[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37560-pt":3,"doc-seo-37560-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37560,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS Relíquias de Casa Velha","Coleção de textos literários de Joaquim Maria Machado de Assis, apresentada com índice de contos e poemas. A obra abre com “Advertência”, refletindo sobre relíquias domésticas e a escolha do que vale a pena ser publicado, seguida de poesia dedicada a “A Carolina”. Entre os textos narrativos, destaca-se “Pai contra Mãe”, que examina a escravidão através de dispositivos de contenção, anúncios de fuga e a história de Cândido Neves, conectando economia, violência e sobrevivência social. Também aparecem outros títulos e gêneros na estrutura do volume.","Texto-fonte: Obra Completa, de Machado de Assis, vol. II, Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.  \nPublicado originalmente pela Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1906.  \nÍNDICE  \nADVERTÊNCIA  \nPAI CONTRA MÃE  \nMARIA CORA  \nMARCHA FÚNEBRE  \nUM CAPITÃO DE VOLUNTÁRIOS  \nSUJE-SE GORDO!  \nUMAS FÉRIAS  \nEVOLUÇÃO  \nPÍLADES E ORESTES  \nANEDOTA DO CABRIOLET  \nADVERTÊNCIA  \nUma casa tem muita vez as suas relíquias, lembranças de um dia ou de outro, da tristeza que passou, da felicidade que se perdeu. Supõe que o dono pense em as arejar e expor para teu e meu desenfado. Nem todas serão interessantes, nãoraras serão aborrecidas, mas, se o dono tiver cuidado, pode extrair uma dúzia delas que mereçam sair cá fora.  \nChama-lhe à minha vida uma casa, dá o nome de relíquias aos inéditos eimpressos que aqui vão, idéias, histórias, críticas, diálogos, e verás explicados olivro e o título. Possivelmente não terão a mesma suposta fortuna daquela dúzia de outras, nem todas valerão a pena de sair cá fora. Depende da tua impressão, leitor amigo, como dependerá de ti a absolvição da má escolha.  \nMachado de Assis  \nA CAROLINA  \nQuerida, ao pé do leito derradeiro Em que descansas dessa longa vida, Aqui venho e virei, pobre querida, Trazer-te o coração do companheiro.  \nPulsa-lhe aquele afeto verdadeiro Que, a despeito de toda a humana lida, Fez a nossa existência apetecida E num recanto pôs um mundo inteiro.  \nTrago-te flores,— restos arrancados Da terra que nos viu passar unidos E ora mortos nos deixa e separados,  \nQue eu, se tenho nos olhos mal feridos Pensamentos de vida formulados, São pensamentos idos e vividos.  \nPAI CONTRA MÃE  \nA escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outrasinstituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também amáscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e asobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem sociale humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.  \nO ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto dacabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado .  \nHá meio século, os escravos fugiam com freqüência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocas ionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheirotambém dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenasladinos, pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora, quitandando.  \nQuem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, odefeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “gratificar-se-á generosamente”,— ou “receberá uma boa gratificação”. 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