985) e Cleópatra (2007), mostrando, respectivamente, a oralidade como gesto visual e o devir sonoro marcado pelo sotaque e por uma dicção desterritorializada.","https://schema.org",{"og:url":75,"og:type":118,"og:title":55,"og:site_name":88,"og:description":57},"article",{"robots":120,"canonical":75},"index,follow",{"doc_id":122,"site_id":52},215155,1788796008,{"code":4,"msg":5,"data":125},{"doc_id":122,"user_id":126,"nickname":85,"user_avatar":127,"doc_module":4,"category_id":34,"category_name":35,"doc_title":55,"doc_description":57,"doc_content":128,"file_id":129,"file_url":130,"file_type":131,"file_size":132,"view_count":98,"is_deleted":4,"is_public":67,"is_downloadable":67,"audit_status":67,"page_count":133,"language":134,"language_code":53,"site_id":52,"html_lang":53,"table_of_contents":135,"faqs":136,"seo_title":137,"seo_description":57,"update_tm":123,"read_time":138},687197100911,"https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/a000239b6f1da00475?x-image-process=image/resize,m_fixed,w_180,h_180&k=1785132997149421697","estudos semióticos  \n| Julio Bressane e as conversações cinematográficas: iconizações do signo verbal*\u003Cbr>Lennon Macedoi\u003Cbr>Bruno Leites ii |\n| --- |\n| Resumo: O texto busca descrever como as conversações cinematográficas dos filmes de Julio Bressane operam uma iconização do signo verbal. Tal iconizaçãorevela devires visuais e sonoros que povoam as palavras no cinema. Para tanto, desdobramos diferentes correntes de interpretação do ícone peirceano, perpassando a iconicidade como semelhança em Christian Metz e em Gilles Deleuze e a iconização como produção de diferença a partir de Décio Pignatari. Por fim, analisamos blocos cinematográficos dos filmes Brás Cubas (1985) e Cleópatra (2007), evidenciando que as iconizações visuais e sonoras da fala nãosobrevivem alheias a um processo de simbolização verbal das conversações, garantindo a continuidade da semiose no cinema.\u003Cbr>Palavras-chave: conversação cinematográfica; iconização; Julio Bressane. |\n|  |\n\n* DOI: [https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2025.237740](https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2025.237740) .  \ni Doutor em Comunicação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Professor na Associação de Pesquisas e Práticas em Humanidades e Pesquisador Visitante na Universidade da Beira Interior. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Semiótica e Culturas da Comunicação. Covilhã, Portugal. E-mail: lennon[macedo@hotmail.com](macedo@hotmail.com. ORCID:)[. ORCID:](macedo@hotmail.com. ORCID:) [https://orcid.org/0000-0002-3686-0550](https://orcid.org/0000-0002-3686-0550) .  \nii Doutor em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Professor do Departamento de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Semiótica e Culturas da Comunicação. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, RS, Brasil. E-mail: bruno. leites@ufrgs. br. ORCID: [https://orcid.org/0000-0003-](https://orcid.org/0000-0003-)[ ](https://orcid.org/0000-0003-)1736-1382.  \nIntrodução  \nB usca-se neste artigo compreender como as conversações nos filmes de  \nJulio Bressane operam uma espécie de iconização do verbal, de modo que  \nocorra uma desmontagem da palavra a partir da circulação de devires sonoros e visuais. Nossa hipótese é de que a conversação cinematográficapensada desde as iconizações do verbal não apenas se inscreve como uma singular operação semiótica, mas também obriga o conceito de ícone areconfigurar-se, a especificar-se a partir dos acontecimentos fílmicos, em especial aqueles extraídos dos filmes Brás Cubas (1985) e Cleópatra (2007) .  \nAs conversações em questão que estudamos tornam audiovisíveis essasiconizações. Em Brás Cubas (1985), há um trabalho sobre a oralidade como gesto visual, em que presenciamos conversas que não ouvimos, bem como inscrições verbais na tela que adquirem um caráter imagético. Já em Cleópatra (2007), é odevir sonoro que irrompe, especialmente no sotaque da personagem-título, quemodula o seu falar de forma a inserir um estrangeirismo desterritorializado nalíngua portuguesa.  \nMetodologicamente, separamos blocos cinematográficos que melhor expressam a ideia de iconização do verbal posta em cena por Bressane. Essesblocos são demarcados por timecode e ilustrados com uma figura que atente para o espaço da cena, mesmo em blocos em que o que está em jogo é umarelação entre o verbal falado e as sonoridades deste verbal. De todo modo, ocaminho da argumentação não se limita à imagem e almeja descrever fluxos semióticos de ordem verbivocovisual.  \n1. Abertura: o estranho falar de Cleópatra  \nFigura 1: Os sotaques de Cleópatra [00:56:19—1:00:16] .  \nFonte: Cleópatra (2007) .  \nCleópatra (Alessandra Negrini) recebe o general Marco Antônio (Bruno Garcia) em suas terras. Em ébrio diálogo (Figura 1), trocam afirmações sobre anatureza feminina de Dionísio, as distintas interpretações orientais e ocidentais da divindade e papeiam sobre a esposa do general. 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