[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37558-pt":3,"doc-seo-37558-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37558,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",26,"Contos e Romances","JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS Ressurreição","Ressurreição de Joaquim Maria Machado de Assis reúne advertências autorais e prólogos das edições de 1872 e da nova edição, refletindo sobre a intenção do livro, o papel da crítica e a responsabilidade do escritor. O texto expõe o desejo de uma expressão franca e justa, dialoga com a modéstia dos prólogos e discute como o tempo transforma a confiança. Em seguida, inicia-se o Capítulo Primeiro, ambientado no dia de Ano Bom, com a atmosfera marítima e a introspecção do Dr. Félix diante do futuro.","Texto-fonte:  \nObra Completa, Machado de Assis, Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1994.  \nPublicado originalmente pela Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1872.  \nADVERTÊNCIA DA NOVA EDIÇÃO  \nEste foi o meu primeiro romance, escrito aí vão muitos anos. Dado em nova edição, não lhe altero a composição nem o estilo, apenas troco dois ou três vocábulos, e faço tais ou quais correções de ortografia. Como outros que vieram depois, e alguns contos e novelas de então, pertence à primeira fase daminha vida literária.  \nM. DE A.  \n1905.  \nADVERTÊNCIA DA PRIMEIRA EDIÇÃO  \nNão sei o que deva pensar deste livro; ignoro sobretudo o que pensará dele oleitor. A benevolência com que foi recebido um volume de contos e novelas, que há dois anos publiquei, me animou a escrevê-lo. É um ensaio. Vai despretensiosamente às mãos da crítica e do público, que o tratarão com ajustiça que merecer.  \nA crítica desconfia sempre da modéstia dos prólogos, e tem razão. Geralmentesão arrebiques de dama elegante, que se vê ou se crê bonita, e quer assim realçar as graças naturais. Eu fujo e benzo-me três vezes quando encaro alguns desses prefácios contritos e singelos, que trazem os olhos no pó da suahumildade, e o coração nos píncaros da sua ambição. Quem só lhes vê osolhos, e lhes diz verdade que amargue, arrisca-se a descair no conceito do autor, sem embargo da humildade que ele mesmo confessou, e da justiça que pediu.  \nOra pois, eu atrevo-me a dizer à boa e sisuda crítica, que este prólogo não separece com esses prólogos. Venho apresentar-lhe um ensaio em gênero novo para mim, e desejo saber se alguma qualidade me chama para ele, ou se todas me faltam,— em cujo caso, como em outro campo já tenho trabalhado comalguma aprovação, a ele volverei cuidados e esforços. O que eu peço à crítica vem a ser — intenção benévola, mas expressão franca e justa. Aplausos, quando os não fundamenta o mérito, afagam certamente o espírito e dãoalgum verniz de celebridade; mas quem tem vontade de aprender e quer fazer alguma coisa, prefere a lição que melhora ao ruído que lisonjeia.  \nNo extremo verdor dos anos presumimos muito de nós, e nada, ou quase  \nnada, nos parece escabroso ou impossível. Mas o tempo, que é bom mestre, vem diminuir tamanha confiança, deixando-nos apenas a que é indispensável atodo o homem, e dissipando a outra, a confiança pérfida e cega. Com o tempo, adquire a reflexão o seu império, e eu incluo no tempo a condição do estudo, sem o qual o espírito fica em perpétua infância.  \nDá-se então o contrário do que era dantes. Quanto mais versamos os modelos, penetramos as leis do gosto e da arte, compreendemos a extensão daresponsabilidade, tanto mais se nos acanham as mãos e o espírito, posto que isso mesmo nos esperte a ambição, não já presunçosa, senão refletida . Estanão é talvez a lei dos gênios, a quem a natureza deu o poder quaseinconsciente das supremas audácias; mas é, penso eu, a lei das aptidões médias, a regra geral das inteligências mínimas.  \nEu cheguei já a esse tempo. Grato às afáveis palavras com que juízes benévolos me têm animado, nem por isso deixo de hesitar, e muito. Cada dia que passa me faz conhecer melhor o agro destas tarefas literárias,— nobres e consoladoras, é certo,— mas difíceis quando as perfaz a consciência.  \nMinha idéia ao escrever este livro foi pôr em ação aque le pensamento de Shakespeare:  \nOur doubts are traitors,  \nAnd make us lose the good we oft might win, By fearing to attempt.  \nNão quis fazer romance de costumes; tentei o esboço de uma situação e ocontraste de dois caracteres; com esses simples elementos busquei o interesse do livro. A crítica decidirá se a obra corresponde ao intuito, e sobretudo se ooperário tem jeito para ela.  \nÉ o que lhe peço com o coração nas mãos.  \nM. A.  \n1872.  \nCAPÍTULO PRIMEIRO / NO DIA DE ANO BOM  \nNaquele dia,— já lá vão dez anos!— o Dr. Félix levantou-se tarde, abriu ajanela e cumprimentou o sol. O dia estava esplêndido; uma fresca bafagem do mar vinha quebrar um pouco os ardores do","cbCairgn9PTla0Ly","https://ap.wps.com/l/cbCairgn9PTla0Ly","pdf",339414,1,80,"Portuguese","pt",112,"# Advertência da nova edição\n# Advertência da primeira edição\n# Capítulo Primeiro / No dia de Ano Bom","[{\"question\":\"Qual é a proposta do autor ao apresentar o ensaio no prólogo?\",\"answer\":\"O autor declara a intenção de oferecer um ensaio em gênero novo para ele e solicita à crítica intenção benévola, mas expressão franca e justa.\"},{\"question\":\"Por que o autor menciona a desconfiança da crítica em relação a prólogos modestos?\",\"answer\":\"Ele sustenta que muitos prólogos carregam ambição disfarçada e podem rebaixar o conceito do escritor; por isso defende um prólogo que não se confunda com aqueles contritos e singelos.\"},{\"question\":\"O que acontece no início do Capítulo Primeiro em “No dia de Ano Bom”?\",\"answer\":\"O Dr. Félix levanta-se tarde, observa o sol e o cenário do dia esplêndido, com o mar e aves na vizinhança, e depois passa da contemplação ao gesto de tédio, seguindo para o almoço.\"}]",1783052456,123,{"code":4,"msg":30,"data":31},"ok",{"site_id":24,"language":23,"slug":32,"title":13,"keywords":33,"description":14,"schema_data":34,"social_meta":85,"head_meta":87,"extra_data":89,"updated_unix":27},"joaquim-maria-machado-de-assis-resurrection","",{"@graph":35,"@context":84},[36,53,67],{"@type":37,"itemListElement":38},"BreadcrumbList",[39,43,47,50],{"item":40,"name":41,"@type":42,"position":20},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":44,"name":45,"@type":42,"position":46},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":48,"name":12,"@type":42,"position":49},"https://docshare.wps.com/pt/document/contos-e-romances/",3,{"item":51,"name":13,"@type":42,"position":52},"https://docshare.wps.com/pt/document/joaquim-maria-machado-de-assis-resurrection/37558/",4,{"url":51,"name":13,"@type":54,"author":55,"headline":13,"publisher":57,"fileFormat":60,"inLanguage":23,"description":14,"dateModified":61,"datePublished":61,"encodingFormat":60,"isAccessibleForFree":62,"interactionStatistic":63},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":56},"Person",{"url":40,"name":58,"@type":59},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-03",true,{"@type":64,"interactionType":65,"userInteractionCount":4},"InteractionCounter",{"@type":66},"ViewAction",{"@type":68,"mainEntity":69},"FAQPage",[70,76,80],{"name":71,"@type":72,"acceptedAnswer":73},"Qual é a proposta do autor ao apresentar o ensaio no prólogo?","Question",{"text":74,"@type":75},"O autor declara a intenção de oferecer um ensaio em gênero novo para ele e solicita à crítica intenção benévola, mas expressão franca e justa.","Answer",{"name":77,"@type":72,"acceptedAnswer":78},"Por que o autor menciona a desconfiança da crítica em relação a prólogos modestos?",{"text":79,"@type":75},"Ele sustenta que muitos prólogos carregam ambição disfarçada e podem rebaixar o conceito do escritor; por isso defende um prólogo que não se confunda com aqueles contritos e singelos.",{"name":81,"@type":72,"acceptedAnswer":82},"O que acontece no início do Capítulo Primeiro em “No dia de Ano Bom”?",{"text":83,"@type":75},"O Dr. Félix levanta-se tarde, observa o sol e o cenário do dia esplêndido, com o mar e aves na vizinhança, e depois passa da contemplação ao gesto de tédio, seguindo para o almoço.","https://schema.org",{"og:url":51,"og:type":86,"og:title":13,"og:site_name":58,"og:description":14},"article",{"robots":88,"canonical":51},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":24}]